<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325</id><updated>2012-01-23T13:53:19.040-08:00</updated><category term='Ficção'/><category term='Viktor E. Frankl'/><category term='Educação'/><category term='Política'/><category term='Religião'/><category term='Cotidiano'/><category term='Amenidades'/><title type='text'>Esboços, rascunhos e ensaios</title><subtitle type='html'>Mais exercícios que resultados...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>93</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-729818707996372467</id><published>2011-11-14T09:35:00.001-08:00</published><updated>2011-12-05T05:29:01.978-08:00</updated><title type='text'>A vida entre escombros</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-MfFUEKEnBrY/TsFR5gjKU1I/AAAAAAAAAJY/6H7WmXPrGqc/s1600/GRD_1269_Almas+que+se+quebram+no+chao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-MfFUEKEnBrY/TsFR5gjKU1I/AAAAAAAAAJY/6H7WmXPrGqc/s1600/GRD_1269_Almas+que+se+quebram+no+chao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 106.2pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;i&gt;&lt;i style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt;"&gt;Todos conhecem o tipo de vida de uma pessoa que querfazer o que bem entende: sexo barato e frequente, mas sem nenhum amor; vidaemocional e mental detonada; busca frenética por felicidade, sem satisfação;deuses que não passam de peças decorativas; religião de espetáculo; solidãoparanoica; competição selvagem; consumismo insaciável; temperamentodescontrolado; incapacidade de amar e de ser amado; lares divididos; coraçãoegoísta e insatisfação constante; costume de desprezar o próximo, vendo todoscomo rivais; vícios incontroláveis; tristes paródias de vida em comunidade. E,se eu fosse continuar, a lista seria enorme. Essa não é a primeira vez quevenho advertir vocês: se usarem a liberdade desse modo, não herdarão o Reino deDeus. (Gálatas 5:19-21 – A MENSAGEM)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;Hamlet, na versão que caiu no gosto popular, diz que “existem mais mistérios entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia”. &lt;i&gt;As almas que se quebram no chão&lt;/i&gt; (Editora É), de Karleno Bocarro, nos revela algumas delas, chegando a apresentar-nos, inclusive, algumas das que estão debaixo da terra. Debaixo, aqui, tem pelo menos três sentidos diferentes. &lt;br /&gt;1)                 &lt;b&gt;Geográfico:&lt;/b&gt; Uma boa parte da trama se passa num bar no subsolo de um prédio abandonado, numa área de Berlim devastada pela guerra. Os escombros de um bairro inteiro são o cenário em que circulam as pessoas cuja vida se encontra no mesmo estado da paisagem em torno. &lt;br /&gt;2)                 &lt;b&gt;Existencial:&lt;/b&gt; São essas vidas em escombros que constituem aquilo que costumamos chamar de submundo, um mundo que hoje, em linguagem descolada, chamamos de &lt;i&gt;underground&lt;/i&gt;. Um ambiente em que há abundância de drogas, sexo, euforia e vazio. &lt;br /&gt;3)                 &lt;b&gt;Metafísico:&lt;/b&gt; Há também a presença do próprio Mal, que, embora aterrorizante quando se mostra ao incorporar numa alma atormentada, não se ausenta de nenhuma das páginas do livro. &lt;br /&gt;Dito desse modo, pode parecer tratar-se de um livro moralista, que pretende fazer censuras a comportamentos, etc., coisa que não é nem de longe. O narrador tem tanta história para contar que não pode deixar-se perder em psicologismos nem em longas exposições teóricas. Tudo o que há para ser dito o é a partir das desventuras de um grupo de amigos brasileiros numa Alemanha recém unificada, mas à qual pouco se adaptaram.  Há um efeito moralizador, sim, porque nos mostra para onde segue uma vida sem sentido. Trata-se da experiência de uma descida aos infernos com uma lanterna em punho. &lt;br /&gt;Todo o vigor da trama se deve a personagens marcantes como Marco Dilthey, um brasileiro pouco dotado de talento que vai estudar em Berlim enviado pelo Partido Comunista; Barad, o mais pretensioso dos brasileiros, um sujeito que se apega a sua aspiração artística como tábua de salvação; e Bocas, um camarada que de tão perverso nos faz duvidar da presença de algum resquício de imagem divina no homem. &lt;br /&gt;Chamar Marco de pouco dotado de talento é um eufemismo. Marco é um sujeito que quase. É incapaz de qualquer realização. Quase conquista mulheres, quase se dá bem na vida, quase, quase, quase... É um fraco: incapaz de assumir suas responsabilidades, inapto para as irresponsabilidades. Não deixa de ser um retrato daqueles que insistem em acreditar numa “lavação da égua”, mesmo que não se disponham a tomar o balde, o sabão e a escova. &lt;br /&gt;É sempre um risco ser ousado na pretensão e modesto nos resultados. E não basta disciplina para que as coisas aconteçam. É o que nos mostra Barad. Mesmo com toda a sua obsessão pelos estudos e sua disposição para os maiores sacrifícios em nome de sua vocação, a “sorte moral” (Bernard Willians) não o acompanha. &lt;br /&gt;Se a disciplina de Barad não lhe serve de garantia de nada, o completo desregramento de Bocas parece ser uma boa escolha. Mas só parece. Mário Bocas, uma das personagens mais inconsequentes e perversas de que tenho notícia, supostamente uma encarnação da liberdade libertina, é um sujeito escravizado, seja por seus vícios, seja por seus fornecedores de “vitaminas mentais”. &lt;br /&gt;O único personagem que ainda exerce alguma liberdade é Gruba, o fiel escudeiro do maligno Bocas. Quando se põe a falar, surpreende por sua lucidez embriagada. Sabe bem a posição que ocupa e, por pior que possa parecer, vive a vida que escolheu. &lt;br /&gt;Luisa, a namorada de Marco que ficara no Brasil, parece uma incógnita. Tudo indica que ela também entraria no ciclo e seria mais uma a deixar-se levar pela vida. Isso não acontece, para surpresa e frustração de Marco. Sua presença ali, discreta, às vezes parecendo dispensável, é na verdade um resquício de uma vida legítima. A Luz brilha nas trevas, mas as trevas não a compreenderam. Luisa parece ter entendido que quem vive ao estilo “deixa a vida me levar” acaba não chegando a lugar algum. Como Marco... &lt;br /&gt;Apesar do contexto em que os episódios ocorrem – a queda do muro de Berlim e a Alemanha recém-unificada –, uma das maiores virtudes do texto é evitar academicismos, psicologismos e sociologismos. O autor não defende uma tese pela boca de seus personagens. Antes, nos conta uma história. E que história!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-729818707996372467?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/729818707996372467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=729818707996372467&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/729818707996372467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/729818707996372467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2011/11/vida-entre-escombros.html' title='A vida entre escombros'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-MfFUEKEnBrY/TsFR5gjKU1I/AAAAAAAAAJY/6H7WmXPrGqc/s72-c/GRD_1269_Almas+que+se+quebram+no+chao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-6068195818239238255</id><published>2011-10-28T06:35:00.000-07:00</published><updated>2011-10-28T11:06:16.232-07:00</updated><title type='text'>Apresentando George MacDonald</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-MOnCRyBzE0k/TqqxZBosr3I/AAAAAAAAAJQ/6hKr_6gNzdM/s1600/Princess-and-the-Goblin.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-MOnCRyBzE0k/TqqxZBosr3I/AAAAAAAAAJQ/6hKr_6gNzdM/s400/Princess-and-the-Goblin.jpg" width="326" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por G. K. Chesterton&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introdução de Chesterton ao livro&amp;nbsp;de Greville M. MacDonald,&amp;nbsp;&lt;i&gt;George Macdonald and His Wife&lt;/i&gt;, 1924.&lt;br /&gt;Disponível em inglês &lt;a href="http://www.chesterton.org/gkc/critic/George%20Macdonald.htm"&gt;George Macdonald&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;Certas revistas têm simpósios (eu os chamaria &lt;i&gt;simposia&lt;/i&gt;, se me fosse permitido chamar duas coleções do South Kensington de “&lt;i&gt;musea&lt;/i&gt;”) em que se pergunta às pessoas o nome de “livros que as influenciaram”, na mesma linha de “Hinos que as ajudaram”. Não é um processo realista, como regra, pois nossas mentes são, na maioria das vezes, uma biblioteca não catalogada; e, para um homem ser fotografado com um dos livros em suas mãos, geralmente, na melhor das hipóteses, este foi escolhido aleatoriamente, e, na pior, ele está fazendo pose para impressionar. Mas, em certo sentido especial, posso realmente testemunhar que um livro fez diferença em toda a minha existência, que me ajudou a ver as coisas duma certa maneira desde o princípio; uma visão das coisas que mesmo uma real revolução, como uma conversão de confissão religiosa, substancialmente apenas coroou e confirmou. De todas as histórias que li, incluindo até os demais romances do mesmo autor, esta continua sendo a mais real, a mais realista, no exato sentido do termo – mais parecida com a vida. Ela se chama “A princesa e o Goblin”, e seu autor é George MacDonald, o homem de que trata este livro.&lt;br /&gt;Quando digo que é semelhante à vida, o que quero dizer é o seguinte: ele descreve uma princesinha que mora num castelo nas montanhas que é perpetuamente escavado, por assim dizer, por demônios subterrâneos que às vezes vêm à superfície através da adega. Ela sobe as escadas do castelo até o quarto da governanta ou aos outros quartos; agora, no entanto, e mais uma vez, as escadas não levam para o destino usual, mas a um novo quarto que ela nunca tinha visto antes e que em geral não pode encontrar de novo. Aqui uma boa Tetravó, que é um tipo de fada madrinha, está perpetuamente fiando e falando palavras de sabedoria e incentivo. Quando eu li como criança, senti que a coisa toda era um acontecimento dentro de uma casa humana real, não essencialmente diferente da casa em que eu mesmo vivia e que também tinha escadas, e quartos e adega. Era aí que o conto de fadas diferia de muitos outros contos; acima de tudo, era aí que a filosofia diferia de muitas outras filosofias. Sempre senti certa insuficiência no ideal de Progresso, mesmo da melhor espécie, que é o progresso do Peregrino. Dificilmente este sugere quão próximo a nós estão as melhores e as piores coisas desde o princípio; especialmente talvez mesmo no princípio. E embora, como toda pessoa sensata, eu valorize e respeite o conto de fadas ordinário do terceiro filho do moleiro que partiu para procurar sua sorte (uma forma que o próprio MacDonald seguiu na continuação chamada “A princesa e Curdie”), a sugestão de viajar para um mundo das fadas, distante, que é a alma dele, impede de atingir este fim particular que é tornar todas as escadas, portas e janelas ordinárias coisas mágicas.&lt;br /&gt;Dr. Greville MacDonald, nestas memórias interessantíssimas de seu pai, penso, menciona em algum lugar o sentido deste estranho simbolismo das escadas. Outra imagem recorrente em seus romances é a de um grande cavalo branco; o pai da princesa tinha um, e havia outro em The Back of the North Wind [Por trás do vento norte]. Até este dia, não posso ver um grande cavalo branco na rua sem uma repentina sensação de coisas indescritíveis. Mas, por ora, estou falando do que pode enfaticamente ser chamado a presença de deuses domésticos – e goblins domésticos. E a imagem da vida nesta parábola não é somente mais verdadeira que a imagem de uma viagem, como a do Peregrino; é sempre mais verdadeira do que a mera imagem de um sítio como o da Guerra Santa. Há algo não somente imaginativo, mas intimamente verdadeiro a respeito da ideia de goblins que estão debaixo da casa e são capazes de importuná-la a partir da adega. Quando as coisas más que nos importunam de fato aparecem, elas não aparecem do lado de fora, mas de dentro. De alguma maneira, aquela simples imagem de uma casa que é o nosso lar, que é sinceramente amada como nosso lar, mas da qual dificilmente conhecemos o melhor ou o pior, e deve sempre esperar por um deles e observá-lo contra o outro, sempre permaneceu em minha cabeça como algo singularmente sólido e irrefutável; e era ainda mais corroborado do que corrigido quando vim a dar um nome definitivo para a senhora que zela por nós desde a torre, e talvez a assumir uma visão mais prática dos goblins debaixo do piso. Desde que li pela primeira vez aquela história, cinco filosofias alternativas do universo chegaram às nossas faculdades, vindas da Alemanha, soprando o mundo como o vento leste. Mas, para mim, aquele castelo ainda permanece nas montanhas e a luz em sua torre não se extingue.&lt;br /&gt;Todas as demais histórias de George MacDonald, interessantes e sugestivas de diversas maneiras, parecem ser ilustrações e mesmo disfarces daquele único disfarce, pois esta é a mais importante diferença entre o seu tipo de mistério e a mera alegoria. A alegoria comum assume seu objeto como lugares-comuns ou convenções necessárias para homens e mulheres comuns, e tenta torná-los agradáveis ou pitorescos, vestindo-os como princesas, ou goblins ou fadas. Mas George MacDonald, na verdade, acreditava que as pessoas eram princesas e goblins e fadas, e os vestia como homens ou mulheres comuns. O conto de fadas está dentro da história comum, não fora. Um resultado disso é que todos os objetos inanimados que são as propriedades do cenário da história retêm aquele glamour ignorado que têm num conto de fadas literal. A escadaria em “Robert Falconer” é tão mágica como a escadaria em “A princesa e o Goblin”; e quando os meninos estão construindo o barco e a menina está recitando versos para eles, em “Alec Forbes”, e alguns velhos cavalheiros dizem galhofeiramente que se erguerá para cantar como um navio mágico escandinavo, sempre me parece como se ele estivesse descrevendo a realidade, sem levar em conta a aparência, do incidente. Os romances enquanto romances são irregulares; mas como contos-de-fadas são extraordinariamente coerentes. Ele nunca, nem por um momento, perde seu fio interior que corre através da colcha de retalhos, e é o fio que a Tetravó põe nas mãos de Curdie para tirá-lo das armadilhas dos goblins.&lt;br /&gt;A originalidade de George MacDonald tem também uma significância histórica, que talvez seja mais bem estimada ao compará-lo com seu grande conterrâneo Carlyle. É uma medida do real poder e mesmo da popularidade do Puritanismo na escócia que Carlyle nunca tenha perdido o humor Puritano, mesmo quando ele perdeu toda a teologia puritana. Se uma fuga do viés do ambiente for um teste de originalidade, Carlyle nunca escapou completamente, mas George Macdonald, sim. Ele desenvolveu, a partir de suas próprias meditações místicas, uma teologia alternativa completa que levava a um humor completamente oposto. E nessas meditações místicas ele aprendeu segredos muito além da mera extensão da indignação Puritana com a ética e a política. Pois no gênio real de Carlyle havia um toque de intimidação, e onde quer que haja um elemento de intimidação há um elemento de trivialidade, de reiteração e de ordens repetidas. Carlyle nunca pôde dizer nada tão sutil e simples como a frase de MacDonald de que Deus é fácil de agradar e difícil de satisfazer. Carlyle estava demasiadamente obviamente ocupado com a insistência em que Deus era difícil de satisfazer; exatamente como alguns otimistas estão, sem dúvida, ocupados em insistir que Ele é fácil de agradar. Em outras palavras, MacDonald tinha criado para si mesmo um tipo de ambiente espiritual, um espaço e transparência de luz mística, que era absolutamente excepcional em seu ambiente nacional e denominacional. Ele disse coisas semelhantes aos ditos dos cavaleiros místicos, dos santos católicos, algumas vezes dos platônicos ou swedenborgianos, mas não pelo menos aos dos calvinistas, mesmo quando o calvinismo permanecia em um homem como Carlyle. E quando ele vier a ser mais cuidadosamente estudado como um místico, como eu acho que ele será quando as pessoas descobrirem a possibilidade de recolher suas joias dispersas em um conjunto muito irregular, perceber-se-á, imagino, que ele se posta antes como um ponto de mutação na história do cristianismo, como um representante da nação cristã da Escócia. Como os protestantes falam da estrela da manhã da Reforma, devemos estar autorizados a notar tais nomes aqui e ali como estrelas da Reunião.&lt;br /&gt;A coloração espiritual da Escócia, como a cor local de tantos sarracenos escoceses, é um roxo que sob algumas luzes pode parecer cinza. A característica nacional é na realidade intensamente romântica e apaixonada; na verdade, excessiva e perigosamente romântica e apaixonada. Sua torrente emocional tem apenas muito frequentemente se dirigido para a vingança, ou luxúria, ou crueldade ou bruxaria. Não há embriaguês como a embriaguês escocesa; ela tem em si o barulho antigo e a estridência selvagem dos Mênades das montanhas. E, claro, é igualmente verdade quanto ao lado bom, como na grande literatura da nação. Stopford Brooke e outros críticos apontaram com razão que um senso vívido de cores aparece nos poetas escoceses medievais antes deste aparecer de fato entre qualquer poeta inglês. E é absurdo falar da dura e perspicaz sobriedade do tipo nacional que se tem feito mais bem conhecido por toda parte no mundo moderno pelo literalismo prosaico do “Tesouro da ilha” e o realismo monótono de “Peter Pan”. No entanto, por um estranho acidente histórico, este povo vívido e colorido foi forçado a vestir-se de preto numa espécie de funeral sem fim num eterno Sabá. Na maioria das peças e quadros, entretanto, em que eles são representados quando vestidos de preto, alguns instintos fazem o ator ou o artista verem que eles não combinam muito bem. E assim o fazem.&lt;br /&gt;Os escoceses apaixonados e poéticos – como os italianos apaixonados e poéticos –devem, obviamente, ter tido uma religião que competia com a beleza e vivacidade das paixões, que não deixava o diabo ter todas as cores brilhantes, que respondia glória com glória e fogo com fogo. Isso teria equilibrado Leonardo com São Francisco; nenhum jovem ou pessoa viva realmente pensa que isso pode ser equilibrado com John Knox. A consequência foi que este poder nas letras escocesas, especialmente no dia (ou noite) da plena ortodoxia calvinista, foi enfraquecida e desperdiçada centenas de vezes. Em Burns ela foi levada para fora de seu curso como loucura; em Scott, somente era tolerada como memória. Scott somente podia ser um medievalista tornando-se o que ele chamaria um antiquário, ou o que chamaríamos um esteta. Ele tinha de fingir que seu amor estava morto para que pudesse ser autorizado a amá-la. Assim como Nicodemos foi até Jesus à noite (ver Jo 3:1), o esteta somente vai à igreja à noite.&lt;br /&gt;Agora, entre os muitos homens de gênio que a Escócia produziu no século XIX, havia apenas um tão original para voltar a sua origem. Havia apenas um que realmente representava o que a religião escocesa deveria ter sido, se tivesse mantido a coloração da poesia escocesa medieval. Em seu tipo particular de obra literária, ele de fato percebeu o aparente paradoxo de São Francisco de Aberdeen, vendo o mesmo tipo de halo em torno de uma flor e de um pássaro. Não é a mesma coisa que a apreciação da beleza da flor ou do pássaro. Um bruto pode sentir isso e continuar bruto, ou, em outras palavras, continuar triste. É um certo senso especial de significância, que a tradição que mais a valoriza chama sacramental. Ter voltado para isso, ou avançado para isso, num salto de meninice, para fora do negro Sabá de uma cidade calvinista, foi um milagre de imaginação.&lt;br /&gt;Ao notar que ele bem pode ter este lugar na história, no sentido da religião e da história nacional, eu não tento aqui fixar seu lugar na literatura. Em todo caso, ele é um dos tipos que é mais difícil de classificar. Ele não escreveu nada vazio; mas ele escreveu muito que é tão cheio e cuja apreciação depende antes de uma simpatia com a substância do que à primeira vista com a forma. De fato, os místicos não são com frequência homens de letras em seu sentido perfeito e quase profissional. Um homem cuidadoso encontrará mais sobre o que pensar em Vaughan ou Crashaw do que em Milton, mas ele também encontrará muito a criticar; e ninguém precisa negar que, no sentido ordinário, um leitor casual pode desejar que haja menos de Blake e mais de Keats. Mas mesmo essa permissão não deve ser exagerada; e é exatamente no mesmo sentido em que nos compadecemos de um homem que perdeu tudo de Keats ou de Milton, que podemos sentir compaixão pelo crítico que não caminhou na floresta de Phantastes ou não tomou conhecimento do Sr. Cupples nas aventuras de Alec Forbes.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-6068195818239238255?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/6068195818239238255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=6068195818239238255&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/6068195818239238255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/6068195818239238255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2011/10/apresentando-george-macdonald.html' title='Apresentando George MacDonald'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-MOnCRyBzE0k/TqqxZBosr3I/AAAAAAAAAJQ/6hKr_6gNzdM/s72-c/Princess-and-the-Goblin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-1316003491095341828</id><published>2011-10-28T06:23:00.000-07:00</published><updated>2011-10-28T06:27:16.315-07:00</updated><title type='text'>George MacDonald e sua obra</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span class="photo_right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-color: initial; border-style: initial; font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;img alt="" class="photo_img img" height="300" src="http://photos-f.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/300024_283212565035214_100000394176947_930231_1979227245_a.jpg" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; max-width: 493px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" width="400" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em; max-width: 180px; padding-bottom: 5px; padding-left: 10px; padding-top: 2px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por G. K. Chesterton&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Um a um, os grandes romancistas da era vitoriana têm renascido para a democracia na forma de edições populares, de modo que, agora, qualquer aspirante a limpador de chaminés pode ter o núcleo de uma biblioteca muito boa por apenas alguns xelins. Há um escritor a quem o Sr. Newnes[1] só notou dessa maneira e que é, salvo engano, um dos homens mais notáveis de nosso tempo. O Dr. George MacDonald será redescoberto um dia, como Blake[2] o foi – um outro homem de gênio, embora artisticamente imperfeito. Até lá, porém, ele será, também como Blake, negligenciado, desprezado e explorado industrialmente por pessoas que querem tomar emprestadas algumas ideias. Se ser um grande homem é manter o universo em sua cabeça ou em seu coração, o Dr. MacDonald é grande. Nenhum homem traz consigo uma atmosfera heroica com tanta naturalidade. Certa vez, ele encenava o papel de Generoso, personagem de “O peregrino”[3], e a mera possibilidade de que isso acontecesse já é simbólica, pois não tal coisa seria possível a qualquer outro homem moderno. O ideal de Matthew Arnold[4] numa armadura reluzente ou do professor Huxley[5] movendo uma espada diante da ribalta não nos impressionaria com gravidade genuína. Mas o Dr. MacDonald parecia uma figura elementar, um homem desligado de qualquer época particular, uma personagem de um de seus próprios contos de fadas, um verdadeiro místico a quem o sobrenatural era natural.&lt;br /&gt;Muitos escritores religiosos escreveram alegorias e contos de fadas que deram origem à convicção geral de que nada mostra tão pouca espiritualidade quanto uma alegoria, e nada contém tão pouca imaginação quanto um conto de fada. Mas o Dr. MacDonald está separado destes por um abismo de profunda originalidade de intenção. A diferença é que o conto de fadas comum é uma alegoria da vida real. Os contos da vida real do Dr. MacDonald são alegorias, ou versões disfarçadas, de seus contos de fadas. Não é que ele veste os homens e os incidentes como cavaleiros e dragões, mas ele considera que os cavaleiros e dragões, de fato existentes no mundo eterno, estão aqui vestidos como homens e incidentes. Para ele, não é a coroa, o capacete e a auréola que são a fantasia; é a cartola e o fraque que são, digamos, o disfarce dos conspiradores no palco terrestre. Seus contos alegóricos de gnomos e grifos não encobrem com um véu; eles o rasgam. Num desses estranhos livros meio indecifráveis, como o livro de um profeta, publicado por ele já em idade avançada, o herói é apresentado como uma gloriosa roseira, e diz-se que ela permaneceu no mesmo lugar, como um piano numa sala de visitas. Compreender essa ideia é compreender George MacDonald, desde que nos lembremos de que não é a roseira que é o símbolo, mas o piano.&lt;br /&gt;No livro com que o Sr. Newnes iniciou a publicação popular da obra do Dr. MacDonald, “O Marquês de Lossie”, isso fica muito claro. Não é uma de suas melhores obras; artisticamente falando, está repleta de defeitos. Mas quase todos os defeitos de seu romance são as virtudes de um conto de fadas. A clareza da questão ética, a guerra límpida da luz contra as trevas, sem lusco-fusco, ceticismo ou timidez; o senso elementar da paisagem e do homem como filho da Natureza, o heroísmo imaculado dos heróis, a patente deformidade dos personagens maléficos; tudo isso, enfim, mostra um espírito alerta ao mundo com o olhar jovem, inocente e terrível de Jack, o Matador de Gigantes.[6] O Dr. MacDonald é um poeta bom demais para ser um romancista do mais alto grau, pois a glória do romancista é olhar para o mundo de centenas de pontos de vista; a glória do poeta é vê-lo desde um único. O Dr. MacDonald vê o mundo banhado num terrível carmesin de amor divino. Ele não é capaz de descrever o cínico melhor do que Shelly[7] poderia ter descrito um merceeiro batista ou Keats[8], um comerciante da cidade. Os vilões da moda no romance do Dr. MacDonald não são as bestas do campo, fúteis, bem-humoradas e previsíveis – tão dignas e calmas quanto as vacas – que tais homens realmente são. Eles são ininteligíveis, criaturas feias, como os dragões de um conto de fadas que devoram donzelas por um capricho sobrenatural. Eles existem para ser combatidos, não estudados.&lt;br /&gt;Mas o ponto interessante sobre “O Marquês de Lossie”[9] é que este contém todo o segredo da obra do Dr. MacDonald: é a história de um jovem pescador escocês que, em sua invencível simplicidade e honra, vai a uma casa da moda em Londres, a fim de resgatar uma elegante dama (que ele sabe ser sua meia-irmã) de um infeliz casamento de conveniência. A história, como eu disse, não é contada com a plenitude da arte do Dr. MacDonald. É difícil apontar uma única cena que esteja perfeitamente proporcionada, e na qual não haja filosofia demais e psicologia de menos, embora toda a história seja tão vívida e tensa como uma história policial. Nós a lemos com um profundo sentimento de que algo grandioso nos excita, e não podemos dizer o que é. Isso só vai ficar claro para nós se acontecer de nos lembrarmos do grande conto de fadas de MacDonald, “A princesa e Curdie”[10]. Trata-se da história de um menino garimpeiro que, sob as instruções misteriosas de uma fada-vovozinha, parte para salvar um rei e uma princesa dos planos de uma cidade monstruosa e má. De repente, percebemos que as duas histórias são a mesma, que uma se passa dentro da outra, e que o romance realista é a concha e o conto de fadas é a pérola. Toda a estranheza, toda a digressão, toda a indelicadeza e toda a lerdeza do incidente simplesmente querem dizer que o herói almeja jogar fora o chapéu preto e o casaco de Mawlcolm MacPhail e declarar-se como Curdie, o campeão das fadas. Toda a emoção da história reside no fato de que sabíamos que ele era assim.&lt;br /&gt;O Dr. MacDonald entra no reino das fadas como um cidadão que volta para casa. Mas, embora seja um místico genuíno e um genuíno celta, ele não reapareceu no movimento do misticismo celta de nossos dias[11], sobretudo por causa de uma ideia singular que dominou tal movimento: a ideia de que o dever de um místico é ser melancólico. Levará um século ou dois, talvez, para que se perceba uma verdade que o Dr. MacDonald, imagino, sempre soube: a melancolia é uma bobagem se comparada à seriedade da alegria. A melancolia é negativa e tem a ver com trivialidades como a morte; a alegria é positiva e tem a resposta para o renovo e para a perpetuação do ser. A melancolia é irresponsável. Ela pode assistir ao universo cair em pedaços; a alegria é responsável e sustenta o universo no vazio do espaço. Essa concepção de vigilância do Poder universal permeia todos os romances de MacDonald com uma insondável gravidade de completa felicidade, a gravidade de uma criança que brinca. Um brilho curioso impregna seus livros: as flores parecem chamas coloridas soltas do coração flamejante do mundo – cada arbusto é uma sarça ardente, ardendo pela mesma razão que a de Moisés. Este sentido de um segredo perfeito quase dolorosamente mantido pelo universo é o que envergonha o fastio dos místicos modernos. Como se alguém que soubesse um segredo pudesse estar enfastiado!&lt;br /&gt;Há outra questão artística em que o Dr. MacDonald deu uma contribuição profundamente original, e numa direção nunca seguida. Trata-se de sua percepção do grotesco no mundo espiritual. Ele escreveu poemas infantis cheios de um tipo de anarquia noturna, como os sonhos absurdos. A coruja diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;I can see the wind; now who can do that?&lt;br /&gt;I can see the dreams that he has in his hat.&lt;br /&gt;Who else can watch the Lady Moon sit&lt;br /&gt;On her nest the sea, all night, but the Owl?&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;[Posso ver o vento. Quem mais o pode ver?&lt;br /&gt;Posso ver os sonhos que sua cachola pode ter.&lt;br /&gt;Quem, senão a coruja, pode ver a Lua pousar&lt;br /&gt;toda noite em seu ninho sobre o mar?]&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Esse casamento extravagante de ideais não tem um sacerdote que o possa celebrar, exceto a livre imaginação. Mas a originalidade do Dr. MacDonald reside nisto: enquanto outros autores modernos escreveram histórias de nonsense, ele é o único que tem escrito o que se pode chamar de “nonsense celestial”. O mundo de “Alice no País das Maravilhas” é de uma loucura puramente intelectual: há ocasiões que, de fato, devem ocorrer a qualquer homem de imaginação: momentos em que de repente alguém se sente desprotegido e aterrorizado num mundo de loucura matemática, quando se sente que a desrazão é mais fria e mais cruel que a razão e quando se percebe a profunda verdade de que nada no mundo é tão desolador quanto a leveza ilimitada. Mas o mundo de extravagâncias do Dr. MacDonald, onde a lua choca os navios e as ostras se abrem para cantar, é penetrado pelo calor do “amor do mundo”, a irmandade cósmica das crianças. Até os monstros são bichinhos de estimação neste enorme berçário.&lt;br /&gt;Como eu disse, o Dr. MacDonald será descoberto nalgum tempo por vir. Há homens e movimentos cujo momento em que passaram estão no ponto mais distante de nós, como um ponto de uma roda que acaba de tocar ao chão. Estamos vivendo agora entre poetas incapazes de conceber o poder universal contido em sentimentos maiores que os deles mesmos. Não podem imaginar, nas palavras grandiloquentes de Dante, “o amor que dirige o sol e as estrelas”, pois o amor sobre o qual escrevem seria incapaz de dobrar um cardo; mas o grande pensamento que o Dr. MacDonald diz, mas deixa não dito, num nó de otimismo fatalista nunca deixará completamente de nos assombrar e nos atacar.&lt;br /&gt;Numa centena de momentos ímpares, em ruas tortuosas, nos campos sob o crepúsculo, nas salas de visitas à luz de velas, virá sobre nós a noção confusa, e ainda assim reconfortante, de que nós e todas as nossas filosofias nacionalistas estão no coração de um conto de fadas e desempenha nele um papel excepcionalmente bobo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Sir George Newnes, notável editor inglês. Informações: http://en.wikipedia.org/wiki/George_Newnes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Poeta inglês William Blake. Mais informações: http://en.wikipedia.org/wiki/William_blake&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] The Pilgrims Progress, de John Bunyan. Há diversas edições em língua portuguesa. Uma edição comentada foi publicada pela editora Fiel: http://www.editorafiel.com.br/detalhes.php?id=2034&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] Poeta e crítico cultural inglês: http://en.wikipedia.org/wiki/Matthew_Arnold&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] Provavelmente o escritor Leonard Huxley, pai de Aldous Huxley. Informações: http://en.wikipedia.org/wiki/Leonard_Huxley_(writer)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[6] Conto de fadas britânico: http://en.wikipedia.org/wiki/Jack_the_Giant_Killer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[7] Referência ao poeta britânico Percy Bysshe Shelley. Mais informações: http://en.wikipedia.org/wiki/Percy_Bysshe_Shelley&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[8] Poeta inglês John Keats. Mais informações: http://en.wikipedia.org/wiki/John_Keats&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[9] Texto na íntegra: http://www2.hn.psu.edu/faculty/jmanis/gmacdonald/The-Marquis-of-Lossie6x9.pdf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[10] Texto integral disponível em: http://www2.hn.psu.edu/faculty/jmanis/gmacdonald/The-Princess-and-Curdie6x9.pdf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[11] Lembre-se, Chesterton está escrevendo em 1901.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-1316003491095341828?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/1316003491095341828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=1316003491095341828&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/1316003491095341828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/1316003491095341828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2011/10/george-macdonald-e-sua-obra.html' title='George MacDonald e sua obra'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-9020990057457523794</id><published>2011-01-10T13:27:00.000-08:00</published><updated>2011-01-10T13:27:05.932-08:00</updated><title type='text'>CHESTERTONBRASIL.ORG: Introdução de Chesterton ao livro “George Macdonal...</title><content type='html'>&lt;a href="http://chestertonbrasil.blogspot.com/2011/01/introducao-de-chesterton-ao-livro.html?spref=bl"&gt;CHESTERTONBRASIL.ORG: Introdução de Chesterton ao livro “George Macdonal...&lt;/a&gt;: "Por G. K. Chesterton Traduzido por William Campos da Cruz Introdução de Chesterton ao livro “George Macdonald and His Wife”, de Greville M. ..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-9020990057457523794?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://chestertonbrasil.blogspot.com/2011/01/introducao-de-chesterton-ao-livro.html?spref=bl' title='CHESTERTONBRASIL.ORG: Introdução de Chesterton ao livro “George Macdonal...'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/9020990057457523794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=9020990057457523794&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/9020990057457523794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/9020990057457523794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2011/01/chestertonbrasilorg-introducao-de.html' title='CHESTERTONBRASIL.ORG: Introdução de Chesterton ao livro “George Macdonal...'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-8127503778033086844</id><published>2010-11-19T02:10:00.000-08:00</published><updated>2010-11-19T02:10:11.180-08:00</updated><title type='text'>UNIVERSIDADE MACKENZIE: EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/TOZM-ddzq4I/AAAAAAAAAI0/_RYz1WSGlXU/s1600/Morda%25C3%25A7a-gay.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/TOZM-ddzq4I/AAAAAAAAAI0/_RYz1WSGlXU/s1600/Morda%25C3%25A7a-gay.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 [LINK &lt;a href="http://www.ipb.org.br/noticias/noticia_inteligente.php3?id=808" rel="nofollow" target="_blank"&gt;http://www.ipb.org.br/noticias/noticia_inteligente.php3?id=808&lt;/a&gt;] e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro. &lt;br /&gt;Para ampla divulgação.            &lt;/div&gt;&lt;div class="GBThreadMessageRow_ReferrerLink" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;              &lt;/div&gt;&lt;div class="UIStoryAttachment_Title" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;a href="http://www.facebook.com/l.php?u=http%253A%252F%252Fwww.ipb.org.br%252Fnoticias%252Fnoticia_inteligente.php3%253Fid%253D808%25255D&amp;amp;h=a053a&amp;amp;ref=nf" id="" target="_blank"&gt;Portal da Igreja Presbiteriana do Brasil&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="UIStoryAttachment_Caption" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;a href="http://www.ipb.org.br/" rel="nofollow" target="_blank"&gt;www.ipb.org.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-8127503778033086844?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/8127503778033086844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=8127503778033086844&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/8127503778033086844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/8127503778033086844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2010/11/universidade-mackenzie-em-defesa-da.html' title='UNIVERSIDADE MACKENZIE: EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/TOZM-ddzq4I/AAAAAAAAAI0/_RYz1WSGlXU/s72-c/Morda%25C3%25A7a-gay.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-1899908339674519526</id><published>2010-10-27T11:18:00.000-07:00</published><updated>2010-10-28T04:54:08.927-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viktor E. Frankl'/><title type='text'>Mais Viktor Frankl</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/z_LXIVGa6yE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/z_LXIVGa6yE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blogue está moribundo, mas não morto. De tempos em tempos, apareço por aqui e posto alguma coisa. Dessa vez, publico mais uma entrevista do Dr. Viktor Frankl. Nesta, ele fala a respeito do lugar da religião na logoterapia. A tradução e as legendas são minhas. E, por isso, peço desculpas antecipadamente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-1899908339674519526?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/1899908339674519526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=1899908339674519526&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/1899908339674519526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/1899908339674519526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2010/10/mais-viktor-frankl.html' title='Mais Viktor Frankl'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-6324174203325882732</id><published>2010-09-23T18:01:00.000-07:00</published><updated>2010-09-27T11:19:12.463-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amenidades'/><title type='text'>O mundo, a arte e eu</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/TKDgAxuCwCI/AAAAAAAAAIw/5sevSqN9cps/s1600/alone,mountain,woman-d6572c181adcdbc8fdb0bcca90918816_m.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="341" src="http://1.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/TKDgAxuCwCI/AAAAAAAAAIw/5sevSqN9cps/s400/alone,mountain,woman-d6572c181adcdbc8fdb0bcca90918816_m.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/TJv4Pk81oDI/AAAAAAAAAIs/qctB0HkG5ls/s1600/Bible_Gustave-Dore-The_temptation_of_Jesus.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 115%;"&gt;Sou um sujeito tardio. Demorei para andar. Demorei para falar. Demorei para ler, e mais ainda para escrever. Também no amor fui iniciado tardiamente. Lembro-me de que, enquanto os garotos da minha idade já andavam acompanhados e às escondidas, eu brincava ingenuamente com meus “comandos em ação”. Para fazer jus à minha lerdeza, também no mundo das artes minha iniciação foi tardia. Já era adulto quando fui pela primeira vez a uma galeria de artes. E, claro, pouco pude compreender do que se passava ali.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 115%;"&gt;Mas aconteceu um fato curioso. Não demorei nadinha para desviar o olhar dos quadros dependurados e começar a observar o comportamento das pessoas ali. Percebi que havia pessoas que realmente admiravam aquelas figuras disformes, traços aleatórios e desenhos quase infantis. Mas havia também grupos de estudantes – alguns acompanhados de seus professores e outros apenas atônitos, olhando em torno, como quem não vê sentido naquelas imagens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 115%;"&gt;Um comportamento em particular me chamou a atenção. Os estudantes não olhavam exatamente para as obras. Antes, sua atenção se dividia entre a placa que identificava o autor da obra e seu caderninho de anotações, ávidos que estavam de exibir em sala de aula uma galeria de nomes ilustres. Cá com meus botões, duvido que alguém seja capaz de, com apenas um lance de olhar, guardar na memória a imagem, o nome do artista, o título da obra e o século de sua produção. Por isso disse que nos cadernos havia apenas nomes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 115%;"&gt;A minha inquietação só crescia. Tentei pegar no ar algumas migalhas de explicação. De um professor, que por dever de ofício explicava a exposição a seus alunos, ouvi falar de “influências clássicas”. Noutro corredor, uma mulher de sotaque francês falava com suas companheiras algo a respeito de “arte conceitual”. Lembro-me também de ouvir coisas como “vanguarda”, “denúncia da hipocrisia burguesa” e “deformidade do mundo moderno”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 115%;"&gt;Desisti. Desisti de entender o que estavam falando. Desisti de entender o que estava vendo. Desisti de entender o comportamento dos estudantes. Apenas sentei-me relaxadamente e li o folder da exposição distribuído na entrada. Ao abandonar o folder, um dos quadros me chamou para perto de si. Não é que eu quisesse olhar para ele; ele é que me chamou. Tratava-se da imagem de um homem, sozinho, sentado no topo de uma montanha, próximo a uma queda d’água. Era um cenário triste e imponente. Enquanto eu olhava, o quadro ia me dizendo: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 115%;"&gt;– Está vendo a sua real condição? Está vendo a sua pequenez? Está vendo sua limitação? Pouco importa onde você está. Você sempre estará sozinho num mundo hostil. Você pode até fingir que se sente seguro, mas a sua condição é essa, a mais absoluta solidão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 115%;"&gt;Perplexo com o que ouvi, saí rapidamente e fui embora. E sequer anotei o que ia na placa ao lado do quadro. Ainda penso em voltar lá. Talvez os outros quadros também queiram me dizer alguma coisa. Seja como for, o que ouvi foi suficiente para saber que os quadros têm muito a dizer sobre nós. Mas é necessário entender a língua deles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 115%;"&gt;Onde se aprende isso?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-6324174203325882732?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/6324174203325882732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=6324174203325882732&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/6324174203325882732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/6324174203325882732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2010/09/o-mundo-arte-e-eu.html' title='O mundo, a arte e eu'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/TKDgAxuCwCI/AAAAAAAAAIw/5sevSqN9cps/s72-c/alone,mountain,woman-d6572c181adcdbc8fdb0bcca90918816_m.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-3831922257529961415</id><published>2010-08-02T10:29:00.000-07:00</published><updated>2010-08-02T10:29:02.430-07:00</updated><title type='text'>Um bem à alma nacional</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/TFcARHVsvuI/AAAAAAAAAIc/UUttG58zZxE/s1600/A+vida+intelectual.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://2.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/TFcARHVsvuI/AAAAAAAAAIc/UUttG58zZxE/s640/A+vida+intelectual.jpg" width="459" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-3831922257529961415?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/3831922257529961415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=3831922257529961415&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/3831922257529961415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/3831922257529961415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2010/08/um-bem-alma-nacional.html' title='Um bem à alma nacional'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/TFcARHVsvuI/AAAAAAAAAIc/UUttG58zZxE/s72-c/A+vida+intelectual.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-8275344739068697271</id><published>2010-06-02T12:06:00.000-07:00</published><updated>2010-06-02T12:08:37.372-07:00</updated><title type='text'>Lançamento imperdível</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/TAasL8KtKlI/AAAAAAAAAIM/OGlJKe8gQWA/s1600/Lanc_O_que_nao_esta_escrito.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 219px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/TAasL8KtKlI/AAAAAAAAAIM/OGlJKe8gQWA/s400/Lanc_O_que_nao_esta_escrito.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478255317872355922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-8275344739068697271?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/8275344739068697271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=8275344739068697271&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/8275344739068697271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/8275344739068697271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2010/06/lancamento-imperdivel.html' title='Lançamento imperdível'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/TAasL8KtKlI/AAAAAAAAAIM/OGlJKe8gQWA/s72-c/Lanc_O_que_nao_esta_escrito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-1869848087558591190</id><published>2010-05-02T13:38:00.000-07:00</published><updated>2010-05-02T13:39:52.831-07:00</updated><title type='text'>Cadeia</title><content type='html'>No capítulo III de Vidas Secas, Graciliano Ramos, com sua mestria, nos faz sentir a latência da alma de Fabiano. A injustiça salta aos olhos, mas tudo o que FAbiano é capaz de fazer é lamentar sua incapacidade de expressar-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Ouviu o falatório desconexo do bêbedo, caiu numa indecisão dolorosa. Ele também dizia palavras sem sentido, conversava à toa. Mas irou-se com a comparação, deu marradas na parede. Era bruto, sim senhor, nunca havia aprendido, não sabia explicar-se. Estava preso por isso? Como era? Então mete-se um homem na cadeia porque ele não sabe falar direito? Que mal fazia a brutalidade dele? Vivia trabalhando como um escravo. Desentupia o bebedouro, consertava as cercas, curava os animais - aproveitara um casco de fazenda sem valor. Tudo em ordem, podiam ver. Tinha culpa de ser bruto? Quem tinha culpa?&lt;br /&gt;Se não fosse aquilo ... Nem sabia. O fio da idéia cresceu, engrossou – e partiu-se. Difícil pensar. Vivia tão agarrado aos bichos... Nunca vira uma escola. Por isso não conseguia defender-se, botar as coisas nos seus lugares. O demônio daquela história entrava-lhe na cabeça e saía. Era para um cristão endoidecer. Se lhe tivessem dado ensino, encontraria meio de entendê-la. Impossível, só sabia lidar com bichos. Enfim, contanto ... Seu Tomás daria informações. Fossem perguntar a ele. Homem bom, seu Tomás da bolandeira, homem aprendido. Cada qual como Deus o fez. Ele, Fabiano, era aquilo mesmo, um bruto.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Fabiano também não sabia falar. As vezes largava nomes arrevesados, por embromação. Via perfeitamente que tudo era besteira. Não podia arrumar o que tinha no interior. Se pudesse ... Ah! Se pudesse, atacaria os soldados amarelos que espancam as criaturas inofensivas.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-1869848087558591190?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/1869848087558591190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=1869848087558591190&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/1869848087558591190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/1869848087558591190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2010/05/cadeia.html' title='Cadeia'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-677671157781482436</id><published>2010-05-02T13:31:00.000-07:00</published><updated>2010-05-02T13:33:19.053-07:00</updated><title type='text'>Vidas secas</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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E assim segue a cena:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;... Agora olhavam as lojas, as toldas, a mesa do leilão. E conferenciavam pasmados. Tinham percebido que havia muitas pessoas no mundo. Ocupavam-se em descobrir uma enorme quantidade de objetos. Comunicaram baixinho um ao outro as surpresas que os enchiam. Impossível imaginar tantas maravilhas juntas. O menino mais novo teve uma dúvida e apresentou-a timidamente ao irmão. Seria que aquilo tinha sido feito por gente? O menino mais velho hesitou, espiou as lojas, as toldas iluminadas, as moças bem vestidas. Encolheu os ombros. Talvez aquilo tivesse sido feito por gente. Nova dificuldade chegou-lhe ao espírito soprou-a no ouvido do irmão. Provavelmente aquelas coisas tinham nomes. O menino mais novo interrogou-o com os olhos. Sim, com certeza as preciosidades que se exibiam nos altares da igreja e nas prateleiras das lojas tinham nomes. Puseram-se a discutir a questão intrincada. Como podiam os homens guardar tantas palavras? Era impossível, ninguém conservaria tão grande soma de conhecimentos. Livres dos nomes, as coisas ficavam distantes, misteriosas. Não tinham sido feitas por gente. E os indivíduos que mexiam nelas cometiam imprudência. Vistas de longe, eram bonitas. Admirados e medrosos, falavam baixo para não desencadear as forças estranhas que elas porventura encerrassem.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-677671157781482436?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/677671157781482436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=677671157781482436&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/677671157781482436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/677671157781482436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2010/05/vidas-secas.html' title='Vidas secas'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-1220104492157850459</id><published>2010-05-02T10:48:00.000-07:00</published><updated>2010-05-02T10:50:39.880-07:00</updated><title type='text'>O abandono dos ideais</title><content type='html'>Por Olavo de Carvalho&lt;br /&gt;Quando as palavras saem da moda, as coisas que elas designam ficam boiando no abismo dos mistérios sem nome; e como tudo o que é misterioso e inexprimível oprime e atemoriza o coração humano com uma sensação de cerceamento e impotência, é natural que a atenção acabe por se desviar desses tópicos nebulosos e constrangedores. Pois o que desaparece do vocabulário logo acaba por desaparecer da consciência: o que não tem nome não é pensável, o que não é pensável não existe — tal é a metafísica dos avestruzes. Só que a coisa desprovida do direito à existência continua a existir numa espécie de extramundo, inominada e inominável, tanto mais ativa quanto mais secreta, tanto mais temível quanto mais envolta nas pompas tenebrosas do nada. A restrição do vocabulário povoa o mundo de temores e presságios. Desprovido da capacidade de nomear, eis o homem devolvido a todos os terrores que ele imaginava primitivos, mas que são uma pura criação da mais avançada e requintada decadência: o barbarismo artificial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/ideais.htm"&gt;Aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-1220104492157850459?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/1220104492157850459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=1220104492157850459&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/1220104492157850459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/1220104492157850459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2010/05/o-abandono-dos-ideais.html' title='O abandono dos ideais'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-6069943967710833425</id><published>2010-05-02T10:10:00.000-07:00</published><updated>2010-05-02T13:26:00.832-07:00</updated><title type='text'>Linguagem e consciência</title><content type='html'>Em meados de 2008, li pela primeira vez as crônicas de Paulo Rónai. Lembro-me de que, na ocasião, estava estudando um pouco de teoria da tradução para melhor fundamentar intervenções que vinha fazendo em meu trabalho como revisor de textos. Ainda hoje tenho a impressão de que foi uma temeridade entregar a mim a tarefa de fazer o cotejo entre textos traduzidos e seus originais. Assumi tal responsabilidade mais como quem aceita um desafio do que como quem sabe com segurança o que está fazendo.&lt;br /&gt;Durante a graduação em letras, já tinha visto circular os livrinhos de Rónai para o ensino do latim. Aliás, trago em minha memória o lamento de um dos meus professores:&lt;br /&gt;— Vocês estão achando difícil um livrinho que o Rónai escreveu para dar aulas para os alunos da 5ª série!&lt;br /&gt;Alguns ficaram ofendidos; outros ignoraram a fala do professor; eu, bem, eu fiquei com aquilo na cabeça e anos depois é que comecei a me dar conta da dimensão do lamento do meu professor. Li &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Escola de tradutores&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=76666&amp;amp;sid=894642171125262520772032&amp;amp;k5=2138558&amp;amp;uid="&gt;A tradução vivida&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; e somente então, já bastante empolgado com o estilo do autor, conheci o livro &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=158900&amp;amp;sid=894642171125262520772032&amp;amp;k5=1E120C38&amp;amp;uid="&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como aprendi português e outras aventuras&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Li-o de um só tiro, com uma empolgação experimentada poucas vezes antes. Supreendi-me com a fluência de seu texto português. Inquietei-me com o fato de um estrangeiro escrever com tamanha naturalidade uma língua que é considerada difícil por boa parte de seus falantes nativos. Em cada página, pude ver um homem que demonstrava uma verdadeira devoção à língua do país que o acolheu em seu tempo de exílio.&lt;br /&gt;E foi justamente neste livro que encontrei a crônica aqui publicada na última semana &lt;a href="http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2010/04/uma-geracao-sem-palvras.html"&gt;(Uma geração sem palavras&lt;/a&gt;). Envergonhei-me ao lê-la e perceber que sua percepção não só estava correta, como agravada com os anos que se passaram. O texto foi escrito em 1954; desde então — creio que ninguém há de por em dúvida — as coisas só pioraram.&lt;br /&gt;Ruminando esta leitura, comecei a lembrar-me de outros textos que de certa forma versam sobre o mesmo tema. E fiquei pasmo. Não articulei muito bem o que se pode depreender dessas coisas e gostaria apenas de elencá-las, para que outros possam me ajudar nessa reflexão. Os próximos posts serão esses textos. Em breve!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-6069943967710833425?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/6069943967710833425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=6069943967710833425&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/6069943967710833425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/6069943967710833425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2010/05/linguagem-e-consciencia.html' title='Linguagem e consciência'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-8884782875811898230</id><published>2010-04-28T11:00:00.000-07:00</published><updated>2010-05-26T05:03:21.385-07:00</updated><title type='text'>Uma geração sem palavras</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;Por &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:11pt;"  lang="AF" &gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Paulo Rónai, em 1954&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;Escritor nas horas vagas, sou professor por vocação e destino. “A quem os deuses odeiam, fazem-no pedagogo”, diz o antigo anexim; assim, pois, dando minhas aulas há tantos anos, talvez esteja expiando algum crime que ignoro, cometido porventura nalguma existência anterior. Apesar disto, não tenho maiores queixas de um ofício que, mantendo-me sempre no meio dos moços, me dá a ilusão de envelhecer menos rapidamente do que aqueles que passam a vida inteira entre adultos solenes e estereotipados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;Outra vantagem da minha profissão principal é fornecer material copioso para a profissão acessória. Se fosse ficcionista, que mina não teria à mão no mundo da adolescência, mina ainda insuficientemente explorada e cheia de tesouros! Mas, como não sou ficcionista, utilizo-me desse cabedal apenas para observação e reflexão; às vezes o aproveito nalgum monólogo inócuo, como este.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;Não sei se isto só acontece a mim, mas estou verificando no meu contato diário com a nova geração um fenômeno impressionante e que me parece merecedor de reparo. Devo dizer primeiro que a matéria que mais frequentemente ensino é o latim, essa gata borralheira do currículo, de que todos falam mal. Entretanto, quando ensinado por professores que sabem sorrir, torna-se a disciplina mais atraente. Ela faz reviver o passado da nossa cultura e da nossa língua, constitui um centro de interesse sem igual, um esteio das demais matérias; desenvolve nos jovens cérebros em formação o senso histórico, ensina-lhes o amor ao esforço intelectual – aspectos esses que parecem ter escapado a nossos sôfregos reformadores, que mais uma vez querem matar esta língua morta de sete fôlegos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;Mas não estou aqui desta vez para fazer a apologia do latim, nem para dar palpites de metodologia. Esse preâmbulo foi necessário para melhor explicação do fenômeno que venho observando em minhas aulas com frequência cada vez maior.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;Todo professor sabe que existem duas espécies de atenção. Uma é mecânica e aparente: os alunos olham para o mestre, seguem-lhe os gestos e o movimento da boca, ouvem-no, mas a explicação não lhes chega até o cérebro. Se interrogados bruscamente, são capazes de repetir a última frase ouvida, mas não saberiam reproduzir a sequência das ideias. A outra atenção é instintiva e verdadeira: acompanha as sinuosidades da explanação, alegra-se com as dificuldades superadas e, quando bem orientada, explode sob forma de questões e mesmo de interrupções. Em toda aula, até na mais interessante, há um oscilar da atenção ativa para a passiva, e vice-versa. Cabe ao professor perceber quando esta sobrepuja aquela e intervir oportunamente para sustar a sonolência coletiva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;É de minha praxe encorajar os meus alunos a formular perguntas cada vez que não entendem algum ponto da explicação. Chego a recompensar com grau dez certas perguntas inteligentes que me dão sugestões ou me revelam a existência de alguma obscuridade onde tudo me parecia claro. E assim vamos distinguindo os elementos constitutivos de um período, progredindo passo a passo no labirinto da sintaxe e desvendando um a um os mistérios da frase latina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;Agora já está ela toda analisada e traduzida. Por sinal que é até uma oração bastante simples, que se refere ao triste fim de Ícaro, o menino desobediente que voou alto demais. “&lt;i style=""&gt;Sic puerum audacem perire vidimus&lt;/i&gt;.” Eliminadas uma a uma as dificuldades da construção, o sentido está claro e líquido: “Assim vimos perecer o menino audaz.” No entanto, em muitos olhos, em vez da chama inteligente da atenção ativa, só percebo a névoa da atenção passiva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;O busílis está na versão portuguesa. Descubro com sincero assombro que as meninas – alunas da 3ª série ginasial – não entendem o verbo perecer, que geralmente confundem com parecer. Poucas têm idéia, por outro lado, da significação exata de audaz. Faz-se mister traduzir mais uma vez a frase já traduzida em vernáculo, desta vez para uma espécie de português básico, a única língua que as minhas alunas entendem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;Várias experiências semelhantes me convenceram de que as minhas gentis alunas – que, entretanto, são, na maioria, inteligentes e esforçadas – não compreendem parte considerável do vocabulário português comum. Assim, noutro trecho latino encontramos &lt;i style=""&gt;patrimonium&lt;/i&gt; e elas, com presteza, vertem-no por patrimônio. Que felicidade traduzir latim para uma língua tão parecida! Pois é, mas na sala ninguém sabe o que é patrimônio. Depois de alguma insistência da minha parte, uma menina das mais desembaraçadas se sai com essa interpretação: &lt;i style=""&gt;patrimônio significa casamento&lt;/i&gt;!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;Apesar do hábito que lhes inculquei de me interrogarem sobre os pontos duvidosos da aula, raramente as minhas alunas me per&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;guntam o sentido de uma palavra vernácula. &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;Não &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;se dá isso por preguiça, nem sequer, como alguém poderia pensar, por constrangimento e vergonha: elas simplesmente não percebem que ignoram tal sentido. A maioria das palavras portuguesas que ouvem diariamente, pelo menos na escola, boiam-lhes na cabeça como formas vagas e inconsistentes, incorpóreas, nebulosas, feitas uns fantasmas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;Eis uma pequena relação de mais alguns dos muitos vocábulos que, conforme verifiquei, nenhum conceito preciso evocam no espírito da maioria das alunas da &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;2ª, &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;da &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;3ª &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;e, até, da &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;4ª &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;série ginasial: os substantivos prado, recinto, artífice, tamanho, preceito, adágio, máxima; os adjetivos indigente, diligente, afável, vultuoso, rugoso, ulterior, os verbos admoestar, corroborar, estabelecer, resolver, saciar, deliberar, acudir, etc. Alguns testes feitos por técnicos competentes demonstrariam, é provável, que elas ignoram quase todo o vocabulário abstrato e muitos termos concretos indispensáveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;Mas, perguntará alguém, como então essas meninas que carecem (cuidado! o senhor acaba de empregar mais uma dessas palavras incompreensíveis!), essas meninas que carecem de número tão grande de vocábulos podem entender, não digo já uma explicação de matemática, porém a mais simples lição de história, ou mesmo de português. A verdade é que elas não as entendem; e que as aprender mesmo sem entendê-las é uma demonstração comovedora de boa vontade, pela qual merecem a nossa admiração, mas também a nossa compaixão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;Há vinte anos, o domínio de um razoável vocabulário não era julgado nenhum luxo intelectual; pelo contrário, parecia indispensável não somente para alguém se exprimir, mas sobretudo para pensar, uma vez que essa última operação é inseparavelmente ligada às palavras, símbolos dos conceitos. “&lt;i style=""&gt;Mais nous avons &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;changé &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;tout cela&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;!” Nesse ponto, vejo-me assaltado por uma dúvida cruel. Semelhante falta de vocabulário não será a causa e, ao mesmo tempo, a consequência de uma escassez alarmante de conceitos, de ideias?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;É de temer que sim. É o que faz supor, entre outros fenômenos, a incapacidade que têm nossos alunos de resumir uma página que acabam de ler, ou de ir até o fim de um livro, mesmo escrito para adolescentes. A falta de qualquer atividade intelectual autônoma criou neles uma indolência estranha. Basta uma descrição algo demorada, algumas páginas sem parágrafos, duas palavras empregadas em sentido figurado, uma frase irônica, para que atirem de lado o livro que pegaram por insistência dos pais ou dos professores. Certo dia, ocorreu-me premiar uma das minhas melhores alunas da &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;4ª &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;série ginasial com um delicioso livrinho para adolescentes. Os &lt;i style=""&gt;Meninos da Rua Paulo&lt;/i&gt;, de Ferenc Molnar, que eu mesmo traduzira do húngaro com o intuito de divulgá-lo em português. Estranhando a falta de qualquer reação da parte dela depois de decorridos dois meses, pedi-lhe as impressões. A resposta não deixou de me surpreender: não conseguira ler o livro porque as personagens tinham nomes estrangeiros. Esse único empecilho, evidentemente, não seria bastante para fazê-la abandonar a leitura, se já não estivesse, embora sem sabê-lo, à procura de &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;um &lt;span style="letter-spacing: 0.3pt;"&gt;pretexto para isso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;A pobreza do vocabulário é uma consequência sobretudo da falta de leitura. Os nossos alunos de hoje não têm tempo de ler. Costuma-se culpar os programas malfeitos e sobrecarregados. Mas a esses os jovens sabem opor uma reação natural e eficiente, que consiste em estudarem em casa o menos possível. Não têm tempo, porque o rádio e o futebol, e sobretudo as histórias em quadrinhos e o cinema ocupam-lhes todos os lazeres (e note-se que não falo nos passeios em automóvel, nem na televisão, por enquanto privilégio de uma minoria). Todos esses divertimentos contribuem para desprestigiar a palavra escrita e, em geral, o esforço mental. Quem devora uma história em quadrinhos não vai parar se lhe escapa o sentido de algumas palavras. Se fosse livro de verdade, ele recorreria ao dicionário ou consultaria alguém. Mas o desenho explica tudo e permite que a gente prossiga na “leitura” sem que tenha uma idéia muito clara dos pormenores da história. Se analisássemos os demais passatempos, chegaríamos a resultados mais ou menos idênticos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;Mas talvez eu me deixe levar apenas pelas idiossincrasias devidas a uma educação diferente. Os alunos de hoje lerão menos, mas levam, sem dúvida alguma, uma vida mais intensa, mais rica em sugestões. De acordo; apenas, eles não chegam a tomar inteira consciência dessa vida, dessas sugestões, e isso precisamente por causa da falta de vocábulos e de ideias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;Há tempos, passei para meus alunos de francês – a outra matéria que ensino – um fácil exercício de redação: três frases com três tempos do verbo &lt;i style=""&gt;aller&lt;/i&gt;. A maioria elaborou frases iguais: &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;“&lt;i style=""&gt;Hier je suis allé au cinéma; aujourd'hui jé vais au cinéma; demain j'irai au cinema”&lt;/i&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.3pt;"&gt;. Alguns em vez de “au cinéma” escreveram “à un jeu de football”. Mandei refazer a lição, proibindo nas frases o emprego das palavras cinema e football. Em face dessa proibição, parte da turma não conseguiu fazer o trabalho, pois não lhes ocorreu nenhum complemento de lugar a não ser aqueles dois.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;Trata-se de uma crise geral da civilização, está certo. A cultura que nos criou, baseada toda ela na palavra escrita, está em via de se transformar e, forçosamente, transformar-se-ão também seus meios de expressão. Mas o ritmo dessa metamorfose é menos rápido que o do empobrecimento intelectual dos nossos jovens, que estão abrindo mão de uma ferramenta preciosa antes que a nova marca se encontre à venda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:11pt;" lang="AF" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:11pt;"  lang="AF" &gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:11pt;"  lang="AF" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-8884782875811898230?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/8884782875811898230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=8884782875811898230&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/8884782875811898230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/8884782875811898230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2010/04/uma-geracao-sem-palvras.html' title='Uma geração sem palavras'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-7846137639483279172</id><published>2009-09-18T09:33:00.000-07:00</published><updated>2009-09-18T10:41:28.921-07:00</updated><title type='text'>Para além da crítica</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SrO7fuVAUbI/AAAAAAAAAIA/derhBZvxJZ0/s1600-h/caminho2.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 256px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SrO7fuVAUbI/AAAAAAAAAIA/derhBZvxJZ0/s320/caminho2.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382852133324345778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" defunhidewhenused="true" defsemihidden="true" defqformat="false" defpriority="99" latentstylecount="267"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="0" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Normal"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="heading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 5"&gt; 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Tenho por certo que dificilmente, outrora, um ficcionista seria capaz de criar um personagem cristão com um cinismo tão assustador quanto o que vemos hoje. E ainda que fosse capaz de conceber, talvez seus editores pedissem para abrandar um pouco, pois isso comprometeria a verossimilhança da história. Bem, &lt;i style=""&gt;mudam-se os tempos, mudam-se as vontades/ Muda-se o ser, muda-se a confiança...&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os escândalos são de todos os tipos. Há casos de envolvimento de cristãos na lavagem de dinheiro; há casos de abusos litúrgicos; há casos de bizarrice pura e simples; há casos de profunda distorção das escrituras; há casos de superstição gospel; há casos de verdadeiras monstruosidades, tudo, sempre, claro, com aquela afetação mui espiritual. &lt;i style=""&gt;Continuamente vemos novidades/Diferentes em tudo da esperança&lt;/i&gt;...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Dentre os que presenciam tais fatos, há uma massa meio atônita que não sabe mais reconhecer a voz de seu Senhor e há uma minoria pretensamente esclarecida que não se recusa a atentar para toda essa miséria. O problema é que, mesmo neste grupo, surge uma nova categoria de escândalo. Refiro-me aos escarnecedores gospel! Ao invés de empenharem-se em divulgar uma experiência cristã genuína, limitam-se apenas a escarnecer dos demais, tanto dos ludibriados quanto dos ludibriadores. Quase ouço aqui a oração: &lt;i style=""&gt;Obrigado, Senhor, porque não sou como este publicano&lt;/i&gt;. A denúncia, que seria legítima, dá lugar a um sarcasmo opressor que em nada se assemelha ao espírito das admoestações paulinas. &lt;i style=""&gt;Todo o mundo é composto de mudança/Tomando sempre novas qualidades.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não pretendo aqui exaltar uma igreja que já não mais existe, assumindo uma posição retrógrada, que procura restabelecer uma ordem perdida. Tampouco cedo diante da desilusão, do desgosto e do desânimo. Todo cristão que se preza já entendeu que devemos olhar para o Autor e consumador de nossa fé, e não para as circunstâncias. Aliás, como bem nos ensina Viktor Frankl, o homem é um ser livre, ainda que se refira apenas à sua liberdade interior. Diz ele: &lt;i style=""&gt;O que é, então, um ser humano? É o ser que sempre decide o que ele é. É o ser que inventou as câmaras de gás; mas é também aquele ser que entrou nas câmaras de gás, ereto, com uma oração nos lábios. &lt;/i&gt;O nosso Mestre foi um exemplo de alguém que afrontou as circunstâncias sem render-se nem desviar-se de seu propósito. &lt;i style=""&gt;Do mal ficam as mágoas na lembrança,/E do bem, se algum houve, as saudades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De minha parte, intuo que existe, sim, um evangelho pelo qual valha a pena lutar, um evangelho que valha o nosso engajamento, um evangelho que nos faça olhar para o Senhor, um evangelho que nos faça olhar para o próximo, um evangelho, enfim, que seja boa notícia e não parte do noticiário. Onde ele está? Estou procurando. Se estiver disposto a procurar comigo, somos amigos. Tenho esperança de novos tempos. &lt;i style=""&gt;O tempo cobre o chão de verde manto,/Que já coberto foi de neve fria,/E em mim converte em choro o doce canto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Há uma palavra que pode definir o que precisamos hoje. Mas também ela está desgastada. Associaram-na a um anti-intelectualismo bocó e já virou até nome de programa de um dos escandalosos aludidos acima. Uma pena. Essa palavra falava de vida, não de morte... Ouso mencioná-la, sim, porque não posso deixá-la na mão de usurpadores. Precisamos de um avivamento. Avivamento é também mudança. &lt;i style=""&gt;E, afora este mudar-se cada dia,/Outra mudança faz de mor espanto:/Que não se muda já como soía.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-7846137639483279172?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/7846137639483279172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=7846137639483279172&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/7846137639483279172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/7846137639483279172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2009/09/para-alem-da-critica.html' title='Para além da crítica'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SrO7fuVAUbI/AAAAAAAAAIA/derhBZvxJZ0/s72-c/caminho2.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-5492325504515497009</id><published>2009-07-31T08:51:00.001-07:00</published><updated>2009-07-31T09:30:47.372-07:00</updated><title type='text'>Fala, Viktor Frankl</title><content type='html'>Já há bastante tempo, meu amigo Felipe Cherubin tem se dedicado à tradução de alguns dos vídeos do Dr. Viktor Viktor Frankl que estão disponíveis na Associação Vienense de Logoterapia. A intenção, na verdade, é fazer com que a tradução dos vídeos ajude a popularizar a logoterapia no Brasil. Mais importante do que aderir pura e simplesmente a uma ideia, sugiro que todos deem a devida atenção ao que Frankl tem a dizer, sabendo que não se trata de um mero filosofante de gabinete, mas, antes, ao contrário, um homem que presenciou, em meio ao horror do campo de concentração, a prova empírica de sua teoria.&lt;br /&gt;A seguir, trechos da entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Parte 1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="402" height="377"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.overstream.net/swf/player/oplx?oid=mbass9t1ngaa&amp;amp;noplay=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.overstream.net/swf/player/oplx?oid=mbass9t1ngaa&amp;amp;noplay=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="402" height="377"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Parte 2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="402" height="377"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.overstream.net/swf/player/oplx?oid=ailbskt9uyai&amp;amp;noplay=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.overstream.net/swf/player/oplx?oid=ailbskt9uyai&amp;amp;noplay=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="402" height="377"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-5492325504515497009?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/5492325504515497009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=5492325504515497009&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/5492325504515497009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/5492325504515497009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2009/07/fala-viktor-frankl.html' title='Fala, Viktor Frankl'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-8141861258773262534</id><published>2009-07-13T11:06:00.000-07:00</published><updated>2009-07-13T11:17:13.399-07:00</updated><title type='text'>Minha vida profissional</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/Slt53l1lndI/AAAAAAAAAHw/aMMP5SfQIkA/s1600-h/PencilPaper.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 256px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/Slt53l1lndI/AAAAAAAAAHw/aMMP5SfQIkA/s320/PencilPaper.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358010177643978194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A entrevista a seguir era parte da pesquisa acadêmica de uma mestranda da PUC-SP. Fui um dos profissionais que concordaram em responder a suas perguntas e contribuir para seu trabalho. O que vai aqui é um misto de confissões de um ex-adolescente e algumas experiências que se acumulam. A discussão está aberta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Questões para copidesques e revisores como parte da pesquisa de mestrado desenvolvida na PUC-SP&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;1.&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;font-family:'Times New Roman';" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Qual é a sua formação acadêmica?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Licenciatura plena em Língua portuguesa/Língua inglesa – Centro Universitário São Camilo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;2.&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;font-family:'Times New Roman';" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Como ingressou na profissão?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Mais ou menos por acaso. Estava cursando o último ano de faculdade e desempregado. Cadastrei meu currículo no site de uma agência de empregos e fui chamado para uma entrevista. A proposta inicial era para um estágio, mas a empresa optou por registrar-me como profissional desde o início.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;3.&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;font-family:'Times New Roman';" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;O que motivou sua escolha profissional?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Como disse, não foi propriamente uma escolha. Na época, eu pensava em ser professor, embora não me agradasse muito a ideia de ser professor eventual e ter de encarar o despeito de adolescentes rebeldes (ao menos esse era o quadro que eu pintava).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;4.&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;font-family:'Times New Roman';" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Há quanto tempo atua? (Especificar: revisor, copidesque ou ambos)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Trabalho como revisor já há quase cinco anos. Quando comecei, não sabia como delimitar as atribuições de um copidesque e as atribuições de um revisor. Demorou um pouco até introjetar os limites da intervenção no texto. Aliás, ainda hoje tenho de lidar com suscetibilidades de um ou outro escrivinhador* mais zeloso de seus textos que se queixa: Quem mexeu no meu texto?!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;(*Como presto serviços a empresas, revisando seus manuais de treinamento e parte de suas comunicações internas, os autores dos textos não são escritores, mas gerentes, diretores e outras funções burocráticas. A competência profissional destes, estou certo, independe de suas habilidades de redação!)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;5.&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;font-family:'Times New Roman';" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Definir características do trabalho de copidesque e/ou revisor (ambos, conforme o seu caso).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;A distinção entre o trabalho do revisor e do copidesque é justamente a liberdade que se tem para modificar o texto. É perfeitamente possível apresentar um texto gramaticalmente correto, sem problemas de ortografia e, ainda assim, terrivelmente mal escrito. Seja porque a adequação do vocabulário está falha, seja porque a paragrafação está desequilibrada, seja porque há uma porção de aliterações, ecos e outros problemas fonéticos, seja porque, em alguns momentos,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt; não há uma progressão textual, seja porque a estratégia argumentativa não foi a mais eficaz, enfim, há mil e uma razões por que um texto pode estar correto e mal escrito. Isso distingue o trabalho do revisor e do copidesque: enquanto aquele zela pela correção gramatical e ortográfica, este tem de levar em conta os elementos aqui elencados e outros mais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;6.&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;font-family:'Times New Roman';" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;De acordo com sua vivência, no trabalho com o texto, há uma fronteira definida entre copidesque e revisor? Ou existe um embricamento? Explique.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;É natural que as tarefas se misturem um pouco. O revisor, no entanto, segundo o meu entendimento, há de ser mais comedido em suas intervenções. A supressão ou reescrita de parágrafos inteiros é um tipo de atividade previsto no trabalho de um copidesque, mas não no de um revisor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;7.&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;font-family:'Times New Roman';" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Atua de forma permanente ou esporádica (como “bico”)?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Permanente. Atualmente, é a minha única fonte de renda. Trabalho como profissional assalariado de um pequeno estúdio de editoração eletrônica. Depois de alguns anos revisando manuais de treinamento, passei também a elaborar testes de múltipla escolha abordando os assuntos destes manuais. Em termos de frequência, posso dizer que faço copidesque (sobretudo de traduções, que aparecem com um português excessivamente truncado), reviso, elaboro os testes e vez por outra redijo alguma coisa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;8.&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;font-family:'Times New Roman';" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Que etapas você segue no seu trabalho com o texto? (Enumere-as)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Eliminação de espaços duplos e demais espaços indevidos, por exemplo, espaço antes de sinais de pontuação, utilizando o comando Localizar e substituir do Word. Conferência e padronização dos títulos e subtítulos: se estão em caixa alta, caixa alta e baixa, caixa baixa (conforme instrução). Primeira leitura do texto e parte mais pesada da revisão. Essa primeira etapa é feita com arquivo eletrônico na tela do computador. Depois de concluída, releio todo o texto, agora em versão impressa, a fim de identificar possíveis falhas minhas ou problemas ainda não vistos quando da primeira leitura.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;9.&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;font-family:'Times New Roman';" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Quais são as dificuldades da profissão?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;O desgaste físico! A necessidade de ficar longas horas sentado diante de um computador ocasiona um grande esgotamento das vistas e uma quase atrofia dos músculos e membros do corpo. Quando não há um cuidado, dores lombares, torcicolos, problemas de postura e coisas assim são constantes. (E digo por experiência própria!).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Poderia mencionar também a dificuldade de inserção no mercado e a baixa remuneração oferecida por algumas empresas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;10.&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;font-family:'Times New Roman';" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Costuma fazer algum tipo de reciclagem (cursos, palestras, etc.)? Com que frequência?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Já fiz alguns cursos, sim, mas não posso dizer que há uma regularidade nisso. Recebo a newsletter da Universidade do Livro e costumo visitar o site da Revista Língua e da CBL, que são as instituições de São Paulo que oferecem cursos na área. Sempre que posso, faço. Todos os de que participei até hoje foram pagos pela empresa em que trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;11.&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;font-family:'Times New Roman';" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Que bases teóricas e/ou teorias linguísticas e/ou textuais utiliza para respaldar seu trabalho?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Na esmagadora maioria dos casos, o prescritivismo gramatical mais raso. A&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt; linguística vem em socorro para justificar algum desvio que deve ser mantido, pois a adequação à dita norma culta implicaria numa significativa mudança de significado ou quando fica nítido que o autor do texto optou por uma forma e não por outra deliberadamente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;12.&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;font-family:'Times New Roman';" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Defina três regras que o copidesque e o revisor devem seguir no seu trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt;a)&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;font-family:'Times New Roman';" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Mexer o mínimo necessário no texto:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt; o texto não é seu e você não pode mexer no trabalho alheio de modo absolutamente arbitrário. Na máxima disse que se deve mexer o mínimo necessário (e não o mínimo possível), porque existe o risco de pecarmos tanto pelo excesso quanto pela falta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt;b)&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;font-family:'Times New Roman';" &gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Não fazer alteração que não seja capaz de justificar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt;c)&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;font-family:'Times New Roman';" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Nos casos em que há mais de uma opção admissível, optar por seguir a forma que o autor do texto escolheu, ainda que não nos pareça a melhor escolha.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt;13.&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;font-family:'Times New Roman';" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Quais são as características essenciais de um copidesque e/ou revisor?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="EC_EC_MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Atenção, disciplina, conhecimento, sagacidade para fazer as inferências, comedimento nas intervenções, humildade para reconhecer que nem sempre a nossa fórmula é a mais adequada, mais bonita ou mais correta. E o mais importante: o revisor/copidesque deve ser um leitor de bons textos, tanto de literatura quanto de outras áreas do conhecimento, para não se deixar contaminar pelos vícios dos textos que lê e para manter sempre viva a &lt;b style=""&gt;eufonia&lt;/b&gt; da língua portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-8141861258773262534?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/8141861258773262534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=8141861258773262534&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/8141861258773262534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/8141861258773262534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2009/07/minha-vida-profissional.html' title='Minha vida profissional'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/Slt53l1lndI/AAAAAAAAAHw/aMMP5SfQIkA/s72-c/PencilPaper.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-7425698208355782543</id><published>2009-05-04T08:35:00.000-07:00</published><updated>2009-05-04T08:36:01.242-07:00</updated><title type='text'>Paradoxos do Cristianismo</title><content type='html'>&lt;embed id="VideoPlayback" src="http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=-3742885479662522430&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=true" style="width:400px;height:326px" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-7425698208355782543?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/7425698208355782543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=7425698208355782543&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/7425698208355782543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/7425698208355782543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2009/05/paradoxos-do-cristianismo.html' title='Paradoxos do Cristianismo'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-6148328379634101508</id><published>2009-04-09T14:14:00.000-07:00</published><updated>2009-04-13T06:34:12.096-07:00</updated><title type='text'>Depois da Santa Ceia...</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-726dc2caac53cb6d" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" 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E é justamente nesse período que se concentra o que há de mais importante no Cristianismo. É nele que, segundo os cristãos, se cumpre o propósito para o qual o Verbo se fez carne. Mais importante do que todas as curas, mais importante do que andar sobre as águas, mais importante do que acalmar a tempestade, mais importante do que transformar água em vinho, mais importante, enfim, do que qualquer milagre, foi o seu sacrifício. É por isso que nos lembramos dEle ainda hoje, é por isso que ainda hoje O celebramos, é por isso que ainda hoje partimos o pão em memória dEle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isso porque é importante resgatar a centralidade da Cruz de Cristo. Jesus não foi só um grande mestre, um grande líder, uma figura admirável. Não foi só um curandeiro, um milagreiro... Tampouco foi um revolucionário, um líder político. Ele era o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Muitos viram os seus grandes feitos. Seus discípulos o acompanhavam de perto, diariamente o ouviam, testemunhavam a tudo quanto este fazia. Mas testemunhar tudo isso parece não ter sido suficiente para marcá-los com a profundidade necessária. Dos 12, um o traiu, outro o negou, e outros ainda entristeceram-se com sua morte e duvidaram de sua ressurreição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, Jesus não desisitiu deles e, já ressurreto, lhes ordenou que anunciassem que ele era o Cristo. O livro de atos dos apóstolos narra o cumprimento da promessa de Jesus, o envio do Espírito Santo e o subsequente ministério apostólico. Cheios do poder de Deus, anunciavam o evangelho com ousadia. Veio a perseguição, mas eles bem sabiam em quem criam. Resistiram a tudo. Se hoje há cristianismo, devemos isso aos heróis da fé, àqueles que julgaram a mensagem do evangelho mais importante que suas próprias vidas, àqueles que mesmo nas condições mais adversas, não esmoreceram e insistiram em anunciar a boa notícia do Reino de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, olhamos o testemunho daqueles homens e nos envergonhamos da nossa omissão, da nossa tibieza, do nosso comodismo, da nossa covardia. Nesse tempo em que relembramos o sacrifício do Cristo por nós, pensemos no que temos sacrificado por ele. Digo essas coisas todas sob o impacto de um &lt;a href="http://www.portasabertas.org.br/midia/Video_Criancas.zip"&gt;vídeo &lt;/a&gt;que mostra &lt;a href="http://www.portasabertas.org.br/"&gt;igreja perseguida&lt;/a&gt; do Século XX e XXI. Sim, isso ainda existe. E a crueldade não é menor; mas, ora bem, a Graça também não é menor. Vejam o vídeo, orem pela igreja perseguida, orem pelas &lt;a href="http://www.portasabertas.org.br/criancas/"&gt;crianças&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já há tempos venho dizendo que temo pelas novas gerações. Nos últimos dias tenho aprendido que só temer e reclamar não muda nada. Importa, sim, fazer diferença. Como? Ainda não sei! Mas que suponho que tal incômodo já é o início de uma mudança em mim. Uma coisa é ser competente o bastante para criticar. Outra, bem diferente, é ser competente para fazer a coisa acontecer. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O me miserum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;Kyrie  eleison.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-6148328379634101508?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=726dc2caac53cb6d&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/6148328379634101508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=6148328379634101508&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/6148328379634101508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/6148328379634101508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2009/04/depois-da-santa-ceia.html' title='Depois da Santa Ceia...'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-4621739861309951042</id><published>2009-03-06T13:09:00.000-08:00</published><updated>2009-03-10T10:54:30.306-07:00</updated><title type='text'>Uma saída para a religião</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mND3xQtZAFg/SbGVI-gyc-I/AAAAAAAAAAs/E4e5skbNdu8/s1600-h/CreationofAdam.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310189417098540002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 165px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mND3xQtZAFg/SbGVI-gyc-I/AAAAAAAAAAs/E4e5skbNdu8/s320/CreationofAdam.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A refrega entre ciência e religião voltou à tona com força máxima em 2009. Culpa de Darwin, que faz aniversário neste ano. 200 anos de vida, 150 desde a publicação de “A Origem das Espécies”. Numa tentativa de discutir a relação, muitos se aventuram a propor uma reaproximação entre as duas, talvez como uma forma de reviver os áureos tempos em que a Igreja patrocinava as “heresias” científicas de seus fiéis. Cupidos destrambelhados, a conciliação parece longe de um final feliz. Mesmo assim, não faltam figuras benevolentes, tolerantes como os Santos, a propor uma solução para a peleja. Um exemplo é o físico Marcelo Gleiser, em texto para o Caderno Mais!, da Folha de São Paulo (A Ciência e as Religiões, FSP 22/02/2009). Gleiser, na melhor das boas intenções, apresenta aquilo que seria uma saída para a controvérsia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ele, o problema principal está na relação dos religiosos com os textos sagrados. Escreve: “(...) &lt;em&gt;Em vez do radicalismo imposto por uma interpretação liberal&lt;/em&gt; (certamente um erro tipográfico, mas que pode complicar a compreensão de leitores incautos) &lt;em&gt;da Bíblia, as correntes mais liberais tendem a ver o texto bíblico de forma simbólica, como uma representação metafórica de acontecimentos e fatos passados com o intuito – dentre outros – de fornecer uma orientação moral para a população&lt;/em&gt;.” O crente ideal seria, então, aqueles que reconhecem “(...) &lt;em&gt;que é absurdo insistir que a Terra tenha menos de 10 mil anos ou que Adão e Eva surgiram da terra. Para um número cada vez maior de congregações, é fútil fechar os olhos para os avanços da ciência&lt;/em&gt;”. Para esses “(...) &lt;em&gt;a preservação dos valores religiosos, da coesão de suas congregações depende de uma modernização de suas posições de modo que possam refletir o mundo em que vivemos hoje e não aquele em que pessoas viviam há dois mil anos&lt;/em&gt;”. Afinal, “(...) &lt;em&gt;o mundo mudou, a sociedade mudou, a religião também deve mudar&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boa intenção, como sabemos, é característica comum no inferno (no metafórico, claro). A argumentação de Gleiser pode ser resumida da seguinte forma: religião e ciência podem conviver em harmonia, desde que a religião deixe de ser... religião. Abandonar qualquer ambição de ser “a” verdade, abrir mão de seus dogmas, relativizar a fé (Adão e Eva? Nem pensar!), em suma, adaptar-se ao “mundo moderno”: eis a saída, segundo o físico – que, entendo, fala em nome da ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há na lógica racional de Gleiser uma lacuna que compromete toda sua argumentação: ora, a religião só é religião enquanto cultiva sua pretensão de verdade, quando mantém seus dogmas, quando toma a fé como a lente para a compreensão do mundo. Goste-se ou não, religião é isso. Caso contrário, qual seria a diferença entre “crer” nas lições morais das fábulas de La Fontaine e devotar-se à moral Cristã? Neste caso, não importaria se o deus é real ou metafórico. Bastaria absorver os ensinamentos que ainda se encaixam na modernidade – ou fazer as devidas adaptações –, desprezando as superstições desacreditadas pela ciência. Mas como se temporalizar aquilo que se declara o Eterno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebam que nesta leitura a ciência toma para si a prerrogativa de verdade que é negada à religião. O Divino e seus fiéis ficariam submetidos à agenda científica, sempre à espera da próxima descoberta. O que hoje é praticável, amanhã pode se tornar antiquado; o que agora é tolerável tornar-se-ia anacrônico. Trata-se da morte de Deus. Não na forma descrita por Nietzsche, mas defunto por sua incapacidade de ter vida própria, autônoma. Logo Ele?! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Involuntariamente, Marcelo Gleiser manifesta a mais nefasta intolerância: aquela que se apresenta de forma condescendente, cheia de amor para dar. Em nome da harmonia, para preservar a paz, em defesa do amor mútuo, a religião faria todas as concessões, negaria a si própria e levaria sua cruz. Crucificada, morreria em favor de seu próprio algoz. Metáfora? Realidade? Não faz diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero crer que Gleiser é um agnóstico ingênuo. Ou um ateu que ignora os fundamentos da religião. Caso contrário, eu desaconselharia qualquer médico a insinuar, perto dele, uma reza antes de realizar uma cirurgia. A tolerância de Gleiser segue a lei newtoniana segundo a qual dois corpos não podem ocupar um só lugar ao mesmo tempo. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-4621739861309951042?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/4621739861309951042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=4621739861309951042&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/4621739861309951042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/4621739861309951042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2009/03/uma-saida-para-religiao.html' title='Uma saída para a religião'/><author><name>Elton Frederick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11097479009141067523</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mND3xQtZAFg/SbGVI-gyc-I/AAAAAAAAAAs/E4e5skbNdu8/s72-c/CreationofAdam.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-2677533005181346540</id><published>2009-03-03T10:48:00.000-08:00</published><updated>2009-03-04T05:02:38.048-08:00</updated><title type='text'>Mais entrevista: agora com Jacques Barzun</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/Sa18IIfTGEI/AAAAAAAAAHQ/4BOZYznhiQ4/s1600-h/entrevista.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 250px; height: 235px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/Sa18IIfTGEI/AAAAAAAAAHQ/4BOZYznhiQ4/s320/entrevista.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309036014899238978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Mais uma das grandes entrevistas de &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" href="http://veja.abril.com.br/100402/entrevista.html"&gt;VEJA&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;, essa foi feita em 10 de abril de 2002.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2 style="font-family: georgia;"&gt;Apagão na          cultura&lt;/h2&gt;       &lt;p style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;O historiador          americano diagnostica&lt;br /&gt;  um mal-estar na civilização ocidental,&lt;br /&gt;  mas acha que a sua decadência&lt;br /&gt;  tem remédio&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Publicado          há dois anos nos Estados Unidos e agora lançado no Brasil,          o livro &lt;i&gt;Da Alvorada à Decadência &lt;/i&gt;(Editora Campus)          é uma daquelas obras de deixar qualquer historiador com inveja.          Cobre um período de 500 anos e defende a tese de que a cultura          ocidental experimenta um processo de declínio. Suas páginas          transpiram uma erudição impressionante e, como se não          bastasse, estão recheadas de opiniões contundentes. A complacência,          certamente, não faz parte do repertório de seu autor, o          americano de origem francesa Jacques Barzun. Quando lhe perguntam quanto          tempo levou para escrever um livro de tanto fôlego, ele responde:          "A vida toda". Barzun tem 94 anos – e conserva intacta sua lucidez.          Passou a infância na Paris dos modernistas. Mudou-se para os Estados          Unidos na década de 20, para estudar na Universidade Colúmbia.          Como professor, foi um dos fundadores da disciplina de história          cultural. Ele concedeu esta entrevista a VEJA por telefone, de sua casa          em San Antonio, no Texas. &lt;/span&gt;&lt;p style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt; &lt;/p&gt;       &lt;p style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Veja –          &lt;i&gt;O que o leva a pensar que a cultura ocidental está em decadência?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;          Barzun – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A          palavra decadência expressa uma perda de energia. Transmite a idéia          de que as chaves mestras da cultura já não têm o poder          de abrir novas portas, de inspirar avanços. No lugar das possibilidades          há repetição, estagnação e tédio.          Há sinais de sobra de que isso está acontecendo no Ocidente.          As confissões de mal-estar são contínuas, o repúdio          e a deturpação das instituições são          uma constante. Tomemos o Estado-Nação, por exemplo. Ele          foi uma das maiores invenções de nossa era. Mas está          se desfazendo em toda parte, porque a idéia de pluralismo político,          sobre a qual se assentava, foi substituída pela idéia de          separatismo. Mais e mais os homens querem unir-se em grupos pequenos de          pensamento homogêneo, que formem unidades políticas separadas.          A região dos Bálcãs, claro, é o exemplo clássico.          Mas o processo pode ser observado em qualquer lugar, da Catalunha à          Escócia, que há pouco instituiu um Parlamento independente          do Parlamento inglês. Outro indício está na busca          de tantos ocidentais por seitas e religiões que vêm do Oriente          e trabalham idéias como a do nirvana ou a do "não-ser".          Isso não é um sinal de entusiasmo com a nossa cultura. &lt;/span&gt;        &lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Veja –          &lt;i&gt;E no campo das artes?&lt;br /&gt;  &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;          Barzun – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O          esgotamento é ainda mais patente. Observe a agitação          frenética, os esforços desesperados para criar novidades.          Os rótulos se sucedem – da "antiarte" à "arte encontrada",          à "arte descartável" e assim por diante. As belas idéias          surgidas na Renascença, e com as quais lidamos por 500 anos, tiveram          seu prazo de validade vencido. Tome uma obra escrita no auge da Renascença,          o &lt;i&gt;Pantagruel, &lt;/i&gt;do francês Rabelais, e um livro escrito no          auge do modernismo, o &lt;i&gt;Ulisses,&lt;/i&gt; do irlandês James Joyce. Joyce          tomou muitos temas e procedimentos lingüísticos emprestados          de Rabelais. Ambos expõem recantos sórdidos da sociedade,          ambos exploram vigorosamente a carnalidade humana. Mas, enquanto a literatura          do francês nos deixa estimulados e eufóricos, a de Joyce          é depressiva. Basta ler os dois livros para perceber as diferenças          de ânimo entre uma cultura em sua aurora e uma cultura em desencanto.          &lt;/span&gt;        &lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Veja –          &lt;i&gt;O senhor parece ter uma opinião ambígua sobre a arte          moderna. Reconhece a força de certos artistas, mas lamenta de maneira          geral o espírito com que fizeram suas obras.&lt;br /&gt;  &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;          Barzun –&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;          Nos primórdios, o modernismo foi uma batalha para livrar o artista          de padrões ancestrais de educação e liberá-lo          para desenvolver uma visão individual do mundo. Mas tudo que os          artistas viram foi um mundo injusto, materialista, desprezível.          Desde os anos 20, pelo menos, a arte ocidental tem sido de destruição          deliberada da sua própria tradição e de hostilidade          contra a sociedade, de maneira geral. O trabalho de destruição          das pontes com o passado acontece até mesmo onde o repertório          utilizado é antigo. Veja o caso das produções teatrais.          Hoje ninguém mais encena Shakespeare. Encenam falsificações          que nem sequer se preocupam em entender as intenções originais          do artista. &lt;/span&gt;        &lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Veja –          &lt;i&gt;O senhor criou um rótulo para o momento presente. Diz que vivemos          em "tempos demóticos". O que quer dizer com isso?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Barzun          – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fiz          isso em nome do bom uso das palavras. As pessoas costumam referir-se a          práticas "democráticas" não apenas no campo político,          mas também no das artes e do comportamento. Eu preferiria manter          a palavra democracia para designar apenas um sistema político –          que, diga-se de passagem, não atingimos de maneira plena em lugar          nenhum. Para designar coisas relativas a modo e estilo de vida –          roupas, comidas, formas de expressão –, tomei emprestada do          grego uma palavra de mesma raiz, "demótico", que significa simplesmente          "do povo". A primeira moda demótica surgiu logo depois da Revolução          Francesa, quando os calções da aristocracia foram abandonados          em favor da calça do trabalhador. Hoje, não é preciso          dizer, a calça jeans de vaqueiro tornou-se universal – com          suas variantes desbotadas, rasgadas e mal-ajambradas. Mas a vestimenta          é apenas o sinal mais óbvio do estilo demótico, que          está em seu auge e é marcado pela displicência e pela          crença de que nada deve interferir na realização          de todo e qualquer desejo. &lt;/span&gt;        &lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Veja –          &lt;i&gt;Nas últimas décadas, vários países que          viviam sob regimes ditatoriais entraram em processo de democratização.          Bens circulam pelo globo e a medicina ajuda a salvar vidas em países          pobres. Esses eventos são regidos por idéias e técnicas          surgidas no Ocidente. Não seriam um sinal de que a cultura ocidental          ainda tem algo a oferecer?&lt;br /&gt;  &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;          Barzun – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É          como eu disse no começo da entrevista: o termo decadência          expressa uma perda de energia, não um estado de ruína total.          Ainda há idéias ocidentais capazes de inspirar e servir          de guia para países jovens. E não há dúvida          de que a ciência e a tecnologia do Ocidente continuarão a          produzir avanços e benesses. É uma ressalva, aliás,          que faço em meu livro: a ciência não passa pelo processo          de declínio observado em outras áreas. Mas isso não          invalida o diagnóstico geral. Digamos que o estado da alma ocidental          não é feliz. Não encontramos ninguém dizendo          a frase de Erasmo no começo da Renascença, e que os franceses          repetiram depois da Revolução de 1789: "Que tempo maravilhoso          para se viver!". &lt;/span&gt;        &lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Veja –          &lt;i&gt;Supondo que o senhor esteja certo, o que vem depois da decadência?   &lt;br /&gt;  &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;          Barzun – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ninguém          sabe – e esse é o fato positivo. Meu livro procura descrever          um estado presente, e não fazer profecias. Certos germes sempre          podem se desenvolver numa cultura e causar uma fermentação          que a leve a caminhos imprevistos. Foi o que aconteceu no fim do século          XV, quando a descoberta do Novo Mundo balançou a Europa e abriu          possibilidades antes inimagináveis. &lt;/span&gt;        &lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Veja –          &lt;i&gt;Existe alguma época em que o senhor gostaria de ter vivido?&lt;/i&gt;   &lt;br /&gt;  &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Barzun          – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No          século XIX, a partir de 1830. Foi um tempo de grande inventividade          em toda a Europa. A era se autonomeou Era do Progresso, e com razão.          Foi um tempo de luta contra os resquícios da monarquia e do velho          sistema de classes. Havia um sentimento de conquista, energia e desenvolvimento          no ar. O ambiente mais adequado ao espírito humano. &lt;/span&gt;        &lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Veja –          &lt;i&gt;Sua vida atravessa o século XX quase inteiro. Sua vivência          pessoal influiu de alguma forma em sua visão de historiador?&lt;/i&gt;   &lt;br /&gt;  &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Barzun          – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sim,          é claro. Eu nasci e passei os primeiros anos de vida na França,          onde meu pai e minha mãe eram amigos e colaboradores da nova geração          de artistas que surgia. Os pintores cubistas freqüentavam nossa casa,          assim como muitos escritores, do romancista André Gide ao poeta          Apollinaire, sobre cujos joelhos eu aprendi a ler as horas num relógio.          Eu compartilhei da atmosfera de alegria e excitação criativa          que envolvia essas pessoas. Olhando em retrospecto, sinto-me uma testemunha          e digo como historiador que aquele foi um dos grandes períodos          criativos de nossa cultura. Então veio a I Guerra Mundial, que          estilhaçou de maneira brutal a idéia que todos fazíamos          do que fosse a civilização. Quando entrei na adolescência,          depois de atravessar quatro anos de conflitos, tinha desenvolvido um quadro          de depressão profunda que me levou a tentar o suicídio.          Esse fato, aliado à dizimação dos quadros de professores          universitários da França e da Inglaterra, foi a causa de          minha mudança para os Estados Unidos, onde completei os estudos.          Minha sensação de viver num mundo em declínio não          é recente, portanto. Nos anos 50, cheguei a ter a impressão          de que nos encaminhávamos para uma reviravolta positiva, mas foi          um engano de minha parte. Esse intervalo não durou quase nada.          A trajetória descendente se acentuou no fim dos anos 60. &lt;/span&gt;        &lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Veja –          &lt;i&gt;Esse período de decadência descrito pelo senhor coincide          com a expansão da influência da cultura americana pelo globo.          Como cidadão de duas culturas, a francesa e a americana, o senhor          deplora o que se convencionou chamar de americanização da          cultura?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Barzun          – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acho          tolice culpar os Estados Unidos. Diria, antes, que o país está          na vanguarda de seu tempo. Se esse tempo é de decadência,          os efeitos se sentem primeiro aqui. Não há nada que obrigue          países de sólida tradição cultural, como a          França ou a Inglaterra, a imitar modas criadas pelos americanos.          Mas eles o fazem, o que mostra que certas correntes de comportamento são          inerentes à nossa época. Onde está escrito, por exemplo,          que é imperativo "democratizar" a educação ao estilo          dos Estados Unidos? No sentido que a palavra assumiu, ela não significa          tornar a educação acessível a todos, mas simplesmente          baixar sua qualidade, de modo a tornar possível que todo mundo          deslize pelos anos de escola sem esforço. Vejo por isso com muito          ceticismo e ironia certos discursos feitos na França, por exemplo,          que falam em proteger a língua e a cultura nacionais. O que as          últimas décadas fizeram à língua francesa          realmente me deixa um pouco irritado. Palavras inglesas são adotadas          de maneira indiscriminada, às vezes mesmo na presença de          equivalentes perfeitamente utilizáveis. Essa adoção          ignorante, sem nenhuma forma de filtragem e adaptação, é          uma força destrutiva da cultura. Só que agora me parece          um pouco tarde para reclamar. &lt;/span&gt;        &lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Veja –          &lt;i&gt;A América Latina praticamente não é citada em          seu livro. Não há contribuições do subcontinente          à cultura ocidental?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Barzun          – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As          sociedades latino-americanas são extensões da civilização          européia. Politicamente, não contribuíram com nenhuma          idéia original para o Ocidente. No campo das artes, é possível          destacar nomes e movimentos importantes – mas não a ponto          de ter mudado os rumos da cultura. O argentino Jorge Luis Borges, por          exemplo, é um escritor que admiro imensamente. Mas não o          cito de maneira específica no livro, porque se trata de uma estrela          em uma vasta constelação. Em outras palavras, ele pertence          ao universo da arte modernista tardia que discuto no livro. Citei outros          nomes, de igual peso, em vez do dele. &lt;/span&gt;        &lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Veja –          &lt;i&gt;Seu livro traz várias pequenas biografias de personagens da          cultura ocidental. Algumas escolhas são óbvias, como as          de Martinho Lutero e René Descartes. Outras podem ser consideradas          excêntricas, como a da escritora de romances policiais Dorothy Sayers.          Quais critérios o guiaram na escolha de nomes?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Barzun          – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ao          mencionar Dorothy Sayers, Walter Bagehot ou James Agate, para ficar apenas          em alguns ingleses, não estou apenas dando espaço a preferências          pessoais. Estou tentando indicar nomes cuja influência ainda não          foi devidamente reconhecida. Bagehot, por exemplo, foi um dos pensadores          mais originais do século XIX. Dirigiu a revista inglesa &lt;i&gt;The          Economist&lt;/i&gt; por dezessete anos e deixou doze volumes de comentários          extremamente lúcidos sobre a política e a economia de seu          tempo. Agate ajudou a formar o gosto artístico de seus compatriotas          no começo do século XX – além de ter sido autor          de um diário que ocupa nove tomos, cobre um período de quinze          anos e é um retrato sem igual da Inglaterra do seu tempo. Sayers,          finalmente, é uma das grandes teóricas dessa importante          forma de ficção popular, o romance policial. É também          uma pensadora original no campo da religião. As pessoas deveriam          conhecer esses nomes, e algo sobre o que disseram. &lt;/span&gt;        &lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;" face="georgia"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;b&gt;Veja          – &lt;i&gt;Em contraste, o senhor dedica muito pouco espaço a figuras          consideradas fundamentais: Darwin, Marx e Freud. Por quê?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Barzun          – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Creio          que, ao fazer isso, estou em sintonia com o estado atual da reputação          dessas pessoas. Em todo o mundo, o pensamento marxista está em          refluxo. Marx sofreu uma perda enorme de influência como teórico          político. Alguns de seus textos filosóficos ainda são          valorizados – mas sobretudo aqueles escritos na juventude, antes          de &lt;i&gt;O Capital&lt;/i&gt;. A retração na influência de Freud          também é visível. Seu legado está sob ataque          e nem de longe se fala tanto nele quanto na primeira metade do século          XX. O caso de Darwin talvez seja o mais polêmico. Creio, no entanto,          que a importância dada a ele está em descompasso com suas          conquistas reais. A idéia da evolução das espécies          já circulava 100 anos antes dele. O que Darwin fez foi propor um          mecanismo para a evolução, a célebre idéia          da seleção natural. Ora, se esse mecanismo realmente funciona          como ele descreveu, é algo que os biólogos discutem acaloradamente          hoje em dia. Anos atrás, um biólogo do Instituto Pasteur,          na França, me disse que ninguém mais lá dentro aceitava          ser chamado de darwinista. Não quero dizer com isso que devemos          retornar ao criacionismo, à idéia de que as espécies          foram criadas por Deus da forma como são hoje. Quero dizer apenas          que o desenvolvimento da ciência tem postona          como ele descreveu, é algo que os biólogos discutem acaloradamente          hoje em dia. Anos atrás, um biólogo do Instituto Pasteur,          na França, me disse que ninguém mais lá dentro aceitava          ser chamado de darwinista. Não quero dizer com isso que devemos          retornar ao criacionismo, à idéia de que as espécies          foram criadas por Deus da forma como são hoje. Quero dizer apenas          que o desenvolvimento da ciência tem posto em questão vários          postulados da cartilha darwinista, algo que passa despercebido por quem          não está enfronhado nas discussões. &lt;/span&gt;        &lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Veja –          &lt;i&gt;Se tivesse de escolher dois nomes representativos dos períodos          de auge e declínio da civilização ocidental, quais          seriam eles?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;          Barzun – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No          que se refere ao auge, eu hesitaria entre Shakespeare e Montaigne. Poderíamos          dizer que ambos inventaram o indivíduo, por oposição          ao tipo social. Hoje em dia, não somos apenas cidadãos ou          trabalhadores, mas também indivíduos aos nossos próprios          olhos, graças a esses dois escritores. Um deles é poeta          e dramaturgo inglês, o outro prosador analítico francês:          ambos inventaram modos de expressar a personalidade. O nascimento do indivíduo          e do individualismo foi fundamental, porque encorajou a invenção          nas artes, fomentou a diversidade e a diferença. Além disso,          foi germe para que, na política, surgissem idéias como a          de direitos humanos. No outro extremo, o do declínio, eu indicaria          Pablo Picasso e Marcel Duchamp – cuja família, por sinal,          era muito próxima da minha. A despeito da grandeza de ambos, eles          formam um incomparável par de destruidores. Em Duchamp, sobretudo,          é possível ver a imaginação trabalhando deliberadamente          em favor da quebra, da paródia inclemente. Duchamp é um          nome paradigmático. Está na origem da escola que impera          atualmente, quando não existe diferença entre uma obra de          arte e o produto que você encontra no armazém da esquina.          &lt;/span&gt;        &lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;b&gt;Veja –          &lt;i&gt;O que o futuro reserva aos clássicos?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Barzun          – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Os          clássicos parecem estar afundando rapidamente no esquecimento.          Mas isso já aconteceu antes. A Renascença trouxe de volta          obras da Antiguidade que estavam completamente perdidas. Não há          motivo para um pessimismo terminal. É preciso persistir no ensino          dos clássicos. Não é fácil, já que          uma quantidade básica de informação histórica          se faz necessária, para que as obras não sejam vistas fora          da perspectiva adequada e completamente distorcidas. Mas os benefícios          são óbvios. Ler os clássicos é um maravilhoso          exercício de raciocínio e imaginação.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-2677533005181346540?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/2677533005181346540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=2677533005181346540&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/2677533005181346540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/2677533005181346540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2009/03/mais-entrevista-agora-com-jacques.html' title='Mais entrevista: agora com Jacques Barzun'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/Sa18IIfTGEI/AAAAAAAAAHQ/4BOZYznhiQ4/s72-c/entrevista.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-6991589162387461058</id><published>2009-03-03T10:41:00.000-08:00</published><updated>2009-03-04T04:55:29.000-08:00</updated><title type='text'>Entrevista: Paul Johnson</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/Sa16_Lu4MqI/AAAAAAAAAHI/f6aqIBIkKBM/s1600-h/paul.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 168px; height: 210px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/Sa16_Lu4MqI/AAAAAAAAAHI/f6aqIBIkKBM/s320/paul.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309034761639441058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A revista VEJA, em 24 de junho de 2006, publicou uma entrevista com o historiador inglês Paul Johnson. Reproduzo-a abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O motor do mundo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="mobile-post"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O historiador inglês defende que a criatividade é hoje a arma mais poderosa para o progresso das nações&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-post"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Gabriela Carelli&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-post"&gt;O inglês Paul Johnson é um dos mais produtivos historiadores da atualidade. Em seus mais de quarenta livros publicados, já se debruçou sobre grandes temas como a história das religiões e do&lt;br /&gt;século XX. Observador arguto da cena internacional, provoca polêmica nos artigos que escreve para as revistas Forbes e The Spectator pelo entusiasmo com que fustiga as esquerdas com sua verve franca e elegante. Aos 77 anos, Johnson acaba de lançar mais um livro, Os Criadores, um mergulho na vida de dezessete personalidades criativas da história, de Shakespeare a Walt Disney. O objetivo da obra, a segunda de uma trilogia iniciada com Os Intelectuais, em 1988, e que terminará com a publicação em breve de Os Heróis, é tentar entender o que ele considera a característica mais importante do homem, a criatividade. "Só a criatividade pode garantir o progresso. O problema é que o homem tem uma propensão negativa a encontrar razões científicas ou morais para frear a criatividade, seja na economia, na política ou nas artes", diz Johnson nesta entrevista a VEJA.&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-post"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Veja – O senhor escreveu que o desenvolvimento social e tecnológico  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;humano não avançou tanto quanto poderia por causa da eterna batalha  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;entre duas forças antagônicas do homem: sua criatividade e sua  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;capacidade de crítica e destruição. Como assim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Johnson – Os seres humanos são naturalmente criativos. Amam criar.&lt;br /&gt;Também são apaixonados pela destruição e pela crítica. Acredito que todas as artes – sendo que considero formas de arte a política, o desenvolvimento tecnológico, econômico e social, assim como a pintura e a literatura – necessitam dessas duas forças antagônicas. É a tese, a antítese e a síntese. Mas é vital que a criatividade, a tese, supere seu adversário e vença, pois só ela pode garantir o progresso. Não tenho dúvida de que, se houvesse apenas a criatividade, a humanidade teria avançado muito mais rapidamente.&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-post"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Veja – O senhor poderia citar exemplos de forças destrutivas que  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;impediram um avanço maior da nossa civilização?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Johnson – O exemplo mais primário disso é o marxismo. Marx compreendeu mal o capitalismo, foi desonesto com as evidências e sua contribuição para o mundo foi totalmente negativa. Graças a ele e a outros pensadores, por mais de um século muitos países perderam a chance de crescer economicamente. Seus povos deixaram de ter acesso à informação e à liberdade, fundamentais para o processo criativo, milhares de pessoas foram mortas injustamente e muito dinheiro foi jogado fora em vez de ser usado para a melhoria da qualidade de vida. Não há absolutamente nada a dizer em favor do marxismo.&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-post"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Veja – O senhor afirma que o homem é propenso a encontrar razões  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;científicas ou morais para frear a criatividade. O que o leva a agir  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dessa forma?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Johnson – O medo. Esse é, com certeza, o maior estimulador do atraso. É o medo, por exemplo, que impede muitos países de usar energia nuclear de forma consciente em substituição a outras fontes de energia. Por causa de pretensos defensores da humanidade, impediu-se a construção de usinas nucleares nos Estados Unidos e na Inglaterra. Se bem usada, essa energia poderia minimizar os impactos energéticos do crescimento econômico da China e da Índia, que provocaram escassez de petróleo.&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-post"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Veja – Os chineses e os indianos são, hoje, mais criativos do que os  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;americanos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Johnson – Até agora, os chineses e os indianos meramente irritaram osamericanos. Eles conseguem produzir novas idéias? Até o momento, nada provou que eles sejam capazes de inovar. Apenas avançaram em espaços já existentes. A China fez isso com sua indústria pesada, formada por fábricas ultrapassadas que produzem produtos baratos para exportação&lt;br /&gt;e garantem retorno rápido. A Índia, por sua vez, arranhou os Estados Unidos com um bem-sucedido comércio intercontinental de comunicação via call centers. Se a China e a Índia não produzirem novas idéias além dessas, vão estagnar, como o Japão.&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-post"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Veja – Qual dos dois países tem mais chance de ser bem-sucedido em  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;termos de crescimento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Johnson – A Índia, porque é um país onde existe liberdade. Novas idéias somente emergem onde as pessoas são livres para pensar. Além disso, a Índia, apesar de ser uma sociedade de castas, tem uma elite fluente em inglês, o que permitiu ao país pular da era industrial para uma era de comunicação avançada. Bangalore, a capital indiana da alta tecnologia, é uma cidade totalmente imersa no século XXI. A Índia parece bastante atrasada devido a suas tradições, muito preciosas, por sinal, mas está criando as bases para um futuro formidável. O clima de liberdade privilegia o país.&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-post"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Veja – Se a liberdade privilegia a Índia, como se explica o  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;crescimento acelerado da China?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Johnson – A China conseguiu se livrar do legado terrível do marxismo primitivo de Mao Tsé-tung, mas não será um competidor à altura da Índia enquanto não desmantelar por completo seu sistema comunista. O país ainda depende do trabalho escravo, assim como de camponeses mal remunerados recém-chegados às cidades. Não está investindo o suficiente em alta tecnologia, a não ser a militar, erro já cometido pelos soviéticos. A China tem de substituir sua elite comunista por uma sociedade inovadora, com o seu próprio dinamismo de idéias, ou&lt;br /&gt;entrará em colapso. Se funcionar, será a grande lição da era moderna.&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-post"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Veja – Enquanto a Ásia cresce, a América Latina continua presa aos  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;problemas econômicos e sociais de sempre. Qual a explicação?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Johnson – O problema da América Latina está na sua origem histórica. A forma como foi colonizada, destrutiva e negativa desde o princípio, repercute até hoje na desorganização política, econômica e social. Não há estabilidade, o que acaba diminuindo a liberdade. O Brasil, por exemplo, desde o descobrimento nunca teve uma elite criativa e pragmática comparável à geração de George Washington e Thomas Jefferson nos Estados Unidos, gente capaz de organizar o país e direcioná-lo. Uma solução para melhorar o que está estragado é investir na educação. A educação permite a liberdade de idéias e o progresso. Bons exemplos são Coréia do Sul, Taiwan e Cingapura.&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-post"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Veja – Como o senhor definiria um homem criativo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Johnson – É impossível definir criatividade, assim como não se define genialidade. O estudo dos grandes criadores revela dois fatos. O primeiro é que ninguém cria no vácuo. Todas as civilizações evoluem de sociedades anteriores. Também ninguém vira um grande criador por&lt;br /&gt;sorte. Todo ato criativo, mesmo quando ele surge num lampejo, é fruto de muito trabalho, estudo e conhecimento.&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-post"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Veja – Quem o senhor apontaria como uma pessoa de extrema criatividade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Johnson – William Shakespeare, sem dúvida nenhuma, é a pessoa mais criativa da história. Esse dramaturgo inglês do século XVI alcançou o entendimento da personalidade humana em todas as suas manifestações, da forma como o ser humano interage em todas as situações possíveis.&lt;br /&gt;Era dono de uma imaginação de altíssimo nível, bem como de uma habilidade com as palavras até hoje nunca igualada.&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-post"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Veja – Ao falar sobre o próximo livro de sua trilogia, Os Heróis, o  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;senhor disse que o Ocidente precisa urgentemente de pessoas com esse  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;perfil. Por quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Johnson – Os heróis inspiram, motivam e, no mínimo, legitimam uma guerra que está sendo travada. Eles nos ajudam a distinguir o certo do errado e a compreender os méritos morais da nossa causa. Não existe ninguém hoje no Ocidente com esse perfil. Já o Oriente Médio tem seus heróis. Osama bin Laden, por exemplo. Por mais monstruoso que possa ser, ele encarna a figura do herói. É líder de milhares de muçulmanos, escapou do mais poderoso Exército do planeta e inspira centenas de seguidores. Faz parte de um grupo que convence jovens a se explodir por uma causa. Esses jovens, por sua vez, também se transformam em heróis aos olhos do mundo. São pessoas que tiram a própria vida para lutar contra os tanques israelenses. Isso faz com que muitos observadores da guerra ao terror se sensibilizem com a causa islâmica.&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-post"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Veja – Quem o senhor citaria como herói do Ocidente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Johnson – O último herói americano foi Ronald Reagan. Na Inglaterra, Margaret Thatcher. Na Igreja Católica, João Paulo II. Todos foram grandes líderes, com características de heróis. Provavelmente estarão em meu próximo livro.&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-post"&gt;Veja – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ronald Reagan?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Johnson – Sim. Muita bobagem foi escrita sobre ele. Reagan era um homem de pensamentos claros e determinado em seus objetivos. Tinha poucos méritos acadêmicos, mas era um orador de primeiríssima linha. Enfatizou a necessidade da democracia e dos direitos humanos. A história mostra que os melhores líderes políticos são exatamente assim. Têm poucas idéias, mas elas são muito bem executadas. Assim foram Winston Churchill, Charles de Gaulle e Margaret Thatcher.&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-post"&gt;Veja – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O presidente Bush tem chance de ser visto como um herói?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Johnson – Bush é um bom administrador, com um forte poder de decisão. Mas tem uma imagem pública excepcionalmente ruim.&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-post"&gt;Veja – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O senhor defendeu a invasão do Iraque em 2003. Os resultados  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;desastrosos dessa guerra o fizeram mudar de opinião?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Johnson – Não encaro os resultados como desastrosos. Ao destruírem os regimes perversos do Afeganistão e do Iraque, prenderem seus líderes ou transformá-los em fugitivos, os Estados Unidos estão mandando uma mensagem importante para outros ditadores violentos e perigosos, como o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que insiste no enriquecimento de urânio e, além de tudo, propaga mentiras anti-semitas.&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-post"&gt;Veja – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por que o presidente iraniano parece não temer os Estados Unidos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Johnson – O presidente iraniano tem como modelo Adolf Hitler. O que aconteceu com Hitler? O perigo do avanço em programas nucleares e na produção de armas de destruição em massa em países do Oriente Médio existe e precisa ser combatido pelos americanos. Só os Estados Unidos&lt;br /&gt;podem conter o Irã, talvez com alguma ajuda da Inglaterra, caso Tony Blair permaneça como primeiro-ministro. O resto da Europa é totalmente inútil e dispensável.&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-post"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Veja – A política externa dos Estados Unidos provocou o crescimento  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;do antiamericanismo, principalmente na Europa. Como europeu, o que o  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;senhor acha disso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Johnson – Justamente por ser europeu, posso afirmar que o antiamericanismo na Europa meramente reflete a frustração e a fraqueza européias. A inveja da América tornou-se um aspecto importante da política externa européia, principalmente na França e na Alemanha. Os franceses acreditam que são uma nação culturalmente superior e que os Estados Unidos querem se impor na Europa. Acreditam que Bush e os americanos são ignorantes. A história mostra que não é assim. Os americanos são bons políticos e geopolíticos. A Constituição americana tem 200 anos. Nesse tempo, a França teve mais de uma dezena de Constituições, passou por monarquias, impérios e repúblicas. Não há dúvidas de que existe inveja de um lado do Atlântico, mas também existe o perigo de arrogância do outro. Essa inveja também tem fundamento na falência européia. A Europa vem apresentando um péssimo desempenho desde os anos 60 por causa do&lt;br /&gt;crescimento da burocracia, com altas taxas de desemprego e estagnação econômica. Os Estados Unidos, ao contrário, cresceram nos últimos 25 anos e continuam a crescer.&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-post"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Veja – Não é natural que a opinião pública mundial se escandalize ao  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;saber de abusos cometidos por militares em prisões no Iraque ou das  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;condições extremas em que vivem os detidos na base de Guantánamo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Johnson – Os Estados Unidos encabeçam uma guerra internacional contra a violência. Acabarão por vencê-la. A prisão de Guantánamo foi criada com base numa interpretação sem precedentes da lei militar por causa de uma ameaça sem precedentes. Apesar das críticas, o sistema de&lt;br /&gt;justiça de Guantánamo tem sido uma forma de dissuadir jovens muçulmanos que estavam decididos a tomar partido nessa guerra. Esses jovens não temem nem o martírio nem a morte, mas eles temem ficar trancados nessa prisão.&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-post"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Veja – Em um artigo, o senhor escreveu que o homem tem uma capacidade  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;enorme de arrumar problemas que inundam o mundo de ansiedade e que a  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;atual preocupação com o meio ambiente é um exemplo disso. O senhor  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não teme o fim do mundo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Johnson – Se eu temesse o fim do mundo, estaria me contrariando. Seria uma prova de que não acredito na força criativa. O Homo sapiens tem menos de 1 milhão de anos. A Revolução Industrial ocorreu há 250 anos. A bomba atômica existe há meio século. Os avanços têm acontecido de forma muito rápida, numa velocidade inimaginável. Mais de 100 milhões de pessoas morreram no século passado vítimas de regimes totalitários, mas não foi por isso que as populações deixaram de se expandir. Acreditar que o homem é incapaz de superar obstáculos, sejam eles naturais ou não, é esquecer todo esse progresso. A história prova o contrário: que temos habilidade e criatividade para vencer os desafios que nos são impostos. Temos de&lt;br /&gt;aproveitar as riquezas do nosso planeta e contar com a ajuda divina.&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-post"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Veja – O senhor parece otimista com a realidade. Por que recorrer à  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ajuda divina?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Johnson – Ela é sempre necessária. Hoje, mais do que nunca.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-6991589162387461058?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/6991589162387461058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=6991589162387461058&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/6991589162387461058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/6991589162387461058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2009/03/entrevista-paul-johnson.html' title='Entrevista: Paul Johnson'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/Sa16_Lu4MqI/AAAAAAAAAHI/f6aqIBIkKBM/s72-c/paul.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-91835573745496245</id><published>2009-02-24T03:43:00.000-08:00</published><updated>2009-02-24T03:52:45.422-08:00</updated><title type='text'>Só sei que foi assim...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SaPfg5830RI/AAAAAAAAAHA/wjcWQUMoCdE/s1600-h/04_MHG_rio_mangueira2233.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 205px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SaPfg5830RI/AAAAAAAAAHA/wjcWQUMoCdE/s320/04_MHG_rio_mangueira2233.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306330542377521426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dona Zica:&lt;/span&gt; Mas agora estamos procurando isso, mas por incrível que pareça, também teve essa religião agora que eles arrumaram, a Bíblia, tirou muita gente. A Mangueira está com fantasias para dar, para vestir a comunidade e não tem [pessoas].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jorge Escosteguy:&lt;/span&gt; Por que, Dona Zica? A religião não está permitindo? Esses pastores....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dona Zica:&lt;/span&gt; É, viraram tudo bíblia, as moças, viraram bíblia os rapazes, estão tudo na...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Osvaldo Martins:&lt;/span&gt; Quantas igrejas dessa tem no morro da Mangueira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dona Zica: &lt;/span&gt;No morro da Mangueira a maior parte toda é da religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Osvaldo Martins&lt;/span&gt;: São quantas igrejas mais ou menos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dona Zica:&lt;/span&gt; Lá no morro da Mangueira tem três, mas eles não saem dali da Mangueira. Vão para outros lugares onde tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Osvaldo Martins:&lt;/span&gt; Vê o estrago que isso aí causa no samba, o grande mestre-sala da Mangueira, o Lilico, foi acobertado por uma igreja dessas, abandonou o samba e renega o samba, diz que é coisa do diabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dona Zica:&lt;/span&gt; Minha neta foi da bateria desde os oito anos, foi da bateria, depois passou a ser mestre-sala, abandonou, porque virou... largou tudo, porque ela virou aí da seita, né.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jorge Escosteguy:&lt;/span&gt; Mas o pessoal da escola não tentou conversar um pouco com essas igrejas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dona Zica: &lt;/span&gt;Não, depois que eles encasquetam aquilo na idéia, não adianta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Osvaldo Martins:&lt;/span&gt; Em defesa do samba tem que fazer movimento contra essas igrejas, elas vão acabar com o samba. Vão mesmo, falando sério, hein, falando sério!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dona Zica:&lt;/span&gt; Vão acabar, vão sim, para um ano, é capaz de quase não ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jorge Escosteguy:&lt;/span&gt; Pelo que a senhora disse, hoje, na Mangueira sobram fantasias e não há pessoal pra desfilar, da comunidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dona Zica: &lt;/span&gt;É, para desfilar, da comunidade. Porque todas as meninas moças, não é só velho não, é moças mesmo, viram bíblia e não querem mais saber da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jorge Escosteguy: &lt;/span&gt;Como é que a escola tem tentado reagir a isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dona Zica:&lt;/span&gt; A escola tem tentado porque a gente até é obrigado até a sair com gente de fora, dos estados, porque da comunidade não tem. E têm aqueles ainda que não são mangueirenses, mas temos muitas escolas que estão divididas, Portela, Salgueiro, quer dizer, Mangueira, aquela que a Mangueira contava é difícil..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jorge Escosteguy:&lt;/span&gt; É obrigado a buscar pessoal de fora para desfilar pela escola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dona Zica:&lt;/span&gt; Às vezes, eles falam: “Ah, mas está saindo só o pessoal de fora”, é porque não tem, o carioca não quer. Então nós somos obrigados... Na minha casa tem três alas: tem a ala da minha filha, do meu filho e da minha neta. É quase cheio de pessoas de fora. São Paulo, principalmente, sai quase São Paulo todo, de todo o estado de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;trecho do &lt;a href="http://www.rodaviva.fapesp.br/materia/100/entrevistados/dona_zica_da_mangueira_1994.htm"&gt;Roda Viva&lt;/a&gt; exibido em 14/02/94&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sabemos, ao contrário do prognóstico, o carnaval continua a existir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-91835573745496245?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/91835573745496245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=91835573745496245&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/91835573745496245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/91835573745496245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2009/02/so-sei-que-foi-assim.html' title='Só sei que foi assim...'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SaPfg5830RI/AAAAAAAAAHA/wjcWQUMoCdE/s72-c/04_MHG_rio_mangueira2233.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-4718067157600319061</id><published>2009-02-18T11:56:00.000-08:00</published><updated>2009-02-18T12:37:50.740-08:00</updated><title type='text'>God is a DJ</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="265"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5_JmXCNPs6Y&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5_JmXCNPs6Y&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="265"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outrora eu teria um certo pudor para postar um vídeo como esse. Nos meios ditos pentecostais, ainda há quem cite com temor o tal do pecado imperdoável, o pecado contra o Espírito Santo, para se referir a brincadeiras como essas. Simplemente não consigo compreender como é que alguém consegue atribuir esse tipo de bizarrice à ação divina!&lt;br /&gt;Aí vem a blindagem: no dia de pentecostes, também pensaram que os apóstolos estavam embriagados; as coisas de Deus são mesmo incompreensíveis; ai daquele que tocar num ungido do Senhor, etc., etc. Quem me conhece sabe o asco que sinto pelo jargão igrejeiro.&lt;br /&gt;E se posto o vídeo, faço-o com uma boa dose de bom humor. Não quero ridicularizar os crentes! Quero mesmo é popularizar o drum'n'bass. Por isso digo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;God is a DJ. The minister is the MC&lt;/span&gt;!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somebody make some noise!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-4718067157600319061?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/4718067157600319061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=4718067157600319061&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/4718067157600319061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/4718067157600319061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2009/02/god-is-dj.html' title='God is a DJ'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-6267836383053858661</id><published>2009-02-18T08:16:00.001-08:00</published><updated>2009-02-18T08:21:10.717-08:00</updated><title type='text'>José Monir Násser ensina o Trivium em São Paulo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SZw0ecP7ozI/AAAAAAAAAGw/YA4VXXSDp5k/s1600-h/CursoTrivium.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 189px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SZw0ecP7ozI/AAAAAAAAAGw/YA4VXXSDp5k/s400/CursoTrivium.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304172158719337266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Enquanto não posso dispor de muito tempo para manter este blogue, passo apenas para divulgar um curso deveras interessante a ser ministrado no &lt;a href="http://erealizacoes.com.br/ecom/CursoTrivium.asp"&gt;Espaço Cultural É Realizações&lt;/a&gt;. Tenho, é fato, uma série de restrições à edição brasileira do livro da &lt;a href="http://www.erealizacoes.com.br/ecom/produtos_descricao.asp?lang=pt_BR&amp;amp;codigo_produto=764"&gt;Irmã Miriam Joseph&lt;/a&gt;. Mas isso não é suficiente para minar o valor da obra. Não deixem de conferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim, para ver o programa do curso, clique na imagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-6267836383053858661?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/6267836383053858661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=6267836383053858661&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/6267836383053858661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/6267836383053858661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2009/02/o-trivium.html' title='José Monir Násser ensina o Trivium em São Paulo'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SZw0ecP7ozI/AAAAAAAAAGw/YA4VXXSDp5k/s72-c/CursoTrivium.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-4123268155045128377</id><published>2009-02-07T12:09:00.000-08:00</published><updated>2009-02-10T02:56:39.928-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção'/><title type='text'>A gente não quer só comida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SY3uIfp_1LI/AAAAAAAAAGo/UFS6p4lEPYs/s1600-h/777141.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SY3uIfp_1LI/AAAAAAAAAGo/UFS6p4lEPYs/s200/777141.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300154166188954802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:donotoptimizeforbrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */ @font-face  {font-family:Wingdings;  panose-1:5 0 0 0 0 0 0 0 0 0;  mso-font-charset:2;  mso-generic-font-family:auto;  mso-font-pitch:variable;  mso-font-signature:0 268435456 0 0 -2147483648 0;}  /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} h1  {mso-style-next:Normal;  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  page-break-after:avoid;  mso-outline-level:1;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-font-kerning:0pt;} @page Section1  {size:612.0pt 792.0pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:36.0pt;  mso-footer-margin:36.0pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;}  /* List Definitions */ @list l0  {mso-list-id:2012414585;  mso-list-type:hybrid;  mso-list-template-ids:418546754 -355717712 68550659 68550661 68550657 68550659 68550661 68550657 68550659 68550661;} @list l0:level1  {mso-level-start-at:0;  mso-level-number-format:bullet;  mso-level-text:—;  mso-level-tab-stop:36.0pt;  mso-level-number-position:left;  text-indent:-18.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} ol  {margin-bottom:0cm;} ul  {margin-bottom:0cm;} --&gt; &lt;/style&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;Rua Augusta. Como de costume, um alvoroço. Sobe e desce de carros, música alta, gargalhadas. Mesas de bar nas calçadas. Grupos de moderninhos e descolados bebiam festivamente, discutindo a fotografia do último filme, comentando a “eleição histórica do presidente negro” ou censurando ao que entendiam por conservadorismo da sociedade, da mídia, essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À distância, o menino maltrapilho, já um observador mais arguto que muito psicólogo academicamente treinado, olha atentamente para o bar e escolhe a quem vai abordar. Acostumado com o enxotar meio cúmplice meio impiedoso dos garçons, espera atentamente a oportunidade de se aproximar. O garçom leva as cervejas para a mesa lá de fora e volta para atender às demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a oportunidade. Com um olhar singelo (talvez ensaiado), o menino faz sua abordagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—    Tio, dá uma moeda?&lt;br /&gt;—    Não tenho!&lt;br /&gt;—    Ah, vai tio, dá uma moeda...&lt;br /&gt;—    Pra que você quer?&lt;br /&gt;—    Pra comprar um negócio...&lt;br /&gt;—    Cê tá com fome? Quer um lanche? Me fala que eu te pago.&lt;br /&gt;—    Não, tio. Me dá uma moeda...&lt;br /&gt;—    Não vou dar, não. Você deve estar querendo usar droga...&lt;br /&gt;—    Não, tio...&lt;br /&gt;—    Então me fala, pra que você quer?&lt;br /&gt;—    Ah, é que eu queria ir na&lt;span style="font-style: italic;"&gt; lan house&lt;/span&gt; entrar no orkut...&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-4123268155045128377?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/4123268155045128377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=4123268155045128377&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/4123268155045128377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/4123268155045128377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2009/02/normal-0-21-como-de-costume-rua-estava.html' title='A gente não quer só comida'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SY3uIfp_1LI/AAAAAAAAAGo/UFS6p4lEPYs/s72-c/777141.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-4699033530869484626</id><published>2009-01-30T14:49:00.000-08:00</published><updated>2009-02-10T02:57:20.130-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viktor E. Frankl'/><title type='text'>Liberdade da vontade, vontade de sentido, sentido da vida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SYcU-ozAN5I/AAAAAAAAAGY/CCCvlrdMidY/s1600-h/Frankl.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 169px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SYcU-ozAN5I/AAAAAAAAAGY/CCCvlrdMidY/s200/Frankl.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298226552960464786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face  {font-family:"Cambria Math";  panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;  mso-font-charset:0;  mso-generic-font-family:roman;  mso-font-pitch:variable;  mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;} @font-face  {font-family:Calibri;  panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;  mso-font-charset:0;  mso-generic-font-family:swiss;  mso-font-pitch:variable;  mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-unhide:no;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  text-align:justify;  line-height:150%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  mso-bidi-font-size:11.0pt;  font-family:"Times New Roman","serif";  mso-fareast-font-family:Calibri;  mso-fareast-language:EN-US;} .MsoChpDefault  {mso-style-type:export-only;  mso-default-props:yes;  font-size:10.0pt;  mso-ansi-font-size:10.0pt;  mso-bidi-font-size:10.0pt;  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-fareast-font-family:Calibri;  mso-hansi-font-family:Calibri;} @page Section1  {size:595.3pt 841.9pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:35.4pt;  mso-footer-margin:35.4pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt;É um equívoco afirmar que Viktor Frankl desenvolveu a logoterapia a partir de sua experiência no &lt;a href="http://www.ushmm.org/museum/exhibit/focus/portuguese/"&gt;campo de concentração&lt;/a&gt;. Quando foi enviado para &lt;a href="http://en.auschwitz.org.pl/m/"&gt;Auschwitz&lt;/a&gt;, ele já possuía o manuscrito de seu livro “&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=493915&amp;amp;sid=947190172101119590648590960&amp;amp;k5=1246BA82&amp;amp;uid="&gt;The doctor and the soul&lt;/a&gt;”, no qual desenvolvia todos os fundamentos de sua teoria. Antes mesmo de ser enviado ao campo, ele já tinha a convicção de que a vida tem sentido, um sentido incondicional. E tal convicção sobreviveu ao campo: isso não é pouca coisa! Seu legado é bastante extenso, mas os três pilares sobre os quais se assenta toda a logoterapia são: liberdade da vontade, vontade de sentido e sentido da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Para Frankl, o homem é essencialmente livre. É importante, no entanto, compreender de maneira adequada o que se pretende dizer com isso. Liberdade não é onipotência. Obviamente, ele não nega o que o homem esteja sujeito a condicionamentos do meio social, de seu psiquismo ou de sua biologia. Mas, para além de todos esses condicionamentos, resta ao homem a liberdade última de se posicionar diante deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Embora reconhecesse o valor das escolas de psicoterapia que o precederam, a saber, a psicanálise de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sigmund_Freud"&gt;Freud &lt;/a&gt;e a Psicologia Individual de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfred_Adler"&gt;Alfred Adler&lt;/a&gt;, Viktor Frankl diverge delas num ponto fundamental: enquanto Freud afirma que o homem vive em busca do prazer, e Adler diz que o homem está em busca do poder, Frankl vai dizer que o homem está, na verdade, em busca de sentido. Para Frankl, há no homem um desejo básico e fundamental, algo que é especificamente humano: a vontade de sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);font-size:85%;" &gt;(Ressalva: essa apresentação esquemática é uma vulgarização extrema, sei que a coisa não é bem assim)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Como ele diz em um de seus livros, a existência da sede é prova de que existe a água. O mesmo vale para o sentido da vida: se os homens têm essa vontade inerente, deve haver o sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mas, afinal de contas, quem é Viktor Frankl, o que é Logoterapia, qual é o sentido da vida? Se você quer saber a resposta dessas e outras perguntas, não perca o Curso de Introdução à Logoterapia oferecido pela &lt;a href="http://logoterapia.com.br/"&gt;SOBRAL &lt;/a&gt;(Sociedade Brasileira de Logoterapia), a ser realizado no próximo dia 07/02, no Instituto Pio XI. Para mais informações, clique &lt;a href="http://logoterapia.com.br/cursointro.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Caso não possa comparecer, leia &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2370480&amp;amp;sid=947190172101119590648590960&amp;amp;k5=3944E0AD&amp;amp;uid="&gt;Em busca de Sentido&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=169683&amp;amp;sid=947190172101119590648590960&amp;amp;k5=350B6105&amp;amp;uid="&gt;Sede de Sentido&lt;/a&gt; e Psicoterapia e sentido da vida. Claro, se puder fazer o curso e as leituras, tanto melhor.&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-4699033530869484626?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/4699033530869484626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=4699033530869484626&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/4699033530869484626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/4699033530869484626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2009/01/liberdade-da-vontade-vontade-de-sentido.html' title='Liberdade da vontade, vontade de sentido, sentido da vida'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SYcU-ozAN5I/AAAAAAAAAGY/CCCvlrdMidY/s72-c/Frankl.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-7411858601693830264</id><published>2009-01-20T13:41:00.000-08:00</published><updated>2009-02-10T07:41:45.720-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amenidades'/><title type='text'>Amenidades</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="265"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PR8iFJefDYE&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/PR8iFJefDYE&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="265"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face  {font-family:"Cambria Math";  panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;  mso-font-charset:0;  mso-generic-font-family:roman;  mso-font-pitch:variable;  mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;} @font-face  {font-family:Calibri; 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Festa de alto nível, música da melhor qualidade, público bacana, enfim, condições bastante favoráveis para uma noite de descontração. Na pista principal, o próprio Drumagick aqueceu a pista para, em seguida, o &lt;a href="http://www.myspace.com/deejayandy"&gt;DJ Andy&lt;/a&gt;, recém chegado da Europa, apresentar o seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;set&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma porção de DJs e produtores compareceu. Entre eles, o ilustre &lt;a href="http://djmarky.uol.com.br/"&gt;DJ Marky&lt;/a&gt;. Esse texto, na verdade, pretende reportar um bate-papo que rolou com ele já no final da festa, enquanto o Marnel fazia o seu set na pista principal. Uma oportunidade única: na mesma roda, DJ Andy, DJ Marky e, bem, digamos, &lt;a href="http://images.juno.co.uk/full/CS1285108-02A-BIG.jpg"&gt;friends&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pudemos ouvir várias histórias do início da carreira: falaram sobre lugares ermos onde já tocaram, relembraram de pessoas que participaram dos primórdios da cena de música eletrônica no Brasil e que hoje tomaram caminhos diversos (o Andy falou sobre um cara que hoje tem um carro de pamonha!). Depois dessa sessão nostalgia, Marky mencionou problemas de bastidores que o público dificilmente fica sabendo. Por exemplo, o calote que ele e outros artistas sofreram de uma gravadora pretensamente dedicada à música &lt;span style="font-style: italic;"&gt;underground&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falou um pouco sobre sua rotina. Entre outras coisas, disse que não ouve drum’n’bass em seu dia-a-dia. Afirmou que ouve muita bossa-nova e coisas diversas, de onde lhe surge a inspiração para evitar uma produção viciada. Disse que hoje já não mais precisa comprar discos – ele os recebe diretamente de outros produtores. Afirmou que dedica parte de seu tempo a ouvir o material que recebe e que, no final das contas, acaba tocando somente o que gosta, afinal, recebe muita coisa boa, mas uma porção de irrelevâncias também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto alto da conversa, na minha modesta opinião, foi a resposta ao ousado comentário de uma das meninas que estavam na roda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Marky, estou surpresa com essa sua humildade hoje&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta foi formidável. Cito de memória, mas foi algo bem próximo disso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Está surpresa porque muita gente que nem me conhece, que nunca conversou comigo, fala um monte de bosta. Vocês não estão aqui, conversando comigo, normal? Então, não tem essa de o Marky é estrela e o caramba. Todo mundo é igual, todo mundo vai pro mesmo buraco...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, se eu não tivesse presenciado a resposta e visto a forma como ele conversava com todos os que se aproximavam, eu recebesse essa resposta com algum ceticismo. Mas seu procedimento estava à frente de suas palavras. No fim, é isso. DJ Marky merece todo o destaque que conquistou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Big up.&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-7411858601693830264?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/7411858601693830264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=7411858601693830264&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/7411858601693830264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/7411858601693830264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2009/01/amenidades.html' title='Amenidades'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-8778195766647065257</id><published>2009-01-16T08:43:00.001-08:00</published><updated>2009-02-10T02:58:57.321-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>O dia em que concordei com Marcos Bagno</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SXDreY8-tZI/AAAAAAAAAFk/8n0PTlR1Qn4/s1600-h/chuveiro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 158px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SXDreY8-tZI/AAAAAAAAAFk/8n0PTlR1Qn4/s200/chuveiro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291988469487154578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quem me conhece sabe o quanto pode ser espantosa essa afirmação. Não gosto de seu tom excessivamente panfletário, nem de sua demagogia, nem de sua esquerdice — coisas, aliás, afins nos tempos em que vivemos. Mas há algo mais espantoso: o que vai a seguir é um texto que foi publicado pela revista "Caros Amigos". Cheguei ao tal artigo mais ou menos por acaso. E se o reproduzo, é apenas para dizer que, sim, a análise que faz está correta. Eu mesmo, durante a graduação, cheguei a dar aulas de redação para uma turma chamada "Equalização". Era uma aula oferecida aos sábados, que pretendia justamente reagir a esse problema: futuros professores semiletrados (termo empregado como uma descrição literal, sem nenhuma conotoção pejorativa). Lembro-me de que essas aulas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;deveriam &lt;/span&gt;acontecer aos sábados pela manhã e de forma gratuita. Escrevi deveriam porque já na segunda aula, os dois alunos que compareceram se evadiram. Ou seja: uma iniciativa institucional para favorecer alunos necessitados não recebeu nenhum tipo de interesse por parte daqueles a quem pretendia beneficiar. E assim é a vida. Pode-se obrigar o jumento a ir até a fonte, mas não obrigá-lo a beber água...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue o texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="titulo" align="left"&gt;&lt;a href="http://www.marcosbagno.com.br/conteudo/arquivos/art_carosamigos-novembro.htm"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;A                                  CATÁSTROFE DOS CURSOS DE LETRAS&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                            &lt;span class="textopeq"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="textopeq"&gt;&lt;a href="http://www.marcosbagno.com.br/conteudo/quememb.htm"&gt;Marcos                                  Bagno&lt;/a&gt; - Novembro de 2008&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                               &lt;p&gt;&lt;span class="textopeq"&gt;A formação                                  dos professores de português, hoje, no Brasil,                                  é uma catástrofe. Nós, os                                  responsáveis pelos cursos de Letras, não                                  enxergamos a bomba-relógio que temos nas                                  mãos. As estatísticas não                                  mentem: a retumbante maioria dos estudantes de                                  Letras vêm de camadas sociais pobres ou                                  mesmo miseráveis, filhos de pais analfabetos                                  ou que têm escolarização inferior                                  a quatro anos. Isso significa muita coisa. Significa                                  que esses estudantes têm um histórico                                  de letramento muito reduzido: no ambiente familiar,                                  não convivem com a cultura letrada, não                                  têm acesso a livros, revistas, enciclopédias                                  etc. Significa que não são falantes                                  das normas urbanas de prestígio (as mesmas                                  que supostamente terão de ensinar a seus                                  futuros alunos) e têm domínio escasso                                  da leitura e da escrita. Só na faculdade                                  é que a maioria deles vai ler, pela primeira                                  vez na vida, um romance inteiro ou um texto teórico.                                  Vêm, quase todos, do ensino público,                                  essa tragédia ecológica brasileira                                  muito pior que as queimadas na Amazônia.                                  Nós, porém, fingimos que eles são                                  ótimos leitores e redatores, e despejamos                                  sobre eles, logo no primeiro semestre, teorias                                  sofisticadas, que exigem alto poder de abstração                                  e familiaridade com a reflexão filosófica,                                  e textos de literatura clássica, escritos                                  numa língua que para eles é quase                                  estrangeira. E assim vamos nos iludindo e iludindo                                  os estudantes. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                               &lt;p&gt;&lt;span class="textopeq"&gt;O resultado é que                                  os estudantes de Letras saem diplomados sem saber                                  lingüística, sem saber teoria e crítica                                  literária e sem saber escrever um texto                                  acadêmico com pé e cabeça.                                  Todos os dias, recebo mensagens de formandos que                                  me pedem orientação para seus trabalhos                                  finais. Alguns até me enviam seus projetos.                                  São textos repletos de erros primários                                  de ortografia, pontuação, sintaxe,                                  vocabulário, com frases truncadas e sem                                  sentido. Assim eles chegam ao final do curso,                                  e suas monografias, mal escritas, sem nenhum rigor                                  teórico ou metodológico, são                                  aprovadas alegre e irresponsavelmente por seus                                  supostos orientadores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                               &lt;span class="textopeq"&gt;O problema, é claro,                                  não está no fato (que merece comemoração)                                  de acolhermos na universidade alunos vindos das                                  camadas mais desfavorecidas da população.                                  O problema é não oferecermos a eles                                  condições de, primeiro, se familiarizar                                  com o mundo acadêmico, que lhes é                                  totalmente estranho, por meio de cursos intensivos                                  (e exclusivos) de leitura e produção                                  de textos, de muita leitura e muita produção                                  de textos, para só depois desses (no mínimo)                                  dois anos de preparação eles poderem                                  começar a adentrar o terreno das teorias,                                  das reflexões filosóficas, da alta                                  literatura. Se não fizermos isso urgentemente                                  (anteontem!), as salas de aula do ensino básico                                  estarão ocupadas por professores que, mal                                  sabendo ler e escrever adequadamente, não                                  poderão desempenhar sua principal tarefa:                                  ensinar a ler e a escrever adequadamente! Não                                  sei, aliás, por que escrevi "estarão                                  ocupadas": elas já estão ocupadas,                                  neste momento, por essas pessoas, de quem se cobra                                  tanto e a quem não se oferece uma formação                                  docente que também seja, minimamente, decente.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-8778195766647065257?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/8778195766647065257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=8778195766647065257&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/8778195766647065257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/8778195766647065257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2009/01/o-dia-em-que-concordei-com-marcos-bagno.html' title='O dia em que concordei com Marcos Bagno'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SXDreY8-tZI/AAAAAAAAAFk/8n0PTlR1Qn4/s72-c/chuveiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-7610618500521782425</id><published>2009-01-14T12:58:00.000-08:00</published><updated>2009-02-10T02:54:45.313-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>O Coro Pacifista</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mND3xQtZAFg/SW5SMkLri2I/AAAAAAAAAAc/P9hp4JkTfwk/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291256988031486818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 146px; CURSOR: hand; HEIGHT: 111px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mND3xQtZAFg/SW5SMkLri2I/AAAAAAAAAAc/P9hp4JkTfwk/s320/images.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por Elton Frederick:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A busca pela paz, entendida aqui em seu sentido mais amplo, que abrange a substituição da violência pelo diálogo, a inimizade pela amizade, o ódio pelo amor, seria o mais nobre dos anseios humanos, o objetivo último da civilização. A guerra representaria o que temos de obscuro, o atraso; a paz, o clarão das luzes, o moderno. E isso fica patente em tempos de prélio: o discurso pacifista surge com força e autoridade, convidando os defensores do bem a se manifestarem em favor daqueles que ora choram por seus mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um velho ditado, oriundo dos confins do senso comum, que assegura que as guerras não produzem vencedores ou vencidos: todos perdem. A máxima leva em conta aquilo que seria uma espécie de “sentimento comum”, presente em todo homem, que faz com que as inúmeras mortes, a destruição e o sofrimento de nossos “irmãos” nos tornem — agredidos ou agressores — derrotados. "A morte de qualquer homem me diminui, porque faço parte da humanidade", re-poetaria John Donne, ao ver nossas mais recentes desventuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro um parêntese: os que hoje gritam por paz na Terra são os mesmos que não hesitam em amaldiçoar até a décima geração daqueles que ousarem lhes aplicar uma fechada no trânsito; são os mesmos que não pensam duas vezes antes de esbofetear um vizinho barulhento. A solidariedade a distância sempre traz consigo um hálito de hipocrisia. Fecho o parêntese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conflito entre o exército de Israel e os terroristas do Hamas na Faixa de Gaza, além de desnudar, mais uma vez, o delicado estado de coisas na região, mostra a inocência do coro pacifista. Aquilo que seria um indício de esperança – dado o número de manifestações pedindo o fim do conflito, e a quase unânime sensação de que a luta armada é um mal que precisa ser extirpado – me parece, ao contrário, um claro sinal ingenuidade, misturado à mais repudiável forma de caradurismo político: a demagogia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se entendermos a guerra como o exercício da política por outros meios, fica claro que os conflitos resultam em vencedores e vencidos, a despeito do “sentimento comum” que nos uniria em nome da paz. É evidente que a morte de civis – penso nas crianças que morrem e naquelas que viverão sem a certeza de futuro – é algo repudiável; é comovente ver escolas destruídas, pessoas desabrigadas e famintas, e isso nos causa horror. Todavia, esse é um aspecto que, a meu ver, está embutido no cálculo do beligerante, razão pela qual não faz muito sentido apelar para os escrúpulos humanistas das partes em conflito. Trata-se, obviamente, de uma equação macabra, porém real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, me parece uma medida contraproducente repudiar os conflitos sem apresentar algo que os substitua. Sim, porque a paz – tal como é apresentada por nossos beatos – não é uma concorrente à altura da guerra. A paz como um mero vocábulo, que não carrega consigo um conjunto de valores que nos ajudem a suplantar a guerra, é, a meu ver, conversa fiada, uma gratuidade que não nos leva a lugar algum, que não resulta em nada. Serve apenas para manifestar um bom-mocismo artificial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A simples renúncia à guerra não resolve os conflitos que ela se propõe a sanar. Pensa-se, ingênua ou desonestamente, que para acabar com as batalhas basta não desejá-las, reprimir determinadas paixões e tratar as armas como algo sujo, frutos da estupidez humana. E não se trata de insensibilidade: o que quero dizer é que a guerra ainda é, infelizmente, o caminho mais eficaz para a resolução de controvérsias, depois que todos os esforços chamados “diplomáticos” são esgotados. É a versão menos vulgar do “Existem coisas que só se resolvem na porrada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra não é um instinto; trata-se de uma invenção que, em muitas ocasiões, solucionou controvérsias que pareceriam insolucionáveis. Enquanto a paz também não for “inventada”, calculada para atender as demandas que ora são respondidas pelas armas; enquanto for apenas um discurso bonitinho e ordinário, a guerra será sempre uma opção a ser considerada. Lamentavelmente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-7610618500521782425?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/7610618500521782425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=7610618500521782425&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/7610618500521782425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/7610618500521782425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2009/01/o-coro-pacifista.html' title='O Coro Pacifista'/><author><name>Elton Frederick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11097479009141067523</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mND3xQtZAFg/SW5SMkLri2I/AAAAAAAAAAc/P9hp4JkTfwk/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-1061850064579867583</id><published>2009-01-04T17:22:00.001-08:00</published><updated>2009-02-10T02:58:15.393-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>O edifício do conhecimento</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SWFhGDACzOI/AAAAAAAAAFI/opH3rMDOMV8/s1600-h/o+edif%C3%ADcio+do+conhecimento.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 296px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SWFhGDACzOI/AAAAAAAAAFI/opH3rMDOMV8/s400/o+edif%C3%ADcio+do+conhecimento.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287614194022272226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sabem o que descobri?&lt;br /&gt;Que as lacunas em minha formação não são de todo inofensivas. O prédio não se sustenta por causa delas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano novo, ânimo novo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-1061850064579867583?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/1061850064579867583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=1061850064579867583&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/1061850064579867583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/1061850064579867583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2009/01/o-edifcio-do-conhecimento.html' title='O edifício do conhecimento'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SWFhGDACzOI/AAAAAAAAAFI/opH3rMDOMV8/s72-c/o+edif%C3%ADcio+do+conhecimento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-8620379960950098986</id><published>2008-12-27T12:24:00.000-08:00</published><updated>2009-02-10T02:54:45.314-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Grampeando Maquiavel</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mND3xQtZAFg/SVaPfxQ50BI/AAAAAAAAAAU/GDBMo7kYiHE/s1600-h/justica%284%29.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284568988728807442" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 213px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mND3xQtZAFg/SVaPfxQ50BI/AAAAAAAAAAU/GDBMo7kYiHE/s320/justica%284%29.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A civilização não é produto da natureza, um fato consumado desde sempre, um acidente, como muitas vezes nos parece. Antes, é um edifício em construção perpétua, que exige daqueles que a veneram e a desejam um cultivo vigilante, uma profissão de fé. Afinal, a ordem inercial das coisas sempre nos conduz à barbárie. Da mesma forma é o Estado Democrático de Direito: a familiaridade às vezes traz consigo o desprezo, dando a impressão de que essa coisa sempre esteve aí, como um vaso velho que vive despercebido no canto da sala, e só damos conta de sua existência quando um ser atabalhoado o transforma em cacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei nisso enquanto assistia a uma entrevista do delegado &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=2pdD1M04hjo&amp;amp;feature=related"&gt;&lt;/a&gt;Protógenes Queiroz, pai biológico da &lt;a href="http://search.folha.com.br/search?site=online&amp;amp;q=%22Opera%E7%E3o+Satiagraha%22&amp;amp;src=redacao"&gt;Operação Satiagraha&lt;/a&gt;. Tenho pra mim que apesar de sempre manifestar uma espécie de messianismo populista – que inevitavelmente tende à demagogia - trata-se de um homem bem intencionado (aquela espécie que povoa o inferno). Quer botar na cadeia os larápios de ternos bem cortados, figurões cuja prisão contraria a afamada filosofia popular segundo a qual “rico não vai em cana”. Na República de Protógenes vai, ô se vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que há de errado com isso? Não é louvável a democratização do xilindró para todos os públicos, independentemente da cor, credo ou classe social? &lt;a href="http://blog.estadao.com.br/blog/tutty/"&gt;Tutty Vasques&lt;/a&gt;, jornalista-humorista do Estadão, resumiu o espírito do problema: rico algemado é tão engraçado quanto pobre andando de &lt;a href="http://s3.amazonaws.com/rede_prod/assets/0038/6750/Limousine_Branca_-_1.jpg"&gt;limousine&lt;/a&gt;. Na mosca! &lt;a href="http://f.i.uol.com.br/folha/homepage/images/08190190.jpg"&gt;Celso Pitta algemado&lt;/a&gt; de pijamas faz o povão vibrar; traz-nos a impressão de que nesse país não tem nhem-nhem-nhem, não tem carteirada, aqui não se admite o “você sabe com quem está falando?”. É a judicialização da vingança social: no Brasil, os ricos também choram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que o preço pago para satisfazer essa ânsia por “isonomia” tem custado caro demais. O delegado justiceiro disse, na entrevista citada acima, que não vê problema nenhum em chamar e tratar como “bandido” seus investigados. Indagado se o método não extrapolaria suas funções, já que “julgar” é um procedimento que cabe unicamente à justiça, o homem foi categórico: A população não se incomoda com isso; a população se incomoda com crianças que moram sob viadutos, se incomoda com a fome. Viva!, ele fala em nome do “povo” – esse conceito sociologicamente indefinido e indefinível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que vale a pena solapar o Estado de Direito (nem que seja só um pouquinho) para encurralar Daniel Dantas? Será que vale a pena lançar mão de procedimentos, digamos, ilegais para prender aquele que seria o maior corrupto e corruptor do país? A fala de Protógenes dá a entender que sim. Segundo a lógica do delegado, a arapongagem esporádica, o atropelo momentâneo da lei, o jeitinho, seriam preços acessíveis ante o benefício alcançado. Afinal, o “povo” anseia por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suponho, no entanto, que o preço seja alto demais. Temo que uma vez preso Daniel Dantas, as mazelas da vida desse “povo” que, supostamente, almeja que ele mofe atrás das grades – custe o que custar - continuará rigorosamente a mesma: a corrupção e a impunidade continuarão a fazer parte do panteão da história nacional. Disse “a mesma” e já me corrijo: ficará pior, uma vez que agora convivemos com alguém que, revestido com os “poderes do povo”, tem licença irrestrita para legislar, dizer quem são os bandidos e quem são os mocinhos. E os tratar como tais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justiça seja feita: Protógenes é um homem de bem, mas desconfio que ele tenha grampeado Maquiavel. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-8620379960950098986?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/8620379960950098986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=8620379960950098986&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/8620379960950098986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/8620379960950098986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/12/grampeando-maquiavel.html' title='Grampeando Maquiavel'/><author><name>Elton Frederick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11097479009141067523</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mND3xQtZAFg/SVaPfxQ50BI/AAAAAAAAAAU/GDBMo7kYiHE/s72-c/justica%284%29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-6083610279457727142</id><published>2008-12-24T06:47:00.001-08:00</published><updated>2009-02-10T03:07:35.756-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><title type='text'>A teimosia divina</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SVJLnQgYmyI/AAAAAAAAAFA/5puhp570Mgg/s1600-h/nativity_dore.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SVJLnQgYmyI/AAAAAAAAAFA/5puhp570Mgg/s400/nativity_dore.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5283368450676792098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:donotoptimizeforbrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoBodyText, li.MsoBodyText, div.MsoBodyText  {margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  text-align:justify;  line-height:150%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:612.0pt 792.0pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:35.4pt;  mso-footer-margin:35.4pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="line-height: normal;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:times new roman;font-size:85%;"  &gt;Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus. (II Cor. 5:18-20)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Aqui e ali se ouvem severas críticas ao chamado apelo comercial do Natal. Mais do que isso: com aquele ar de descaso, muitos afirmam que se trata de uma comemoração atrelada a um consumismo exacerbado, na qual importa consumir, consumir, comprar e comprar. Embora seja meio difícil negar tal realidade, há uma peculiaridade que o distingue das demais datas comemorativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A que me refiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refiro-me ao fato de que, em geral, as pessoas estão mais inclinadas a pensar nos outros. Parece-me haver uma nítida diferença entre aquela compulsão neurótica por consumir e ter e o pretenso consumismo natalino. Quando saio para comprar um presente, tenho necessariamente de pensar naqueles a quem pretendo presentear; tenho de imaginar o que poderia agradar, o que poderia ser útil, o que, enfim, poderia trazer um pouquinho de alegria. E é, sim, muito bom dar presentes. Ganhar também, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou dizendo isso porque essa tradição, esse hábito, esse costume, seja lá como queremos chamar, revela algo sobre a natureza humana. O homem não é um fim em si mesmo. Ninguém é auto-suficiente, ninguém pode dizer que se basta. Temos sempre a necessidade de ou nos remeter a outrem, ou de nos sentir importante para alguém. É nesse contato com as pessoas que podemos vivenciar experiências que nos ajudam a compreender que a vida tem sentido. Viktor E. Frankl chamava a essa característica humana de estar sempre dirigido a algo ou alguém fora de si de autotranscência. Para Frankl, isso é o que torna um homem um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem, então, poderia afirmar-se como absoluto, auto-suficiente? Quem poderia, pois, bastar-se a si mesmo? A única resposta que me ocorre é que Deus é auto-suficiente e se basta. Mas, ao contrário do que se poderia esperar, Deus se apresenta aos homens e os convida para relacionarem-se Consigo. Os homens, por sua vez, ora se aproximam dele, ora o renegam; ora o obedecem, ora se rebelam; ora são capazes de sofrer por fidelidade a Ele, ora são titubeantes. Enfim, quem ler os relatos bíblicos pode perceber que estes tratam basicamente dos desvios do homem e a insistência divina de se apresentar e de providenciar a reconciliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Natal, celebramos o maior dos presentes divinos. A sinalização de que, apesar dos nossos descaminhos, Ele ainda nos ama, ainda se importa conosco e espera que nos acheguemos a Ele. O Natal é a festa da reconciliação, a solução definitiva para a teimosia do homem que se desvia. É uma espécie de teimosia divina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-6083610279457727142?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/6083610279457727142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=6083610279457727142&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/6083610279457727142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/6083610279457727142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/12/teimosia-divina.html' title='A teimosia divina'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SVJLnQgYmyI/AAAAAAAAAFA/5puhp570Mgg/s72-c/nativity_dore.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-9131571369534519583</id><published>2008-12-22T04:51:00.000-08:00</published><updated>2009-02-10T02:58:15.394-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>A dimensão plástica da irrelevância</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SU_rMiE-nGI/AAAAAAAAAE4/edPoyGiaIbo/s1600-h/piveta.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SU_rMiE-nGI/AAAAAAAAAE4/edPoyGiaIbo/s400/piveta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282699488467524706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com um sorriso no rosto, a menina voltava a gozar a liberdade que haviam lhe tomado. 54 dias de privação. Os arautos da liberdade de expressão, os defensores das minorias e de tudo o que é bom, belo e puro sorriram juntos. &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u475414.shtml"&gt;Carolina Pivetta da Motta&lt;/a&gt;, nome de batismo da “pichadora da bienal”, enfim, estava livre para voltar à rotina. Rotina? Infelizmente parece que ela não a tem. Mesmo alçada à condição de símbolo de resistência, personificação de todas as injustiças, acho que menina não terá muito a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carol (trato-a com intimidade, já que, agora, ela faz parte de nosso universo) pertence a uma categoria de seres que crêem doentiamente que têm algo a dizer. Ela precisa expressar sua verdade revelada, para o bem daqueles que ainda vivem nas trevas. Sem sua transgressão, sem a interferência de seu grupo no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;design &lt;/span&gt;da cidade, a vida fica muito mais triste. Aliás, a simples idéia de “transgredir”, independentemente de por que e do que se transgride, parece justificar qualquer banalidade, qualquer barulho, qualquer violência. É a linguagem dos libertários, dos descolados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma leviandade dizer que, ao optarem por cobrir as ruas da cidade com seus garranchos, pessoas como Caroline Pivetta desejam apenas sair do anonimato, serem reconhecidas. É muito mais do que isso: querem é despir-se de sua (nossa) bruta irrelevância. E a verdade é que um dos grandes dramas da vida humana é justamente este: somos relevantes apenas para um número muito reduzido de pessoas. Todos nós. E essa falta de importância – que é produto da própria arquitetura do mundo – para alguns é insuportável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caroline decerto não se considera uma criminosa; mas aposto que se tem por genial, por única. Quer nos mostrar, por meio de seus 37 rabiscos em diferentes “picos” da cidade, uma verdade que ela crê ter descoberto. E, como eficiente ministra da Ordem Superior, apresenta-nos – mesmo que à força – aquilo que sem ela seríamos incapazes de perceber. Sua brutalidade gráfica é, na verdade, catequizante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lamentável é que não damos bola para as “intervenções” de Carolina. Achamos aquilo uma grosseria, uma provocação violenta e tola. Não tenho nenhum interesse em enxergar a verdade sublimada na grafia marginal. E, para esse espírito mimado, nada é mais doloroso do que viver prisioneira da própria irrelevância. Livre. Mas apenas juridicamente. Por mais que lhe digam o contrário, Carol, as cadeias da insignificância ainda nos cercam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-9131571369534519583?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/9131571369534519583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=9131571369534519583&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/9131571369534519583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/9131571369534519583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/12/dimenso-plstica-da-irrelevncia.html' title='A dimensão plástica da irrelevância'/><author><name>Elton Frederick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11097479009141067523</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SU_rMiE-nGI/AAAAAAAAAE4/edPoyGiaIbo/s72-c/piveta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-1441534680657488725</id><published>2008-12-17T13:45:00.000-08:00</published><updated>2009-02-10T03:06:59.450-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Para além do cronista espirituoso</title><content type='html'>Leitores desavisados, acostumados com a superficialidade de uma rápida leitura do jornal, talvez ainda não tenham atinado com a perspicácia do cronista da Folha de São Paulo, &lt;a href="http://www.jpcoutinho.com/"&gt;JP Coutinho&lt;/a&gt;. Não se trata de um mero cronista que ora faz gracejos, ora assume posições polêmicas. Para além disso, ele é um estudioso sério, grande professor e dotado daquela capacidade de tratar com leveza e humor assuntos leves e com gravidade assuntos graves. Por que digo isso?&lt;br /&gt;Porque tive oportunidade de conhecer um pouco mais do que o colunista da Folha. Fui aluno seu no curso que ministrou no &lt;a href="http://www.ceu.org.br/novo/departamento_view.php?id=5"&gt;IICS&lt;/a&gt;, em São Paulo. Reproduzo aqui a entrevista dada pelo gajo (como brinca o &lt;a href="http://www.dicta.com.br/entrevista-exclusiva-com-joao-pereira-coutinho-parte-1/"&gt;Martim)&lt;/a&gt; e publicada originalmente  no site da &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=11024573&amp;amp;sid=947190172101119590648590960&amp;amp;k5=280A40A1&amp;amp;uid="&gt;Revista Dicta&amp;amp;Contradicta&lt;/a&gt;. Vale a pena conferir. Por enquanto, as duas primeiras partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Parte 1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="264"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6QKNT917dSE&amp;amp;hl=es&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6QKNT917dSE&amp;amp;hl=es&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="264"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Parte 2&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="264"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5EOK4aizSyM&amp;amp;hl=es&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5EOK4aizSyM&amp;amp;hl=es&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="264"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-1441534680657488725?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/1441534680657488725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=1441534680657488725&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/1441534680657488725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/1441534680657488725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/12/para-alm-do-cronista.html' title='Para além do cronista espirituoso'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-8082124383475418943</id><published>2008-12-02T16:36:00.000-08:00</published><updated>2009-02-10T02:57:20.130-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viktor E. Frankl'/><title type='text'>Rumo ao nada?</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:donotoptimizeforbrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:612.0pt 792.0pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:35.4pt;  mso-footer-margin:35.4pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 0);"&gt;Dois excertos de Viktor E. Frankl&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BtE0Y6CTQMQ&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BtE0Y6CTQMQ&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Sigmund Freud afirmou em certa ocasião: "Imaginemos que alguém coloca determinado  grupo de pessoas, bastante diversificado, numa mesma e uniforme situação de fome. Com o  aumento da necessidade imperativa da fome, todas as diferenças individuais ficarão  apagadas, e em seu lugar aparecerá a expressão uniforme da mesma necessidade não  satisfeita."Graças a Deus, Sigmund Freud não precisou conhecer os campos de  concentração do lado de dentro. Seus objetos de estudo deitavam sobre divãs de pelúcia  desenhados no estilo da cultura vitoriana, e não na imundície de Auschwitz. Lá, as  "diferenças individuais" não se "apagaram", mas, ao contrário, as pessoas ficaram mais  diferentes; os indivíduos retiraram suas máscaras, tanto os porcos como os santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A vida no campo de concentração ensejava sem dúvida o rompimento de um abismo nas  profundezas extremas do ser humano. Não deveria surpreender-nos o fato de que essas  profundezas punham a descoberto simplesmente a natureza humana, o ser humano como  ele é — uma liga do bem e do mal! A ruptura que perpassa toda a existência humana e  distingue bem e mal alcança mesmo as mais extremas profundezas e se revela até no fundo  desse abismo aberto pelo campo de concentração.  Ficamos conhecendo o ser humano como talvez nenhuma geração humana antes de nós.  O que é, então, um ser humano? É o ser que sempre decide o que ele é. É o ser que  inventou as câmaras de gás; mas é também aquele ser que entrou nas câmaras de gás,  ereto, com uma oração nos lábios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-8082124383475418943?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/8082124383475418943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=8082124383475418943&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/8082124383475418943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/8082124383475418943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/12/rumo-ao-nada.html' title='Rumo ao nada?'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-5158662692221339297</id><published>2008-11-28T02:46:00.000-08:00</published><updated>2009-02-10T02:58:57.321-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>É HOJE!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://nemespucsp.wordpress.com/"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 193px; height: 269px;" src="http://nemespucsp.files.wordpress.com/2008/11/poster_seminario_nemes_grande1.jpg?w=193&amp;amp;h=271" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A essa altura, todos os organizadores já estão mobilizados para que tudo corra bem. Sei que para muitos que me lerem durante o dia restará apenas a oportunidade de fazer um lamento do tipo "Poxa, perdi!". Para aqueles que, como eu, conseguirão pegar pelo menos parte do evento, fica a dica. Reproduzo abaixo a parte da programação que, creio, conseguirei assistir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;17h00 – 18h30  ::  Sessão Especial&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left; line-height: 150%;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;h4 class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;O Mal no relativismo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;(Mediação: Maria Cristina Mariante Guarnieri)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(128, 128, 128);"&gt;&lt;span&gt;- Prof. Dr. Leandro Karnal (UNICAMP) :: &lt;em&gt;A demonização dos vícios e dos males indígenas nas obras coloniais.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(128, 128, 128);"&gt;&lt;span&gt;- Prof. Dr. Luiz Felipe Ponde (PUC-SP) :: &lt;em&gt;Moral como hábito.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(128, 128, 128);"&gt;________________________________________________________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 153);"&gt;18h30 – 19h00  ::  Intervalo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: rgb(128, 128, 128);"&gt;________________________________________________________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;h3 class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;NOITE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;19h00&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; – 20h40  :: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;Sessão V de Comunicações do NEMES-PUCSP&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left; line-height: 150%;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;h4 class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;Existe o Bem possível?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;(Mediação: Maria José Caldeira do Amaral)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(128, 128, 128);"&gt;&lt;span&gt;- Doutoranda Ana Cláudia Patitucci :: &lt;em&gt;A Tragédia Grega e a questão do Mal.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(128, 128, 128);"&gt;&lt;span&gt;- Drª Maria Cristina Guarnieri :: &lt;em&gt;Mal e Liberdade em Kierkegaard e Berdiaev&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(128, 128, 128);"&gt;&lt;span&gt;- Ms Jacqueline Sakamoto :: &lt;em&gt;O Mal na Estética da Queda em Dostoiévski&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(128, 128, 128);"&gt;&lt;span&gt;- Ms Rodrigo Inácio :: &lt;em&gt;O anti-procriacionismo como crítica antropológica radical em Emil Cioran.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: rgb(128, 128, 128);"&gt;________________________________________________________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;20h40&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; – 22h30  :: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;Sessão Especial de Encerramento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left; line-height: 150%;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;h4 class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;O Mal na Filosofia e na Teologia, num espaço moderno e contemporâneo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt; &lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;(Mediação: Prof. Dr. Luiz Felipe Pondé)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: rgb(128, 128, 128);"&gt;&lt;span&gt;- Prof. Dr. Oswaldo Giacoia Junior (UNICAMP) :: &lt;em&gt;A Positividade do Mal em Schopenhauer.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: rgb(128, 128, 128);"&gt;&lt;span&gt;- Prof. Dr. Eduardo Rodrigues da Cruz (PUC-SP) :: &lt;em&gt;Um Embate Contemporâneo sobre o Mal - Teologia Judaico-Cristã versus Teologia Transhumanista&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-5158662692221339297?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/5158662692221339297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=5158662692221339297&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/5158662692221339297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/5158662692221339297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/11/hoje.html' title='É HOJE!'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-3017380408436382830</id><published>2008-11-27T16:03:00.000-08:00</published><updated>2009-02-10T02:58:57.321-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>Número 2</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SS894agbR7I/AAAAAAAAAEw/GZPv_9wgzjI/s1600-h/dicta+v.2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 286px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SS894agbR7I/AAAAAAAAAEw/GZPv_9wgzjI/s400/dicta+v.2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273501728071436210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Interrompo o longo período de silêncio por aqui para anunciar que em breve o &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=11024573&amp;amp;sid=01951822210831694245975425&amp;amp;k5=DC0A924&amp;amp;uid="&gt;número 2 &lt;/a&gt;da Revista &lt;a href="http://www.dicta.com.br/"&gt;Dicta&amp;amp;Contradicta&lt;/a&gt; estará em circulação. Na ocasião do lançamento da revista, houve alguma &lt;a href="http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/06/de-como-fui-parar-no-observatrio-da.html"&gt;polêmica&lt;/a&gt;, tentaram impingir a pecha de revista da &lt;a href="http://www.opusdei.org.br/"&gt;Opus Dei&lt;/a&gt;, de direita, etc., etc. Mas houve também uma boa receptividade. Passados já seis meses, a revista volta a mostrar a sua cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quer que a tenha lido poderá atestar sua qualidade. Além da sobriedade do projeto gráfico, os textos são muito bons. Isso significa que tudo o que nela vem publicado deve ser simplesmente aceito, acriticamente? Dãã, claro que não! Quer dizer apenas que, mesmo quando ela dá voz a autores pouco conhecidos, ou antes, pouco populares, eles o fazem com competência. E a atitude mais inteligente diante disso não é a rejeição pura e simples, baseada em opiniões pré-formadas, em preconceitos. Pelo contrário, o importante é procurar compreender o que estão dizendo. Mais do que isso: sem ter as referências compartilhadas, fica difícil de fazer uma crítica bem fundamentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então é isso. O que eles fazem, e muito bem, é pôr em circulação no Brasil autores ignorados ou rechaçados pela academia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A previsão é que o lançamento seja feito &lt;a href="http://ainttalkin.blogspot.com/2008/11/dicta-n-2-est-quase-pronta.html"&gt;no dia 08/12&lt;/a&gt;, na livraria Cultura da Avenida Paulista. Mas essa ainda não é uma informação oficial. Aguardemos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-3017380408436382830?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/3017380408436382830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=3017380408436382830&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/3017380408436382830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/3017380408436382830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/11/nmero-2.html' title='Número 2'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SS894agbR7I/AAAAAAAAAEw/GZPv_9wgzjI/s72-c/dicta+v.2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-5398623132181227411</id><published>2008-11-10T13:54:00.000-08:00</published><updated>2009-02-10T02:54:45.314-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Antes e depois de Obama</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mND3xQtZAFg/SRiyC6l-9rI/AAAAAAAAAAM/sUncf_bB4bk/s1600-h/barack_obama2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267155527367849650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 318px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mND3xQtZAFg/SRiyC6l-9rI/AAAAAAAAAAM/sUncf_bB4bk/s320/barack_obama2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Me senti ludibriado. Por volta das 7 da manhã da última quarta-feira, acordei com uma efusiva mensagem vinda da TV: o mundo não era mais o mesmo. Até esbocei uma certa indiferença, mas como a manhã é sempre traiçoeira para aqueles que dominam a arte de dormir, resolvi prestar mais atenção àquela coisa. E o repórter insistia: era mesmo o fim de nossas dores. E a cura do mundo vinha de um lugar improvável, acusado de sempre contribuir para a infecção de nossas chagas. E, para espanto generalizado, o remédio era produto da vontade de uma gente reconhecidamente arrogante que, agora, presenteava o mundo com esta boa nova. Sim, “They Can”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade, contudo, é que apesar das promessas de tempos áureos e novas felicidades, me parece que a vida continua seguidora de sua lógica pouco ortodoxa: tão imprevisível e insuportável (para a maioria) quanto ontem. O trânsito, pelo que vejo, mantém-se apocalíptico; minhas contas chegaram com a pontualidade britânica de sempre; o céu está cinza; os livros continuam caros. Em suma: a vida continua rigorosamente a mesma. A idéia de dividir nosso século em AO/DO (Antes de Obama, Depois de Obama), me parece precipitada e insalubre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precipitada porque não se sabe o que é Obama. Apesar dos sonhos vendidos, a chamada vida real é mais complexa do que os discursos apaixonados e apaixonantes proferidos durante a campanha. Insalubre porque exige dispensar à política algo que ela não merece: fé. E quando digo “fé” refiro-me justamente àquela descrição bíblica: a certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se vêem. E a razão de minha preferência ao ceticismo é muito simples: a política é, em si, insuficiente. Ela é incapaz de abarcar os vícios que produzimos diariamente, de satisfazer nossas paixões íntimas. Por isso, a felicidade nunca – exagero? – é um produto (unicamente) da política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente isso não significa que devemos repudiar a política, suas causas e resultados; não significa tampouco deixar de vigiar, fazer escolhas, exigir melhorias e, no extremo, acreditar em “um novo mundo”. Nada disso. Trata-se apenas de colocá-la em seu devido lugar, saber até onde ela pode nos levar, conhecer seus limites. Caso contrário, a ascensão de Obama – ou de qualquer outro candidato a santo - terá o efeito de um livro de auto-ajuda: um alívio momentâneo que se dissolve diante da dureza da realidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-5398623132181227411?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/5398623132181227411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=5398623132181227411&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/5398623132181227411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/5398623132181227411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/11/antes-e-depois-de-obama.html' title='Antes e depois de Obama'/><author><name>Elton Frederick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11097479009141067523</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mND3xQtZAFg/SRiyC6l-9rI/AAAAAAAAAAM/sUncf_bB4bk/s72-c/barack_obama2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-2984049984012254298</id><published>2008-11-04T17:24:00.000-08:00</published><updated>2009-02-10T02:56:39.928-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção'/><title type='text'>Letramento</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://seguro.intergiro.net/painel/arquivos/centralartes/produtos/big/Alfabeto%20Animado%201054%20145_2007112112462.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 180px; height: 182px;" src="http://seguro.intergiro.net/painel/arquivos/centralartes/produtos/big/Alfabeto%20Animado%201054%20145_2007112112462.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:donotoptimizeforbrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:612.0pt 792.0pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:36.0pt;  mso-footer-margin:36.0pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;&lt;/w:view&gt;&lt;w:hyphenationzone&gt;&lt;/w:hyphenationzone&gt; &lt;w:donotoptimizeforbrowser&gt;&lt;/w:donotoptimizeforbrowser&gt;&lt;/w:worddocument&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:612.0pt 792.0pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:36.0pt;  mso-footer-margin:36.0pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Convidadas por um menino,&lt;br /&gt;as letras saíram para brincar.&lt;br /&gt;O menino, muito ativo,&lt;br /&gt;estava com palavras a formar.&lt;br /&gt;Juntou, pois, todas as letras,&lt;br /&gt;e fez uma exclamação:&lt;br /&gt;– Cada uma de vocês&lt;br /&gt;terá uma missão.&lt;br /&gt;Tudo o que eu falar&lt;br /&gt;vocês devem obedecer,&lt;br /&gt;depois perceberão&lt;br /&gt;um milagre acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As letras todas, espantadas,&lt;br /&gt;estavam a hesitar:&lt;br /&gt;– Que será que esse menino&lt;br /&gt;com a gente vai aprontar?&lt;br /&gt;Até que uma delas,&lt;br /&gt;o “A”, sempre presente,&lt;br /&gt;traqüilizou as demais:&lt;br /&gt;– O menino é inteligente,&lt;br /&gt;ele sabe o que faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Formem grupos – disse o menino.&lt;br /&gt;E aí começou a confusão.&lt;br /&gt;A, E, I, O, U não sabiam a sua função.&lt;br /&gt;– Vocês têm muitos amigos,&lt;br /&gt;com todos vão se juntar.&lt;br /&gt;Parem já com essa briga&lt;br /&gt;e comecem a criar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As letras de mãos dadas&lt;br /&gt;passaram a desconfiar:&lt;br /&gt;– Será que é importante&lt;br /&gt;ocupar este lugar?&lt;br /&gt;O menino, sorridente,&lt;br /&gt;sem demora respondeu:&lt;br /&gt;– Vocês são um presente&lt;br /&gt;que fiz p’rum amigo meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As letras não entenderam:&lt;br /&gt;– Como assim, você vai dar a gente?&lt;br /&gt;E se ele nos maltratar?&lt;br /&gt;– Esse meu amigo é mágico,&lt;br /&gt;Tudo faz multiplicar.&lt;br /&gt;Então vocês numerosas,&lt;br /&gt;quando já forem famosas,&lt;br /&gt;verão o milagre de que falei.&lt;br /&gt;Crianças do mundo inteiro&lt;br /&gt;saberão de sua história,&lt;br /&gt;a história que contei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--  /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:612.0pt 792.0pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:35.4pt;  mso-footer-margin:35.4pt;  mso-columns:2 even 36.0pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;   A presença da &lt;a href="http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/11/questo-gramatical.html"&gt;Maísa &lt;/a&gt;por aqui me fez lembrar de um texto já velho, escrito quando tive um contato mais próximo do universo infantil. Uma experiência curta, mas da qual gostei muito. Gostei tanto que guardei o manuscrito, o que é muito raro eu fazer. Como o próprio nome deste blogue sugere, aqui vão meus exercícios de redação. Tudo ainda muito incipiente. Mas vou fazendo. É exercício, despretensioso.&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/xml&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-2984049984012254298?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/2984049984012254298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=2984049984012254298&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/2984049984012254298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/2984049984012254298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/11/letramento.html' title='Letramento'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-7558540360484220702</id><published>2008-11-04T09:43:00.001-08:00</published><updated>2009-02-10T02:58:57.321-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>I SEMINÁRIO NEMES: O Mal está entre nós?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SRCJ8FsPYhI/AAAAAAAAAEo/P31xaXuplWw/s1600-h/EMAIL_seminario_1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 201px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SRCJ8FsPYhI/AAAAAAAAAEo/P31xaXuplWw/s400/EMAIL_seminario_1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264859629809000978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O núcleo de estudos em mística e santidade da PUC-SP, dirigido pelo Professor Luis Felipe Pondé, realizará no dia 28/11 o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;I Seminário NEMES: O mal está entre nós?&lt;/span&gt; A programação está disponível &lt;a href="http://nemespucsp.wordpress.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Minha intenção é estar lá, mas como ainda não tenho de certeza que será possível, divulgo. Clique na imagem para ver o cartaz em tamanho ampliado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-7558540360484220702?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/7558540360484220702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=7558540360484220702&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/7558540360484220702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/7558540360484220702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/11/i-seminrio-nemes-o-mal-est-entre-ns.html' title='I SEMINÁRIO NEMES: O Mal está entre nós?'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SRCJ8FsPYhI/AAAAAAAAAEo/P31xaXuplWw/s72-c/EMAIL_seminario_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-309662201962613903</id><published>2008-11-04T08:02:00.000-08:00</published><updated>2009-02-10T02:58:57.321-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>Questão gramatical: umazinha menininha engraçadinha</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/wxNYSeNyhx0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/wxNYSeNyhx0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas expressões bastante consolidadas em nossa língua contêm em si equívocos curiosos. Uma delas é aquela afirmação entusiasmada &lt;span&gt;"Concordo em gênero, número e grau&lt;/span&gt;!". Pois bem, qual é o equívoco? Vamos relembrar. Concordância é aquela necessidade intrínseca de flexionar todos os elementos do sintagma para manter a adequação entre eles. Se digo "um menino engraçado", tenho de deixar artigo e adjetivo em concordância com o núcleo do sintagma, no caso o substantivo menino. Se eu flexionar o núcleo, tenho necessariamente de flexionar também seus adjuntos. Por exemplo: "Uma menina engraçada". Isso acontece tanto na flexão de gênero quanto de número. Mas não no grau. Não há nada que me impeça de dizer, sei lá, "uma menina engraçadinha", ou uma "menininha engraçada". Aliás, pareceria ridículo ter de dizer "umazinha menininha engraçadinha". Pois bem, caso encerrado. Grau não exige concordância. O que nas línguas sintéticas, entre elas o latim, exige concordância é a flexão em caso. Se disséssemos concordo em gênero, número e caso, aí não haveria problema, exceto, é claro, o fato de não ser muito bem compreendido ou considerado um mala.&lt;br /&gt;Uma outra curiosidade é a relação direta entre gênero gramatical e sexo. Aprendi na faculdade que gênero gramatical é uma categoria independente do sexo por uma razão muito simples: todos os substantivos têm gênero, mesmo que não tenham sexo. Por que diabos porta é feminino? E parede? E cadeira? E por que, então, carro, livro ou telefone são masculinos? Sei lá eu. É só mais uma arbitrariedade da língua. Curioso mesmo é quando uma menina engraçadinha se mete a discutir esse tipo de coisa. E solta uma que me faz rir repetidas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja o vídeo, veja o vídeo! Essas notas servem só como pretexto para que vejam a menina engraçadinha do exemplo acima!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-309662201962613903?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/309662201962613903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=309662201962613903&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/309662201962613903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/309662201962613903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/11/questo-gramatical.html' title='Questão gramatical: umazinha menininha engraçadinha'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-496139367976100647</id><published>2008-10-23T08:31:00.001-07:00</published><updated>2009-02-10T02:58:15.394-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Lançamento</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SQCZYy9FlLI/AAAAAAAAAD8/eQiv-P9OhqU/s1600-h/Convite_Trivium.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 298px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SQCZYy9FlLI/AAAAAAAAAD8/eQiv-P9OhqU/s400/Convite_Trivium.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260373016042640562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menção de &lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/semana/060904dc.html"&gt;Olavo de Carvalho&lt;/a&gt; ao livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No plano intelectual, o estudante deve esforçar-se para obter a mais alta qualificação possível, adotando como modelos da sua auto-educação as práticas melhores registradas historicamente: as da Academia platônica, do Liceu aristotélico, da universidade européia no século XIII (com seus ecos residuais na filosofia cristã moderna, por exemplo  La Vie Intellectuelle de A. D. Sertillanges e Conseils sur la Vie Intellectuelle de Jean Guitton), da intelectualidade superior alemã no século XIX e austríaca no começo do século XX (tal como descrita, por exemplo, nos depoimentos de Eric Voegelin, Otto Maria Carpeaux e Marjorie Perloff) e, last not least, da tradição americana de liberal education (v., além do clássico How to Read a Book de Mortimer J. Adler, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;The Trivium, de Sister Miriam Joseph&lt;/span&gt;, Another Sort of Learning, de James V. Schall, e The House of Intellect, de Jacques Barzun).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-496139367976100647?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/496139367976100647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=496139367976100647&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/496139367976100647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/496139367976100647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/10/lanamento.html' title='Lançamento'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SQCZYy9FlLI/AAAAAAAAAD8/eQiv-P9OhqU/s72-c/Convite_Trivium.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-4735305576816561387</id><published>2008-10-22T05:25:00.001-07:00</published><updated>2009-02-10T02:56:39.928-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção'/><title type='text'>O que de graça recebestes</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.estradar.com/wp-content/uploads/2007/10/pincel-na-estrada.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.estradar.com/wp-content/uploads/2007/10/pincel-na-estrada.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;— E assim termino a minha exposição. Muito obrigado!&lt;br /&gt;Houve uma explosão de aplausos no auditório. O Dr. Müller, postado no centro do palco, permanece todo o tempo com os olhos fechados. Um ou outro percebe, mas consideram apenas como um tique de orador.&lt;br /&gt;Henrique já estava ansioso. Suas pernas tremiam, suas mãos suavam. Com seu livrinho em mãos, já surrado, fica imaginando como seria conversar diretamente com seu mestre inspirador. Ao mesmo tempo em que imaginava como seria a conversa, hesitava, temia ser mal recebido. Decidiu que seria o último a cumprimentar o professor. Assim, com menos pessoas à sua volta, poderia ao menos vencer sua timidez.&lt;br /&gt;— Olá, professor.&lt;br /&gt;— Olá, tudo bem?&lt;br /&gt;— Tudo bem, sim. É... É... — sempre que ficava nervoso, gaguejava — gostaria de pedir um a—a—autógrafo.&lt;br /&gt;Enrubescido de vergonha por apresentar um livro já velho, estende a mão em direção ao professor, que percebe que este está tremendo.&lt;br /&gt;— Está tudo bem, mesmo? Por que treme tanto?&lt;br /&gt;— Desculpe por apresentar o livro assim. Juro, não é por falta de cuidado, mas por excesso de manuseio. É o meu preferido. Me serve de inspiração.&lt;br /&gt;— Que isso..., como é seu nome? — pergunta o professor.&lt;br /&gt;— Henrique.&lt;br /&gt;Antes de postar a caneta, o professor se põe a folhear o livro.&lt;br /&gt;— Nossa, pelo visto você fez uma leitura bastante minuciosa. Ao menos é o que indicam todas essas anotações que você fez nas margens.&lt;br /&gt;A esta altura o auditório já está vazio. Ainda estão lá somente o Dr. Müller, seu assistente e Henrique.&lt;br /&gt;— A cada vez que o leio, a história suscita novas emoções em mim. Essas anotações não são críticas. São apenas as sensações que tinha enquanto lia.&lt;br /&gt;— Fico feliz por isso. Ainda me surpreendo quando fico sabendo que as minhas histórias alegram um pouco a vida dos outros.&lt;br /&gt;Um tanto sem jeito, faz um gesto com a cabeça para seu assistente e diz:&lt;br /&gt;— Preciso ir.&lt;br /&gt;Eles vão saindo, mas continuam conversando corredor afora. Entre um elogio e outro, uma pergunta e outra, Henrique, já mais descontraído, diz:&lt;br /&gt;— O senhor não sabe o quanto foi difícil estar aqui hoje. Terei de compensar essa minha ausência no trabalho.&lt;br /&gt;— E o que você faz?&lt;br /&gt;— Trabalho em uma padaria, mas alimento mesmo é o sonho de ser escritor.&lt;br /&gt;— Jura?&lt;br /&gt;— Sim. E faço tudo o que está ao meu alcance. Mas é tão difícil.&lt;br /&gt;— Tenho certeza de que você é capaz.&lt;br /&gt;— Talvez para pessoas como o senhor seja mais fácil, mas não pra mim. Tenho de trabalhar para ajudar em casa...&lt;br /&gt;— Aí é que você se engana. Mas essa conversa vai render. Tem compromisso agora? Não gostaria de ir tomar um café comigo? Se a ficar muito tarde, prometo levá—lo até sua casa.&lt;br /&gt;— Antes mesmo que pudesse pensar qualquer coisa com a cabeça, seu coração dispara e manda sua boca aceitar o convite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já assentados confortavelmente, o Dr. Müller começa então a contar a Henrique a sua própria história:&lt;br /&gt;— Você não imagina o quanto estou feliz por ter essa oportunidade. Poucos sabem de fato de onde vim. Se consegui chegar onde cheguei, foi com muito trabalho, muito esforço, muito suor e muitas, muitas lágrimas. — Henrique, ainda atônito com a situação, ouve a tudo atentamente. — Sabe uma pessoa que tem tudo para não ser nada na vida? Pois bem, este era eu. Meu pai era militante comunista. Foi a uma missão especial à URSS e nunca mais voltou. Depois ficamos sabendo que desiludiu-se com o regime e teve o mesmo destino que alguns milhões de descontentes. Minha mãe, deprimida, resolveu começar a beber. Um de meus tios fez o que estava ao seu alcance para que largasse a bebida. Tudo em vão. Para me proteger, fui enviado a um colégio de padres. E foi lá que, pela primeira vez, ouvi um discurso que mudou a minha vida. Não me refiro à pregação religiosa, não. Foram as primeiras palavras do Padre José, o professor de literatura. Lembro—me como se fosse hoje:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Todos vocês são livres para construir o próprio destino. Não importam as circunstâncias. Não importa o que dizem de você. Não importa o que pensam de você. Não importa nada disso. Se há algo que faz toda a diferença, este algo é a forma como você encara a tudo isso. Se te disserem que você não é capaz de algo, você tem duas opções: baixar a cabeça e dizer amém, "ah, eu sou um incapaz mesmo", ou enfrentar tais palavras como um desafio. É sempre assim. Não se sinta vítima de um mundo cruel e perverso. Sinta—se desafiado por ele."&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Eu era um garoto, ainda mais novo que você. Mas aquelas palavras me comoveram, tocaram no mais profundo de minha alma. Entendi que eu era livre. Era livre mesmo com todas as minhas limitações. O tempo foi passando e chegou o momento de ir para a universidade. Nessa época, meu tio já estava um tanto decrépito. Entristeci—me muito com sua morte. Mas foi a herança que ele me deixou que permitiu que custeasse meus estudos.&lt;br /&gt;Tudo isso, claro, com muitas privações. Eu era tachado como o filho do comunista com a bêbada. Aquilo me angustiava. Não fossem os livros que me acompanhavam, talvez eu não tivesse conseguido suportar tudo aquilo. E da companhia dos livros brotou naturalmente o desejo de me tornar escritor. Não almejava sucesso. Queria apenas escrever histórias que pudessem aliviar os sofrimentos das pessoas. Assim como eu recebera esse consolo, queria também que outros fossem consolados.&lt;br /&gt;O sucesso me veio de forma inesperada. Meus escritos foram adquirindo certa popularidade, até que, sabe—se lá como, foram parar nas mãos de um grande editor. Quando leu pela primeira vez "A volta do herói", ainda manuscrito, ele ficou eufórico por ter "redescoberto a literatura"! Mas antes disso tive muitas portas na cara...&lt;br /&gt;Seja como for, guardo em minha lembrança cada situação vivida, cada minuto de solidão, mas também cada palavra de incentivo, cada gesto de apoio... Guardo tudo comigo. Aliás, é por isso que fico sempre com os olhos fechados sempre que termino uma conferência e recebo aplausos. É que os aplausos podem inflar o ego, mas aquilo é momentâneo. Com os olhos fechados, assisto cada um desses momentos como um filme. Alimento—me não de aplausos, mas de cada vivência que experimentei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa continuou rendendo. Parecia que eram íntimos já há anos. Enfim o Dr. Müller deixa Henrique na porta de sua casa. Seus pais já estão dormindo. Henrique então toma um banho, se olha no espelho e sorri. Sentado na cama, lê a dedicatória que seu novo amigo que lhe escreveu, põe o livro debaixo do travesseiro e se deita, certo de que sua vida não seria mais a mesma. Ele era livre. Vislumbrava já a sua obra. Sua vida tinha sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-4735305576816561387?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/4735305576816561387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=4735305576816561387&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/4735305576816561387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/4735305576816561387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/10/o-que-de-graa-recebestes.html' title='O que de graça recebestes'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-5805179500957177017</id><published>2008-10-10T08:32:00.001-07:00</published><updated>2009-02-10T02:56:39.928-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção'/><title type='text'>A cara do leão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://static.hsw.com.br/gif/narnia-8.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://static.hsw.com.br/gif/narnia-8.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nos corredores do Conjunto Nacional, se via uma dessas jovens mães, descoladas, com seus óculos de armação grossa, botas e cachecol. O que ela tinha de curioso era o olhar atônito, um semblante de preocupação, como de quem perdeu algo importante:&lt;br /&gt;– Lucas... Lucas? Cadê você? Chega, vai... Vamos, Luquinha! Acabou a brincadeira, vamos embora.&lt;br /&gt;Quem circula por aquela bandas sabe que não é nada usual ver alguém gritando (um grito comedido, é fato, mas, ainda assim, grito) por aqueles corredores.  Aos poucos, a mulher começou a ser tomada por uma aflição, um desespero, uma vontade de chorar... O tempo, claro, passava. Lá se iam mais de 30 minutos desde que o menino foi se esconder. A tensão não parava de crescer.  Por fim, ela resolve perguntar para o segurança. Um suspiro e:&lt;br /&gt;– Por gentileza, o senhor viu um menino de óculos, com uma jaqueta laranja por aí? Estávamos brincando de esconder quando, depois de quase derrubar a estátua do D. Quixote, ele resolveu ir se esconder mais longe.&lt;br /&gt;– Infelizmente, senhora, não vi, não.&lt;br /&gt;O rádio do segurança é acionado.&lt;br /&gt;– Na escuta... Tumulto na Livraria Cultura? Ok, estou indo para lá.&lt;br /&gt;– Moço, o senhor não vai me ajudar?&lt;br /&gt;– Desculpe, senhora. Meu trabalho é mais importante do que te ajudar a encontrar um garoto traquinas que sabe se esconder.&lt;br /&gt;A mulher, já atordoada, perambula aleatoriamente até que vê uma pequena aglomeração se formando na porta da Livraria. Avista,  então, o garotinho com tantos livros quantos era capaz de carregar. Como quem não se dá conta da aglomeração ou da preocupação da mãe, o menino olha para ela, sorri e diz aliviado:&lt;br /&gt;– Que bom que você chegou, mamãe. Eu achei a caixinha do Aslam, mas o homi não quer me deixar levar...&lt;br /&gt;–  Aqui o tempo não pára durante as aventuras infantis — pensou a mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um que vai para o concurso. Gostei da idéia. Acho que serviu ao menos para eu me desinibir e arriscar escrever alguma ficção. Será, será?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-5805179500957177017?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/5805179500957177017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=5805179500957177017&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/5805179500957177017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/5805179500957177017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/10/cara-do-leo.html' title='A cara do leão'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-6163147891559978705</id><published>2008-10-09T17:36:00.000-07:00</published><updated>2009-02-10T02:58:15.394-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Contos da Cultura</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SO6k1dTJQxI/AAAAAAAAADs/0qX3BvQuwJQ/s1600-h/imagem.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SO6k1dTJQxI/AAAAAAAAADs/0qX3BvQuwJQ/s320/imagem.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255319053492896530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Bem, o texto abaixo pode parecer um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;merchan &lt;/span&gt;meio fajuto, mas pelo menos tem explicação: enviei para o &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/contos_cultura/oquee.asp"&gt;Contos da Cultura&lt;/a&gt;. Tem uma porção de coisas bobinhas. Mas há bastante coisas boas também. Como o volume cresce vertiginosamente, não dou conta de ler tudo. Mas dentre os que li, há coisa que vale a pena. O requisito para a participação era que o texto contivesse no máximo 2000 toques e que nele constasse pelo menos uma vez &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/index.asp"&gt;Livraria Cultura&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicação dada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-6163147891559978705?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/6163147891559978705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=6163147891559978705&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/6163147891559978705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/6163147891559978705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/10/contos-da-cultura.html' title='Contos da Cultura'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TMWDXczqXGY/SO6k1dTJQxI/AAAAAAAAADs/0qX3BvQuwJQ/s72-c/imagem.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-8602852808586083440</id><published>2008-10-09T16:04:00.000-07:00</published><updated>2009-02-10T02:56:39.928-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção'/><title type='text'>O colecionador de relíquias</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh5.ggpht.com/_DRVLBEB30ss/RcFL0skNXiI/AAAAAAAAABA/en2l-nm-SAk/DSC03537.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://lh5.ggpht.com/_DRVLBEB30ss/RcFL0skNXiI/AAAAAAAAABA/en2l-nm-SAk/DSC03537.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tão logo chegou à casa do professor, percorreu efusivamente com o olhar os quadros, o lustre, a lareira, os livros. Havia livros por toda parte.&lt;br /&gt;— Aceita um café? &lt;br /&gt;— Hmm, aceito. &lt;br /&gt;Enquanto o professor se ausentou para preparar o café, o jovem assentou-se e se pôs a folhear uma pasta que estava sobre a mesa. Nela se encontravam postais com caracteres que ele ignorava, dedicatórias, declarações de amor, assinaturas que ele suspeitava serem autógrafos, mas tudo muito amarelado, velho, alguns até um tanto amassados ou sujos. &lt;br /&gt;— Ah, você está vendo a minha pasta? Cuidado com isso, viu. São relíquias. &lt;br /&gt;— Estava aqui intrigado tentando descobrir o que são essas coisas todas. &lt;br /&gt;— Não sabe? Que te parece? &lt;br /&gt;Hesitou e preferiu nada dizer: &lt;br /&gt;— Não faço nem idéia. &lt;br /&gt;— Cada livro tem sua própria história. Muitos são dados de presente; outros passam de geração em geração; outros ainda são trocados ou pertencem a bibliotecas. O que você tem aí são uns poucos vestígios das histórias dos meus livros. Muitos já circularam pelo mundo. Vê esses caracteres? É russo. Alguém muito desiludido com a vida detrás da cortina de ferro enviou esse postal para um amigo no ocidente. E chegou até mim dentro de um livro. &lt;br /&gt;— E esse? O que é?&lt;br /&gt;— Ignoro as personagens. Mas foi uma dedicatória escrita na folha de rosto da primeira edição de Dom Casmurro. Como pode ver, foi uma forma indireta usar o livro: o autor acusava a esposa de ser uma espécie de Bentinho. Achei que merecia ser guardada. &lt;br /&gt;— Nossa, que legal! &lt;br /&gt;— Vai folheando. Devagar! Pára aí. Esta foto é do Graciliano com o avô de um amigo. Só cheguei a descobrir quem era anos depois, por acaso, quando este amigo veio me visitar e comentou sobre o livro de estimação de seu avô. Dentro do livro, a foto.&lt;br /&gt;— E como chegou até você?&lt;br /&gt;— Comprei num sebo. Muito do que há nessa pasta veio com livros que comprei em sebos.&lt;br /&gt;— E eu achava o máximo comprar livros na Livraria Cultura... &lt;br /&gt;— Mas é. Todo livro tem uma história extra: dos sebos, já escritas; da Cultura, por escrever.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-8602852808586083440?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/8602852808586083440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=8602852808586083440&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/8602852808586083440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/8602852808586083440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/10/to-logo-chegou-casa-do-professor.html' title='O colecionador de relíquias'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_DRVLBEB30ss/RcFL0skNXiI/AAAAAAAAABA/en2l-nm-SAk/s72-c/DSC03537.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-1215865880232664546</id><published>2008-10-07T09:21:00.000-07:00</published><updated>2009-02-10T03:06:59.451-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><title type='text'>A experiência da efemeridade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.santoandre.sp.gov.br/bnews3/images/multimidia/images/parte-alta-neblina.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.santoandre.sp.gov.br/bnews3/images/multimidia/images/parte-alta-neblina.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Agradeço pelas mensagens de solidariedade que recebi em função do último &lt;span style="font-style: italic;"&gt;post&lt;/span&gt;. Ele está lacônico assim porque foi escrito tão logo cheguei do velório de um amigo falecido em um acidente de moto. Como exorta o Eclesiastes,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete; porque naquela se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração&lt;/span&gt;. Saí do cemitério um tanto perplexo. O rapaz tinha apenas 22 anos. Era mais novo que eu.&lt;br /&gt;Fui tomado por um temor, uma insegurança, uma sensação de que também eu, a qualquer momento, poderia cessar minha existência. Cheguei, sentei em frente ao computador e escrevi.&lt;br /&gt;Repentinamente, me dei conta de quão mesquinho eu vinha sendo. A polêmica do dia é nada. A busca desenfreada pela atualidade é nada. O avanço tecnológico é nada. A oscilação da bolsa é nada. O resultado da eleição é nada. Tudo é nada quando experimentamos nossa própria efemeridade. E é importante sair daí sabendo que o tempo é curto, curto demais para encontrar o sentido da vida.&lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-1215865880232664546?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/1215865880232664546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=1215865880232664546&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/1215865880232664546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/1215865880232664546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/10/experincia-da-efemeridade.html' title='A experiência da efemeridade'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-7864109186987269922</id><published>2008-09-25T20:22:00.000-07:00</published><updated>2009-02-10T03:06:59.451-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><title type='text'>Como a neblina que desvanece...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://sergioflima.pro.br/blogs/media/users/admin/Luto.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://sergioflima.pro.br/blogs/media/users/admin/Luto.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É como a neblina que aparece por um pouco, e depois se desvanece. TG 4:14&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;Um nó na garganta, um aperto no peito, um lágrima indiscreta que insiste em querer mostrar-se. Nunca é fácil encarar momentos desse tipo. Olhares distantes, um grupo de amigos comenta aqui, outro acolá, a família se abraça. O motivo? Um acidente de moto. Como? Ninguém sabe! Quem foi o responsável? Ninguém sabe. Quanto tempo o socorro demorou? Ninguém sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não há indignação, não há furor, não há revolta. Há apenas um nó na garganta, um aperto no peito, uma lágrima indiscreta que insiste em querer mostrar-se. E um silêncio. Um silêncio sepulcral...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-7864109186987269922?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/7864109186987269922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=7864109186987269922&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/7864109186987269922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/7864109186987269922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/09/como-neblina-que-desvanece.html' title='Como a neblina que desvanece...'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-654277374842463807</id><published>2008-09-18T12:24:00.000-07:00</published><updated>2009-02-10T03:07:35.756-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Não, não é o fim</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.santanafm.com.br/diario/fotos_noticias/cansado_stresse.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://www.santanafm.com.br/diario/fotos_noticias/cansado_stresse.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ao contrário do que a longa ausência de atualizações poderia sugerir, aviso: este blogue não morreu; aliás, tampouco os seus autores. Ouvi dizer que blogues são coisas de solitários ou de desocupados. Tirando, claro, o caso daqueles que de fato têm o que dizer e que conseguem até extrair dividendos de sua atividade. Os autores deste blogue não pertencem a nenhuma das categorias.&lt;br /&gt;Basta um pouquinho de paciência e, em breve, contrariaremos o tal dito! Aguardem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-654277374842463807?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/654277374842463807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=654277374842463807&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/654277374842463807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/654277374842463807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/09/no-no-o-fim.html' title='Não, não é o fim'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-2658283712998186011</id><published>2008-08-13T07:08:00.000-07:00</published><updated>2009-02-10T03:08:07.347-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Sai de retro, 16</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.vermelho.org.br/diario/2005/0817/170805ma.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://www.vermelho.org.br/diario/2005/0817/170805ma.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,11560662-EX,00.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,11560662-EX,00.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em algumas regiões do país ainda é comum os pais darem um incentivo para iniciar os filhos machos nos prazeres da vida. Levam o moleque até uma casa de pouca luz e muito fogo, e lá elegem uma funcionária para mostrar o desconhecido ao inocente. E o meninão, tremendo mais do que vara verde, perde a candura assim, à força. Não se trata de uma escolha, mas de uma imposição ritualística, litúrgica. E ai do guri que ousar questionar o método: ganhará, no mínimo, a alcunha de frouxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito/post.asp?t=se_liga_16&amp;amp;cod_Post=117977&amp;amp;a=431"&gt;Lúcia Hippólito&lt;/a&gt; me fez refletir sobre o triste destino daqueles que ainda não se sentem preparados para empreitada; para aqueles que alimentam o desejo de encontrar um grande amor para juntos desbravarem os prazeres do desconhecido. “Baitola!”. E por que digo isso? Leio no blog da cientista política a iniciativa de um grupo de estudantes do Rio de Janeiro que estaria ressuscitando o “Se liga 16”— movimento criado pela UNE durante a Constituinte para conscientizar os jovens sobre a importância da participação política, e para convencer a Constituinte a diminuir a idade mínima para votar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lúcia, sempre inteligente e honesta, não deve ter passado por essa idade. Pulou da infância para a idade adulta. O que se faz com 16 anos? Inutilidades sociais. E digo isso não como censura, ou deboche. Ao contrário: é natural que as inutilidades sejam feitas nessa fase da vida. A idéia de “conscientizar” a molecada de 16 anos a participar do processo político me parece semelhante ao pai que quer ajudar o moleque a se tornar sujeito homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que ele não esteja preparado para isso — tanto ir à casa da luz vermelha, quanto às urnas —, mas porque parece ser inadmissível o sujeito com 16 anos (!) não se interessar pela(s) matéria(s). Alienado! Bicha! E o que é participar? Seria apertar o verde e confirmar? Tenho certeza de que a noção de “participação” dos defensores de nossos calouros não é a urna. Sempre que se fala em participação, a questão parece remeter à militância, ao proselitismo. “Participante” é quem levanta bandeira, pinta a cara, faz panelaço. Ao contrário, alienado é quem está pouco se lixando para a política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O moleque de 16 anos que deixa a barba falhada crescer, usa camisa do Che, diz-se marxista (sem nunca ter lido o velho) e milita pela importância do voto para a consolidação da democracia, é logo tido por politizado. O pobre diabo, espinhudo, virgem e que só quer saber de estudar matemática para ser engenheiro igual ao papai, é, logo, um alienado. Tem tudo para ser um eleitor do DEM, coitado. Não serve para nada: será o alvo do “Se liga , 16”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Barackmania&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num determinado trecho do texto, Lúcia diz que “ganhe ou não as eleições americanas, Barack Obama já tem o indiscutível mérito de ter trazido a juventude americana de volta para a política. Nos Estados Unidos, os jovens não tinham tamanha participação política há quase 40 anos”. Olha só: não é só nos Estados Unidos que Obama faz sucesso. Se a eleição fosse aqui, nossas crianças o elegeriam no primeiro turno. Mas pergunte ao imberbe uma única proposta do Barack. Pergunte qual é o plano do homem para o Iraque, para a economia, para a América Latina. “We can change” é tudo o que se sabe sobre o homem. E para os jovens isso parece o suficiente: uma oratória formidável e a palavra mudança. E o que é necessário mudar? Não importa. Mudar é preciso. “Ah, mas idade não resulta, necessariamente, em consciência política”. Jura? Mas o que questiono é a idéia de tomar a “consciência” política como um valor. Quem supostamente não a tem, deve logo obtê-la para não ser visto como um pária, um leproso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é justamente essa exigência de respostas por parte daqueles que ainda não tiveram tempo de formular as perguntas que faz dos jovens a classe mais suscetível ao alinhamento automático, ao espírito de rebanho. Pobrezinhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defendamos o direito de cantar e andar para política; lutemos para que nossos jovens tenham o direito de assistir Malhação enquanto Lúcia Hippólito se delicia com o horário eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, eu proponho uma contra movimento: o Sai de Retro, 16. Socialmente mais responsável, minha proposta visa afastar, ainda mais, a molecada de 16 anos do cenário político. E todo mundo ganha com isso: os jovens, que poderão gastar energia com coisas mais divertidas; e a própria política, que se preserva da possibilidade de participação de quem só quer pagar de consciente para conquistar as menininhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Lúcia, desculpe, sei que não foi pra tanto. Acho que é a idade: estou me tornando um velho ranzinza...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-2658283712998186011?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/2658283712998186011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=2658283712998186011&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/2658283712998186011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/2658283712998186011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/08/sai-de-retro-16.html' title='Sai de retro, 16'/><author><name>Elton Frederick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11097479009141067523</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-8374578794883487917</id><published>2008-08-05T08:36:00.000-07:00</published><updated>2009-02-10T03:08:43.002-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>Sobre oportunidades perdidas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.holdenby.com/rpmServer/Holdenby/images/05BBlackeagle.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://www.holdenby.com/rpmServer/Holdenby/images/05BBlackeagle.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em dezembro de 2001, ainda com meus 17 anos de idade, escrevi pela primeira vez ao filósofo Olavo de Carvalho. Dentre outras coisas, disse que meu primeiro contato com seus escritos fora de repúdio, de resistência. Passei a lê-lo avidamente, não com a intenção de aprender alguma coisa, mas para refutá-lo. Claro, tudo isso no melhor estilo imbecil juvenil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ainda quando estava no ensino médio, cheguei a comentar sobre seus artigos com minha professora de história — uma professora séria, porém comprometida pelos ideais esquerdistas. A resposta dela foi uma recomendação para que parasse de lê-lo. Fiquei um tanto contrariado, insisti nas leituras, até que me dei conta de que muito do que ele dizia não estava meramente no plano da opinião pessoal ou de uma cosmovisão peculiar. Sobretudo quando ele denunciava os males do marxismo, para mim ficou claro que se tratava de uma questão de verdade factual: ou o comunismo era de fato um regime sagüinário, ou não era. Quando me dei conta disso, resolvi procurar, ainda com toda a minha limitação, as respostas àquelas perguntas. E, para minha surpresa, descobri que ele estava certo! Daí até me desfazer de minhas convicções todas foi um processo bastante doloroso. E, aliás, ainda não está de todo concluído.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele mesmo e-mail disse-lhe que gostaria muito de assistir suas aulas, mas que não podia porque eram muito caras. Sua resposta foi inacreditável: JAMAIS NENHUM ALUNO MEU DEIXOU DE ASSISTIR AULA POR CAUSA DE DINHEIRO. VENHA!&lt;br /&gt;Compareci àquela aula num sábado ensolarado em que meus pais foram a uma churrascada num sítio! Fiquei em casa sozinho para ir à aula. No final, fui agradecer-lhe e, mais uma vez, me espantei: ele me disse que eu poderia continuar freqüentando suas aulas, e que passaria a pagar a partir de quando tivesse dinheiro.&lt;br /&gt;Sabem o que o bestão aqui fez?&lt;br /&gt;Não apareci mais! Só por causa de timidez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje este é um dos maiores arrependimentos que carrego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para minha alegria, parte dele está remediado. É que o Olavo passará a disponibilizar em uma nova seção de seu site parte do material utilizado em suas aulas. É necessário fazer uma inscrição, mas o preço é simbólico perto do valor inestimável. Quem tiver oportunidade, aproveite! Mais informações, clique no banner no canto superior direito deste modesto blogue.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-8374578794883487917?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/8374578794883487917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=8374578794883487917&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/8374578794883487917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/8374578794883487917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/08/sobre-oportunidades-perdidas.html' title='Sobre oportunidades perdidas'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-8398814930349665472</id><published>2008-07-20T08:44:00.000-07:00</published><updated>2008-07-21T05:45:11.968-07:00</updated><title type='text'>O Coringa</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/2007/imagens/Coringa_filme.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.universohq.com/quadrinhos/2007/imagens/Coringa_filme.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A primeira impressão é a de que se trata de mais um filme de ação. Não é. Ou melhor, não é só isso. A despeito das cenas extraordinariamente barulhentas, com explosões intermináveis, perseguições de carros, tiros, brigas, torturas (a fórmula ideal para os filmes que nada têm a dizer), &lt;em&gt;Batman – O Cavaleiro das Trevas &lt;/em&gt;é um filme altamente reflexivo, que traz às telas a discussão de quão tênue é a linha divisória entre o bem e o mal: Batman não é o homem perfeito, incorruptível, que se propõe a lutar contra o mal; nem tampouco o Coringa é o seu contrário. E a confusão fica evidente no fim do filme: afinal, quem triunfou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vilão construído por Heath Ledger é, como ele próprio se define, um “agente do caos”. O Coringa nos leva a pensar a respeito da existência de uma espécie de mal sem motivação ou objetivo aparente: da mesma forma que existe um amor incondicional, parece que há também seu oposto, um sadismo que é um fim em si próprio. O Coringa não quer dominar o mundo, ter dinheiro, fama ou poder: quer apenas se divertir explodindo coisas. E tal qual o bem, que precisa do mal para justificar sua existência, ele precisa do bem para ser mal. Parace lógico, não? E Ledger incorpora essas contradições com primazia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nelson Rodrigues já havia percebido quão dificultoso é prestar culto aos gênios que ainda vivem. Sem recorrer a subterfúgios, o dramaturgo confessou, em suas memórias, a inveja que sentia de Guimarães Rosa. Narrou com audácia a exultação que teve quando se deu a morte do escritor mineiro: poderia, enfim, reconhecer-lhe a genialidade. Nelson diagnosticara quão cômodo - e prazeroso - é reverenciar o gênio morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A interpretação de Heath Ledger parece prenunciar sua morte. É unânime o sentimento de que ali se deu uma atuação para ser lembrada como umas das mais impressionantes da história do cinema. Mas quanto dessa veneração é fruto da tendência que temos para adular cadáveres? Jamais saberemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu, aos 101 anos, Dercy Gonçalves. Há pelo menos 15 anos eu não ouvia o nome da mulher na Rede Globo de Televisão. Há pouco, Alexandre Garcia anunciava no Jornal Nacional a morte da “atriz que dedicou um século ao humor”, “um símbolo da irreverência”. É mais um titã que elevamos à morada dos deuses. Com acerto? Sei lá eu. E o que importa?&lt;br /&gt;Na verdade, o que me arrepia é saber que o óbito de Dercy é a prova inconteste da existência da morte. Se ela - até ela! - morreu, é bom nos conformarmos: morreremos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-8398814930349665472?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/8398814930349665472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=8398814930349665472&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/8398814930349665472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/8398814930349665472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/07/o-coringa.html' title='O Coringa'/><author><name>Elton Frederick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11097479009141067523</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-1621491151492338171</id><published>2008-07-18T13:41:00.000-07:00</published><updated>2008-07-18T13:46:23.668-07:00</updated><title type='text'>O vazio existencial</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HGgAzAZ39Rw&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HGgAzAZ39Rw&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sabem, sou um carola. E, claro, como todo carola, me escandalizo quando vejo certas coisas. Mas, mesmo aqueles que têm pretensão de ser descolados ficam estarrecidos com uma estrovenga dessas. Isso não é diversão, isso não é humor, isso não é engraçado. Sim, eu tenho vergonha da geração a que pertenço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-1621491151492338171?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/1621491151492338171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=1621491151492338171&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/1621491151492338171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/1621491151492338171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/07/o-vazio-exitencial.html' title='O vazio existencial'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-4114997401433137514</id><published>2008-07-17T06:32:00.000-07:00</published><updated>2008-07-17T18:37:26.632-07:00</updated><title type='text'>O próximo</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/X94HKeXJ1ws&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/X94HKeXJ1ws&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Ainda não terminei a leitura do relatório de Protógenes. Confesso que a parte que mais me interessa é a que "esmiúça" a ligação entre o gênio do mal, Daniel Dantas, e a imprensa. Cada página, uma nova revelação: “Ele também?”, “Me parecia tão sério!”, “Até tu, Brutus?”. Pelo andar da carruagem, e, principalmente pela profundidade da argumentação do delegado, é provável que o irrepreensível Zé Bob apareça nas próximas páginas. Não vejo a hora!&lt;br /&gt;Só tenho dó das donas-de-casa que botavam fé no rapaz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-4114997401433137514?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/4114997401433137514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=4114997401433137514&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/4114997401433137514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/4114997401433137514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/07/o-prximo.html' title='O próximo'/><author><name>Elton Frederick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11097479009141067523</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-7438084644317041819</id><published>2008-07-16T05:03:00.000-07:00</published><updated>2009-02-10T03:09:01.705-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>A Lei Seca e os caprichos da física</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.bbbeer.com.br/Cervejas/imagens/img_kronenbier.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.bbbeer.com.br/Cervejas/imagens/img_kronenbier.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Passadas três semanas desde a implantação da chamada Lei Seca, os números animam. O atendimento nos hospitais especializados em traumas, na cidade de São Paulo, caiu 55%. A relação é óbvia: apesar de “o” de bêbado não ter dono, quem tem tem medo. Imagino, porém, que essa panacéia logo passará. A fiscalização ficará mais frouxa, os policiais se renderão aos trocados da impunidade, os motoristas perderão o medo e as coisas voltarão ao normal na Banânia. Fique calmo, amigo pé inchado, em breve sua diversão estará novamente garantida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o detalhe mais surpreendente dessa discussão é a chamada “sorte de bêbado”. O Santo Protetor dos pau-d'águas é inquestionavelmente poderoso. Tente se recordar do último acidente envolvendo pinguços no trânsito: famílias dizimadas, carros destruídos, e eis que aparece o bonitão do motorista dando entrevista, sendo vítima apenas das enigmáticas “escoriações”. É batata: por algum capricho da física (mecânica ou cinética?) o motorista embriagado nunca morre. O álcool, me parece, é mais eficaz que os &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;airbags &lt;/span&gt;e cintos de segurança. O problema, claro, é que essa proteção não se estende a terceiros. É pessoal e intransferível. E é para equacionar essa pendenga metafísica que surge a necessidade de uma legislação que coíba os excessos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só acho que as punições poderiam ser mais criativas. Tirar 900 pilas do bolso do ébrio não o fará refletir sobre seus atos. Nem mesmo a cassação da CNH produzirá efeito imediato. Nada de xilindró: minha sugestão é que o sujeito flagrado dirigindo alcoolizado seja obrigado a consumir cerveja sem álcool pelo resto da vida. Além de humilhante, a medida traria consigo um valor simbólico verdadeiramente eficaz: imagine o meninão pedindo uma Kronenbier no boteco. Nada é mais produtivo do que a pedagogia do ridículo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-7438084644317041819?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/7438084644317041819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=7438084644317041819&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/7438084644317041819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/7438084644317041819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/07/lei-seca-e-os-caprichos-da-fsica.html' title='A Lei Seca e os caprichos da física'/><author><name>Elton Frederick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11097479009141067523</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-3782660906845666396</id><published>2008-07-11T17:35:00.000-07:00</published><updated>2008-07-11T17:37:48.198-07:00</updated><title type='text'>Padrão e padrões</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2bNrKTyqWrY&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/2bNrKTyqWrY&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comento ou não comento? Melhor não. Pra que estragar? As palavras dela falam por si mesmas. Apenas subscrevo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-3782660906845666396?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/3782660906845666396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=3782660906845666396&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/3782660906845666396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/3782660906845666396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/07/padro-e-padres.html' title='Padrão e padrões'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-4645599601990524462</id><published>2008-07-11T07:12:00.000-07:00</published><updated>2009-02-10T07:42:35.092-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amenidades'/><title type='text'>Ops...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.disenoemergente.cl/proyectos/sking_20060804_pare.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://www.disenoemergente.cl/proyectos/sking_20060804_pare.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Meu caro amigo Elton mistura alhos com bugalhos em seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;post &lt;/span&gt;sobre Paulo Coelho. É claro que muitos de seus críticos jamais leram sequer uma linha do mago da literatura; é claro que há muito ressentimento por causa de seu sucesso; é claro que ele suscita inveja em muita gente; é claro que, no Brasil, alguém ser bem-sucedido com seu trabalho acaba sendo coisa condenável(!); é claro também que, por oferecer um sucedâneo de vida espiritual, ele acaba vítima do preconceito tanto de ateus quanto de religiosos.&lt;br /&gt;Tudo isso é fato. Mas é fato também que ele não é nenhum gênio da literatura. Uma crítica rigorosa, fiada em critérios sobretudo estéticos, também o relega a uma posição menor. Então é isso. O fato de sofrer de todos os preconceitos não o torna maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao que faz uma obra ser grande, Antonio Fernando Borges já &lt;a href="http://oindividuo.com/2007/06/05/cinco-perguntas-para-antonio-fernando-borges/"&gt;respondeu &lt;/a&gt;de maneira bastante pertinente (Ah, sim, juro maneirar nas referências a ele).&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Ao ler um romance, quais são os critérios que você utiliza para dizer: “isto é bom”? E quais são as razões que te levam a, subjetivamente, preferir certos livros a outros? &lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Eis aí uma questão fundamental, difícil mesmo, que a maioria das pessoas em geral resolve pelo caminho fácil da filiação (no fim das contas ideológica) a uma corrente de opinião alheia – ou, então, empinando o nariz e citando os autores da hora… Na verdade, estes critérios (“por que isto é bom?”) envolvem o chamado cultivo do gosto, que tem a ver com a educação do espírito e até dos sentidos – e tudo isso tem a ver com a questão do autoconhecimento, um passo decisivo no caminho da sabedoria.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No Brasil, onde todos defendem o “direito de ter uma opinião”, esquecendo no mais das vezes o dever de buscar a verdade, as coisas sempre acabam se ajeitando num subjetivismo que pouco ou nada acrescenta à própria história de cada um. Mas o fato é que bom gosto e bom senso (elementos decisivos no modo ético-estético de encarar o mundo) são questões objetivas, concretas – e não uma “terra de qualquer um”. Mas, entre nós, cada um prefere “achar” o que quer – e fim de papo. Feliz, ou infelizmente, perdi há muito esta “inocência” (na verdade, uma malandragem das boas…), e então, quando me faço a pergunta estou me colocando um grande desafio: por que este romance é bom? Não me contento com a mera sensação de prazer que sua leitura acarreta: ele é apenas um dos fatores! Há fatores igualmente importantes, como a questão semântica (o que o romance diz, os valores que transmite), a forma como o assunto é tratado (sua sintaxe, a seleção e combinação das palavras), a harmonia do conjunto, a sensação de beleza que tudo transmite… São tantas coisas em jogo! Porque, para além da avaliação específica de cada livro, existe a obrigação de inseri-lo, comparativamente, no conjunto da literatura e da cultura – tarefa a que os tolos e poltrões também se furtam, contaminando o âmbito cultural de uma idéia equivocada de democracia igualitária. Mas, queiram ou não, cultura é hierarquia!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Trata-se de um questionamento solitário, que no fim das contas não difere muito do meu autoquestionamento de escritor. Porque em mim o leitor e o escritor sabem que se trata de um problema objetivo, e não de uma vaidade “subjetivista”. E aí começa todo o drama, que vai se precipitando sem máscaras e, no meu caso, também sem testemunhas, desde que abandonei a prática de escrever as malfadadas resenhas de suplementos literários.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Claro que este esforço de objetividade não elimina as arbitrariedades subjetivas. Mas, a cada livro que começo a ler, a esperança se renova: desta vez, eu chego um pouquinho mais perto!&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PS1:&lt;/span&gt; Vê lá por onde anda, rapaz! Não me vá aderir ao politicamente correto!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PS2:&lt;/span&gt; Eu sou um ganso profissional. E nunca vi ninguém lendo Joyce no metrô. Nem Proust!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-4645599601990524462?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/4645599601990524462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=4645599601990524462&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/4645599601990524462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/4645599601990524462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/07/ops.html' title='Ops...'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-5510885029857177763</id><published>2008-07-10T14:35:00.000-07:00</published><updated>2008-07-10T18:41:51.631-07:00</updated><title type='text'>O crime do mago</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://patriciarejane.weblogger.terra.com.br/img/chorar.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://patriciarejane.weblogger.terra.com.br/img/chorar.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na lata: Paulo Coelho é um bom escritor? Mesmo que você nunca tenha lido um livro do Mago, a resposta óbvia e ululante é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não&lt;/span&gt;. Aliás, entre os círculos sociais que freqüento (que chique!) o preconceito contra o escritor é infinitamente maior do que contra negros, índios e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gays&lt;/span&gt;. Penso se não seria o caso de estabelecer um sistema de cotas para os leitores de Paulo, já que o único lugar que ainda admite a pluralidade absoluta de leituras é o bom e velho Metrô (mais velho do que bom). Lá, tanto faz se você lê Joyce ou Zíbia Gasparetto; Paulo Coelho ou Proust; a Bíblia ou O Anticristo. Ninguém o censurará. Pelo contrário: pescoços se esticarão com o intuito de  socializar o texto. Desconfio até que existam comunidades secretas que se reúnem periodicamente nos trens e metrôs para compartilhar suas leituras malditas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não ouse recitar uma passagem de “O Alquimista” numa roda de bem-pensantes. Nunca! Ler Paulo Coelho é crime inafiançável. Confesse um pecado, conte uma impostura, mas jamais caia na tentação de admitir uma passada de vistas nas letras coelhianas. Estaria eu defendendo a qualidade literária do mais novo biografado de Fernando Moraes? De forma alguma. O que eu desejo entender é a aversão &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt;.  Podemos dizer que Paulo Coelho escreve mal? Podemos, claro. Mas para isso é necessário desenvolver a árdua tarefa de determinar o que é escrever bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante uma fase da minha vida acreditei que “escrever bem” estava associado à invenção. Logo, escrever bem era “escrever diferente”. Nesse sentido, a grande referência era, sem dúvida, Guimarães Rosa – aquele que fazia pirâmides ao invés de biscoitos (para lembrar uma tirada de Nelson Rodrigues). Com o passar dos anos, confesso que fui me entediando com as invenções estilísticas do escritor mineiro. Passei a me interessar pelo texto cortante, “ineditável”, cuja referência era Graciliano Ramos. Impossível “editar” uma linha de Vidas Secas... Mas e o parceiro de Raul Seixas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que todas as restrições ao Mago sejam motivadas menos pela sua questionável qualidade literária do que pelo seu sucesso mercadológico. O pecado de Paulo Coelho não é escrever mal ou errado: seu crime é vender livros a rodo. Escritor bom, na mente de nossos guias, são os marginais, que vivem na sarjeta, mendigando audiência. Escritor que vende não merece crédito. Onde já se viu, ganhar o pão e ainda desfrutar de um pouco de luxo apenas com as letras?! Inimaginável. Conselho aos aspirantes ao mundo literário: não vendam. Se vender, é certo que terão de trilhar o Caminho de Santiago do escracho crítico, ou sentar às margens do Rio Piedra e chorar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-5510885029857177763?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/5510885029857177763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=5510885029857177763&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/5510885029857177763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/5510885029857177763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/07/o-crime-do-mago.html' title='O crime do mago'/><author><name>Elton Frederick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11097479009141067523</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-1784987169926694407</id><published>2008-07-10T09:50:00.000-07:00</published><updated>2008-07-10T10:04:26.546-07:00</updated><title type='text'>Difícil?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.atocatxg.blogger.com.br/corda%20bamba.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://www.atocatxg.blogger.com.br/corda%20bamba.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por muito pouco não comecei a redigir essas linhas queixando-me de que escrever é difícil. Fazer isso seria rematada tolice. Que é a sintaxe quando comparada à complexidade da vida? Que é a morfologia se comparada a todas as nossas crises de identidade? De que vale o rebuscamento lexical, se não somos capazes de fazer o mesmo em nossos relacionamentos? Verdade é que, ao menos nos textos, enquanto escrevemos, somos os senhores. Temos liberdade para criar um mundo à nossa imagem e semelhança, se assim o quisermos. Temos a tentação da divindade.&lt;br /&gt;Escrever é fácil. Difícil mesmo é viver!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-1784987169926694407?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/1784987169926694407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=1784987169926694407&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/1784987169926694407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/1784987169926694407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/07/difcil.html' title='Difícil?'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-7708869463637738819</id><published>2008-07-10T08:14:00.000-07:00</published><updated>2008-07-10T17:56:09.225-07:00</updated><title type='text'>Surpreendido por C. S. Lewis</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_TMWDXczqXGY/SHZiVFbhByI/AAAAAAAAADE/MYtxjnkxOHo/s1600-h/rosa+azul.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_TMWDXczqXGY/SHZiVFbhByI/AAAAAAAAADE/MYtxjnkxOHo/s200/rosa+azul.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221468932357031714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Numa oficina literária de que participei, &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/catalogo/busca.asp?tipo_pesq=autor&amp;amp;palavra=antonio+fernando+borges&amp;amp;topo=livro&amp;amp;sid=94624623310531746635090718&amp;amp;k5=1DD59F2E&amp;amp;uid=&amp;amp;lastreg=&amp;amp;parceiro=112214"&gt;Antonio Fernando Borges&lt;/a&gt; repetidas vezes disse que a vida real não rende boa literatura. Ou melhor, para que a banalidade da vida cotidiana renda boa literatura, é necessário que a pena esteja sob o jugo de um grande escritor.  A epígrafe da apostila utilizada, uma citação de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Louis_Stevenson"&gt;Stevenson&lt;/a&gt;, já nos exortava:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A vida é monstruosa, infinita, ilógica, abrupta e lancinante. Uma obra de arte, em comparação, é uma coisa &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;bem-feita&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;finita&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;contida em si própria&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;racional&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fluida &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;transfigurada&lt;/span&gt;. A vida se impõe pela sua energia bruta, inarticulada como a de um trovão. A arte seduz o nosso ouvido, por entre os ruídos mais altos de nossa experiência diária, como os sons produzidos por um músico discreto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...O romance, que é uma obra de arte, justifica sua existência não por sua semelhança com a vida, que é forçada e meramente material (assim como um sapato se assemelha ao couro de uma vaca), mas por sua &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;incalculável diferença de natureza&lt;/span&gt; em relação à vida, uma diferença que é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;deliberada &lt;/span&gt;e significativa – e que constitui tanto o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;método &lt;/span&gt;quanto o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;significado &lt;/span&gt;da obra.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Outra citação recorrente em aula era de &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=5040667&amp;amp;sid=94624623310531746635090718&amp;amp;k5=5886302&amp;amp;uid="&gt;Schopenhauer&lt;/a&gt;. Este dizia que havia dois tipos de escritores: os que escrevem por escrever e aqueles que escrevem por ter algo a dizer. Ainda na oficina, falou-se muito a respeito daqueles que, de tanto lerem, acabaram por se tornar escritores. Este o caso do próprio Fernando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lançamento da &lt;a href="http://www.erealizacoes.com.br/ecom/produtos.asp"&gt;edição brasileira&lt;/a&gt; das obras de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Eric_Voegelin"&gt;Eric Voegelin&lt;/a&gt;, Olavo de Carvalho recomendava entusiasticamente a leitura de biografias dos grandes homens de espírito, para que estes sirvam de inspiração e de exemplo para os brasileiros, que já ignoram de que se constitui uma vida intelectual efetiva. Olavo fazia referência às &lt;a href="http://www.erealizacoes.com.br/ecom/produtos_descricao.asp?lang=pt_BR&amp;amp;codigo_produto=51"&gt;Reflexões Autobiográficas&lt;/a&gt;, de Voegelin. Mas creio que o mesmo vale para &lt;a href="http://mundocristao.com.br/produtosdet.asp?cod_produto=10298&amp;amp;cod_categoria=4"&gt;Surpreendido pela Alegria&lt;/a&gt;, de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C._S._Lewis"&gt;C. S. Lewis&lt;/a&gt;. Guardadas as devidas proporções, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro não tem a pretensão de ser uma biografia compreensiva. É, na verdade, a história da conversão de seu autor. Mas, para chegar ao ponto culminante, no qual, enfim, se rende, ele nos brinda com seu relacionamento com os livros, fala sobre as escolas por onde passou, sobre seu relacionamento familiar e insistentemente sobre a Alegria. Como ele mesmo faz questão de frizar, a Alegria não deve ser compreendida em seu sentido comum, que se presta à confusão com um prazer vulgar. Lewis define a Alegria como aquele desejo não satisfeito que é mais desejável que qualquer satisfação. É uma experiência que quem quer que a tenha vivenciado vai querer senti-la novamente. Mas, apesar disso, é uma espécie de infelicidade, uma espécie de pesar. Diria eu, uma lacuna, um vislumbre.&lt;br /&gt;Dentre os escritores mais determinantes para sua conversão, se encontram &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/George_Macdonald"&gt;George Macdonald&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/G._K._Chesterton"&gt;G. K. Chesterton&lt;/a&gt;. Xeque-mate, o penúltimo capítulo do livro, é a mais bela passagem de C. S. Lewis que já li. Menciono apenas de esguelha porque desejo mesmo é que o leiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Passo a fazer um relato subjetivo das reverberações que o livro suscitou em mim, sem muita preocupação em fazer uma crítica do livro. O fato é que há tempos não lia algo que mexesse tanto comigo. À medida que Lewis narrava sua própria história, eu era convidado a olhar para minha própria experiência. Não apenas porque eu mesmo tenha uma certa inclinação para assuntos religiosos, mas porque, em alguma media, eu mesmo experimentei a Alegria e a ausência dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso dizer que tive uma infância envolta por livros — aliás, minha iniciação foi bastante tardia; não posso dizer que minha infância fosse algo muito estimulante intelectualmente; não posso dizer que o ambiente em torno, a paisagem que se me apresentava, fomentasse grandes experiências imaginativas; não posso dizer que cheguei a ter uma relação bastante próxima com meus irmãos. Fomos amigos, sim, embora distantes da cumplicidade que havia entre os irmãos Lewis.  Não creio que minha vida seja assim tão interessante para merecer ser relatada aqui. Comento, assim, de sobressalto, apenas algumas “bobagens”. As aspas se justificam. É que certos fatos, por mais significativos que sejam para aquele que os experimenta, não passam de tolice para um observador externo. Isso vale para o amor, mas vale para uma porção de outras situações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não creio ser necessário dizer que o turbilhão de coisas em que nos envolvemos, muitas vezes, tem como efeito o distanciamento de nós mesmos. Assim, distante como estava, lia e ouvia repetidamente: lembre-se de quem você é, lembre-se de quem você é. Pronto, o chamado à introspecção estava feito. E essa introspecção me fez voltar às minhas aulas na escola dominical. Algo que exerceu uma influência bastante marcante, da qual jamais me esqueci, e que me valeu durante o período de rebeldia na adolescência, foi o estudo do livro do profeta Daniel. Nada que fosse assim uma exegese rigorosa do livro, com direito a interpretação escatológica e tudo o mais. O que essas aulas me ensinaram foi a firmeza de caráter. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Então Daniel resolveu firmemente não se contaminar com as finas iguarias do rei...&lt;/span&gt; Tais palavras se tornaram para mim, durante muito tempo, um norte ético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo desde logo: toda a minha adolescência foi marcada por intensa atividade na igreja. Aos 12 anos de idade, lembro-me até de já pregar. Hoje acho que a Graça corroborava com a complacência dedicada a um menino de 12 anos que se presta a falar sobre as coisas de Deus. Seja como for, se sou o que sou hoje, devo isso, sim, à minha formação na igreja e à obra de três professores. Para não cometer injustiças, tive alguns outros marcantes, mas em menor medida. (Falo sobre eles outra hora.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto à escola dominical. Um cântico que sempre me impressionou muito dizia:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Tu és soberano sobre a Terra,&lt;br /&gt;Sobre os céus tu és Senhor absoluto.&lt;br /&gt;Tudo o que existe e acontece, tu o sabes muito bem.&lt;br /&gt;Tu és tremendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E apesar desta Glória que tens,&lt;br /&gt;Tu te importas comigo também.&lt;br /&gt;E este amor tão grande eleva-me, amarra-me a ti.&lt;br /&gt;Tu és tremendo.&lt;/blockquote&gt;O que há de mais belo no cristianismo é que o próprio Deus se dirige ao homem. Aí o C. S. Lewis ilustra isso de um modo sublime. Diz ele:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Se Shakespeare e Hamlet pudessem um dia se encontrar, seria sem dúvida um ato de Shakespeare. A Hamlet não cabia nenhuma iniciativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shakespeare poderia, teoricamente, fazer que ele mesmo aparecesse como Autor dentro da peça, escrevendo um diálogo em que ele mesmo conversasse com Hamlet. O "Shakespeare" inserido na peça seria, é claro, ao mesmo tempo Shakespeare e uma das criaturas de Shakespeare. Traria em si alguma analogia com a Encarnação.&lt;/blockquote&gt;Enfim, é isso. As orelhas do livro falam sobre duas rosas que brotaram da vida de Lewis. “A primeira delas abriu metade de suas pétalas em livros de profunda sabedoria e reflexão apologética, e a outra metade trouxe esplendor de um mundo de fantasia, sonhos e aventura a todas as crianças que vêm experimentando a felicidade de conhecer os seus livros infanto-juvenis. A segunda dessas rosas é a Alegria.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a mim, digo apenas que a rosa azul que ilustra este &lt;span style="font-style: italic;"&gt;post &lt;/span&gt;é uma terceira rosa — que brotou em mim  como esse convite à introspecção, essa volta às origens, esse lembrete de que por ora &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vemos como espelho, mas veremos face a face; agora conhecemos em parte, mas conheceremos como também somos conhecidos. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-7708869463637738819?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/7708869463637738819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=7708869463637738819&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/7708869463637738819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/7708869463637738819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/07/surpreendido-por-c-s-lewis.html' title='Surpreendido por C. S. Lewis'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_TMWDXczqXGY/SHZiVFbhByI/AAAAAAAAADE/MYtxjnkxOHo/s72-c/rosa+azul.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-6292125632699884651</id><published>2008-07-10T08:12:00.001-07:00</published><updated>2009-02-10T07:42:35.092-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amenidades'/><title type='text'>Estilo axiomático</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_TMWDXczqXGY/SHYnBU94tbI/AAAAAAAAAC8/66FhG-Dewo4/s1600-h/brigadeiro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_TMWDXczqXGY/SHYnBU94tbI/AAAAAAAAAC8/66FhG-Dewo4/s200/brigadeiro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221403721744299442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Vida saudável é vida feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-6292125632699884651?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/6292125632699884651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=6292125632699884651&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/6292125632699884651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/6292125632699884651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/07/estilo-axiomtico.html' title='Estilo axiomático'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_TMWDXczqXGY/SHYnBU94tbI/AAAAAAAAAC8/66FhG-Dewo4/s72-c/brigadeiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-2238163472539189263</id><published>2008-07-10T08:04:00.000-07:00</published><updated>2009-02-10T07:42:35.092-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amenidades'/><title type='text'>Contra o ceticismo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_TMWDXczqXGY/SHYmiYhZPbI/AAAAAAAAAC0/ROLLzoeNhN4/s1600-h/cetico.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_TMWDXczqXGY/SHYmiYhZPbI/AAAAAAAAAC0/ROLLzoeNhN4/s200/cetico.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221403190122593714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;“Para responder ao cético arrogante, não adianta insistir que deixe de duvidar. É melhor estimulá-lo a continuar a duvidar, para duvidar um pouco mais, para duvidar cada dia mais das coisas novas e loucas do universo, até que, enfim, por alguma estranha iluminação, ele venha a duvidar de si próprio.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;G. K. Chesterton, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;in &lt;/span&gt;Ortodoxia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-2238163472539189263?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/2238163472539189263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=2238163472539189263&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/2238163472539189263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/2238163472539189263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/07/contra-o-ceticismo.html' title='Contra o ceticismo'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_TMWDXczqXGY/SHYmiYhZPbI/AAAAAAAAAC0/ROLLzoeNhN4/s72-c/cetico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-8638430495246760438</id><published>2008-06-29T10:26:00.000-07:00</published><updated>2008-06-29T12:30:22.438-07:00</updated><title type='text'>De como fui parar no Observatório da Imprensa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.olhosdebastet.com.br/fotos/olho%20de%20Horus.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://www.olhosdebastet.com.br/fotos/olho%20de%20Horus.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Essa história de interatividade na rede é uma coisa fabulosa mesmo. A que me refiro dessa vez? Dias atrás aconteceu o lançamento da revista &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=11019830&amp;amp;sid=94624623310531746635090718&amp;amp;k5=192E81F8&amp;amp;uid="&gt;Dicta&amp;amp;Contradicta&lt;/a&gt;, uma publicação do &lt;a href="http://www.ife.org.br/"&gt;IFE&lt;/a&gt;. Como sou leitor do Martim desde os tempos do &lt;a href="http://www.oindividuo.com//convidado/martim0.htm"&gt;velho indivíduo&lt;/a&gt; e mantive contato com ele por conta dos cursos oferecidos pelo instituto de humanidades do &lt;a href="http://www.ceu.org.br/novo/departamento_view.php?id=5"&gt;IICS&lt;/a&gt;, a notícia da publicação da revista me encheu de entusiasmo. Não só a mim, mas a muita gente que acompanha um trabalho que vem sendo desenvolvido já há anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista tem o mérito de reunir muita gente boa, com ideais afins, numa mesma publicação. &lt;a href="http://oindividuo.com/"&gt;Pedro Sette Camara&lt;/a&gt;, Martim Vasquez da Cunha, &lt;a href="http://antoniofernandoborges.apostos.com/"&gt;Antonio Fernando Borge&lt;/a&gt;&lt;a href="http://antoniofernandoborges.apostos.com/"&gt;s&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.somosportugueses.com/mch/modules/icontent/index.php?page=135"&gt;Mendo Castro Henriques&lt;/a&gt;, Luiz Felipe Pondé... Cada qual com sua especialização, cada qual com seus interesses, mas todos críticos severos da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;establishment &lt;/span&gt;acadêmico brasileiro (com exceção de Mendo, que é português), todos estudiosos de autores que são rechaçados pela academia, todos muito competentes no que se propõem a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes declaramente, às vezes nem tanto, eles acabam assumindo posições um tanto polêmicas. O que não os diminui em nada, haja vista o fato de que não se trata de polêmicas gratuitas, mas tudo devidamente fundamentado. Mas não escrevo para falar deles. Pelo menos não diretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que disse até agora foi só para contextualizar uma referência a palavras minhas feita por Gabriel Perissé num texto do &lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/index.asp"&gt;Observatório da Imprensa&lt;/a&gt;. A origem da citação foi um &lt;a href="http://brunogarschagen.com/2008/06/10/dictacontradicta-lancamento-hoje-em-sp/#comments"&gt;comentário&lt;/a&gt; que enviei ao blogue do Bruno Garschagen, na ocasião da cobertura do lançamento da revista. O Bruno considerou que meu comentário merecia virar &lt;a href="http://brunogarschagen.com/2008/06/11/dictacontradicta-nota-sobre-o-lancamento/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;post &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;e o publicou com destaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí tomei um susto quando, ao ler &lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=491FDS001"&gt;as palavras de Perissé sobre a revista&lt;/a&gt;, vi que meu texto havia sido usado como mais uma evidência da pretensão de seus editores. Sim, aquele "jovem de impressões exaltadas" sou eu. Vai aqui então a minha explicação. Não desdigo o que disse. Mas é preciso que fique claro que quem disse aquilo fui eu. Não tenho nada a ver com os editores, nem com o Opus Dei. Minha relação com o Martim é a mesma que tenho com o Pedro, com o Olavo, com o Reinaldo: sou leitor. Só isso! Se é que posso fazer alguma emenda no que disse, corrigiria apenas uma droga de um erro de digitação:&lt;span class="art_texto"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E o que mais me chamou atenção foi a quantidade de jovens que ali se encontrava. Não eram senhor(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0); font-style: italic;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;)zinhos caquéticos, nostálgicos de tempos passados, mas, sim, gente da minha geração, em cujos olhos pulsava entusiasmo.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;A idéia de que &lt;a href="http://olavodecarvalho.org/textos/080601entrevista_jb.html"&gt;educar todo mundo não dá certo&lt;/a&gt; não é minha. E a referência aos jovens tem uma razão de ser. Presumo que se estavam ali é porque algum interesse tinham. Mais do que isso: quem quer que leia os textos da revista — muitos dos quais, &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/06/dicta.html"&gt;como também assinalou o Reinaldo Azevedo&lt;/a&gt;, de autores com menos de 30 anos — há de perceber que há segurança no que está sendo dito, o que evidencia uma boa dose de dedicação. Admitam ou não, Olavo de Carvalho contribui, sim, para a formação de uma nova postura intelectual no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o texto do Perissé falava sobre a revista? Bem, nada. Apenas a especulação de que Dicta&amp;amp;Contradicta era uma revista da Obra. Ora, faça-me o favor! Sendo da Obra ou não, ela continua valendo o que vale. Quem quiser julgar por si mesmo que a leia! Não sei por que diabos insistem em reduzir a tarefa da inteligência ao serviço de um colocador de etiquetas. Aí, basta repetir os chavões, isto é, ler a etiqueta e fazer pose de grande conhecedor do assunto: Olavete, facista, de direita! E pronto: serviço concluído!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabriel Perissé nunca me pareceu leviano. O que acaba por sugerir que tal texto tenha alguma motivação que não ficou muito evidente... Vai saber...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-8638430495246760438?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/8638430495246760438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=8638430495246760438&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/8638430495246760438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/8638430495246760438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/06/de-como-fui-parar-no-observatrio-da.html' title='De como fui parar no Observatório da Imprensa'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-3937117265528192062</id><published>2008-06-25T19:10:00.000-07:00</published><updated>2009-02-10T07:42:35.092-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amenidades'/><title type='text'>Mais amenidades</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/M7BLR_C1dpQ&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/M7BLR_C1dpQ&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Coisa estranha. A bem poucos dias das minhas férias e, em vez de descanso, estou mesmo é planejando o que vai me manter ocupado! Já fiz uma listinha dos livros que pretendo ler, dos filmes que gostaria de assistir, de lugares onde quero ir... Enfim, aquelas coisas que superestimamos só para, quando prestes a voltar ao trabalho, lamentarmos o quanto não fizemos nada. É meio frustrante isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro da última vez que aconteceu, só sei que minhas férias do trabalho, ufa!, vão coincidir com as férias da faculdade! Será o momento de saber se o tão desejado ócio só tem valor enquanto idealidade ou se sou mesmo capaz de aproveitar bem o tempo. E sem nóia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tentar lidar melhor com isso, meu primeiro companheiro será A. D. Sertillanges e seu "A vida intelectual". Entre outras coisas, ele aborda a importância de manter uma certa constância no trabalho intelectual, fala sobre a disciplina do corpo para que as idéias tenham seu lugar adequado, enfim, coisinhas básicas vindas de um homem que submeteu a si mesmo, corpo e alma, à disciplina da vida de recolhimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso, isso sim, é de um pouco de silêncio, de solidão, de introspecção. É sério. Alguns dias de recolhimento me fariam bem. Calar as vozes da dispersão, olhar para mim, olhar para os céus, contemplar a beleza...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sei que tudo isso ainda parece distante, tento olhar o mundo com outros olhos. Ah, sim, no vídeo, pode-se ver Ray Charles, alguém que via o mundo à sua maneira. Mas dessa vez, ele se apresenta à nossa. Quem tem olhos, veja! Quem tem ouvidos, ouça!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-3937117265528192062?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/3937117265528192062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=3937117265528192062&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/3937117265528192062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/3937117265528192062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/06/mais-amenidades.html' title='Mais amenidades'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-1452857896923699316</id><published>2008-06-24T11:48:00.000-07:00</published><updated>2009-02-10T07:42:35.092-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amenidades'/><title type='text'>Cacildis!</title><content type='html'>&lt;span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.dibob.blogger.com.br/trapalhoes.jpg"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); font-style: italic;"&gt;Didi e Dedé: quando a morte chega atrasada&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/foto/0,,14901046-EX,00.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/foto/0,,14901046-EX,00.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;Uma sensação de culpa me atingiu: como pude esquecer de comentar o assunto mais importante da semana? A casa que &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u414387.shtml"&gt;jorra sangue&lt;/a&gt;? A oficialização da &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u414947.shtml"&gt;candidatura do Chuchu&lt;/a&gt;?  O método “Casas Bahia” de &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/06/varig-1-pergunta-que-no-calava-j-tem.html"&gt;Roberto Teixeira&lt;/a&gt; (o 1º Compadre da República) para admitir suas mentiras — sempre à prestação? Tudo isso é nota de rodapé em comparação ao que trago à baila: &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL604379-7084,00.html"&gt;Didi e Dedé estão juntos novamente!&lt;/a&gt; Não é o máximo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje me pergunto: será que aquela coisa era mesmo engraçada? É certo que o gosto para o humor (assim como para os livros, filmes, comidas ou mulheres) varia com o passar das gerações (alguém assiste ao &lt;a href="http://zorratotal.globo.com/"&gt;Zorra Total&lt;/a&gt;?). A geração &lt;a href="http://www.jovempanfm.com.br/wblog/panico/"&gt;“Pânico”  &lt;/a&gt;gostaria daquilo? Sei lá. A verdade é que eu e uma legião adorávamos a trupe. E a coisa mais cruel feita até hoje na televisão brasileira foi colocá-los no mesmo horário do &lt;a href="http://www.viladochaves.com/"&gt;Chaves&lt;/a&gt;. Duelo de gigantes. Era a infância sendo apresentada à dureza das escolhas. E, na impossibilidade de assistir aos dois (e pensar que anos depois os homens inventariam os controles-remotos), eu escolhia os &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Trapalh%C3%B5es"&gt;Trapalhões&lt;/a&gt;. E ria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltemos ao busílis. Tenho certeza de que o ingresso de Dedé Santana na tal “Turma do Didi” não tornará o programa menos idiota do que é. Ao contrário até: Dedé era, de longe, o mais sem graça dos quatro. A importância do fato é outra. Os fãs que me perdoem, mas a reaproximação tem apenas um significado: um dos dois, em breve, fará companhia ao &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u368788.shtml"&gt;Beto Carreiro&lt;/a&gt;, irá para o “cacildis”. E pior que morrer é morrer atrasado. Morressem quinze anos atrás, ambos estariam no Olimpo reservado aos gênios do humor. Hoje, estão condenados à companhia do Jacaré e do Marcelo Augusto. Deus os livre!  Mussum e Zacarias devem estar morrendo (?) de rir dessa história.&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-1452857896923699316?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/1452857896923699316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=1452857896923699316&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/1452857896923699316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/1452857896923699316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/06/cacildis.html' title='Cacildis!'/><author><name>Elton Frederick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11097479009141067523</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-7902145171570995206</id><published>2008-06-24T09:01:00.000-07:00</published><updated>2009-02-10T07:42:35.093-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amenidades'/><title type='text'>1º Balanço: aproveitando os méritos alheios</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img.mercadolivre.com.br/jm/img?s=MLB&amp;amp;f=73552185_5189.jpg&amp;amp;v=P"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://img.mercadolivre.com.br/jm/img?s=MLB&amp;amp;f=73552185_5189.jpg&amp;amp;v=P" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pois é...&lt;br /&gt;Este blogue não tem nem dois meses de existência ainda, mas já se tornou motivo de alegria. Lembro-me de meus primeiros posts aqui, nos quais brincava com a idéia de escrever mesmo sem ter leitores. E, claro, aquela sensação de que as coisas não se manteriam por muito tempo. A disposição poderia se esvair; poderia faltar assunto; poderia render-me ao desânimo; enfim, as possiblidades eram muitas. A menos provável era que a coisa vingasse.&lt;br /&gt;Em resposta a toda essa hesitação, chamei um amigo para me ajudar a compor este blogue. Quem leu pode testemunhar o que eu já sabia desde sempre: &lt;a href="http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/05/pedindo-reforo.html"&gt;ele escreve com mais fluência e mais freqüência que eu!&lt;/a&gt; Se é que posso pegar rabeira nos méritos que são dele, posso dizer, sei lá, que ilustros os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;posts&lt;/span&gt;. Não é lá um mérito muito grande, afinal os textos valem o que valem por si mesmos. Outra marca dele aqui é o humor. Ele sabe escrever com leveza. A mim dizem que tenho o dom de complicar coisas simples, que geralmente assumo um tom meio afetado, etc., etc.&lt;br /&gt;Seja como for, este blogue despretensioso já recebeu mais de 100 visitas, a contar apenas desde a instalação do contator de visitas (coisa que nem sabíamos como fazer).&lt;br /&gt;O que era uma incerteza virou fato. O blogue existe. Quem quer que lide com textos, leia, cedo ou tarde acaba também sentindo o desejo de escrever. E este espaço tem servido para isso. Continuo repetindo, aqui faço apenas exercícios de redação. Em breve haverá experimentações mais ousadas. Por enquanto, tenho me limitado a comentar uma coisinha ou outra, fazer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;clipping &lt;/span&gt;de eventos que julgo importantes, nada muito profundo (refiro-me aos meus &lt;span style="font-style: italic;"&gt;posts&lt;/span&gt;, não aos eventos).&lt;br /&gt;Não sei quantos desses que passaram por aqui se tornaram freqüentadores habituais, quantos chegaram aqui ao acaso, quantos passaram por aqui a partir de um link de outro blogue, enfim, não sei se posso dizer que tenho alguém a quem posso chamar de leitor dos meus &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esboços e rascunhos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Agradecimento nunca é demais, né? Então, se passou por aqui, sinta-se incluído nessa manifestação de gratidão. &lt;a href="http://www.asletrasdasopa.blogspot.com/"&gt;Minha incentivadora&lt;/a&gt; merece menção também honrosa. E, claro, vai também a minha gratidão ao Elton. O título desse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;post&lt;/span&gt;, na verdade, era outro, mas achei que seria vulgar demais colocá-lo aqui. Para bom entendedor, basta uma imagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-7902145171570995206?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/7902145171570995206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=7902145171570995206&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/7902145171570995206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/7902145171570995206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/06/1-balano-aproveitando-os-mritos-alheios.html' title='1º Balanço: aproveitando os méritos alheios'/><author><name>William Campos da Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10448825538434053101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-1632202853099884650</id><published>2008-06-16T13:00:00.001-07:00</published><updated>2008-06-16T14:06:52.335-07:00</updated><title type='text'>Denise Abreu e a tampa do vidro de palmito</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_TMWDXczqXGY/SFbTQ3kxKkI/AAAAAAAAACs/GFMdpmfV4AY/s1600-h/prada.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_TMWDXczqXGY/SFbTQ3kxKkI/AAAAAAAAACs/GFMdpmfV4AY/s400/prada.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212585905477462594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;“Fragilidade, teu nome é mulher”, disse Hamlet numa manifestação de loucura com método. Penso que o herdeiro do trono da  Dinamarca faria um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mea culpa&lt;/span&gt; caso tivesse assistido ao depoimento da “carne de pescoço” Denise Abreu à Comissão de Infra-estrutura do Senado. Sei que o imbróglio da Varig é algo deveras importante: tráfico de influência, pressões da Casa Civil (que envolve outra casca de ferida, a ministra Dilma), mas uma outra questão é ainda mais perturbadora. Ao assistir alguns trechos do testemunho da ex-diretora da Anac, um pensamento me assombrou: temo que a espécie feminina, aquilo que chamo de “a velha mulher”, esteja em vias de extinção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que é a velha mulher?, perguntariam os leitores que não tenho. Eu poderia simplesmente dizer que a “velha” mulher é justamente o contrário de Denise Abreu. Mas sejamos didáticos: a velha mulher é aquela que nos pede para abrir a tampa do vidro de palmito. E não é que elas sejam incapazes de realizar o ofício: pedem por pedir. Pedem nosso auxílio porque sabem que o ato é determinante para o “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;balance of power&lt;/span&gt;” das relações humanas. Vocês são capazes de imaginar Denise Abreu fazendo isso? “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Benzinho, me ajuda com isso aqui?&lt;/span&gt;”. Simplesmente incompatível.  Denise Abreu é o protótipo da mulher que a civilização ocidental está criando: dona de si, auto-suficiente, cheia de certezas e verbos no imperativo. Em suma: um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os senhores da ficção nos aterrorizavam com a idéia de um mundo dominado pelas máquinas; vislumbro, ao contrário, um mundo dominado pelas fêmeas. Não aquelas que reuniam em si todas as contradições — ah, tempos venturosos! — e dependiam do sexo oposto não apenas para a reprodução, mas, como disse Victor Hugo, aquelas que odeiam a serpente apenas por rivalidade de ofício. E o apocalipse virá, meus caros, no dia em que um roedor de tamanho médio estiver à solta e um salto alto lhe atravessar o crânio. Estaremos perdidos!&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_TMWDXczqXGY/SFbTQ3kxKkI/AAAAAAAAACs/GFMdpmfV4AY/s1600-h/prada.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2829560852602407325-1632202853099884650?l=esbocoserascunhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/feeds/1632202853099884650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2829560852602407325&amp;postID=1632202853099884650&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/1632202853099884650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2829560852602407325/posts/default/1632202853099884650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esbocoserascunhos.blogspot.com/2008/06/denise-abreu-e-tampa-do-vidro-de.html' title='Denise Abreu e a tampa do vidro de palmito'/><author><name>Elton Frederick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11097479009141067523</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_TMWDXczqXGY/SFbTQ3kxKkI/AAAAAAAAACs/GFMdpmfV4AY/s72-c/prada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2829560852602407325.post-1434251240616803481</id><published>2008-06-14T20:11:00.000-07:00</published><updated>2009-02-10T03:08:43.002-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>Bendita dúvida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.oraetlabora.com.br/imagens/frankl.bmp"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 200px;" src="http://www.oraetlabora.com.br/imagens/frankl.bmp" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.cronopios.com.br/site/images/iex/Agosto2006/tolentino.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 200px; height: 137px;" src="http://www.cronopios.com.br/site/images/iex/Agosto2006/tolentino.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No próximo final de semana, estarei dividido. No final das contas, a decisão já está tomada; comento as alternativas apenas para lamentar a impossibilidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Durante todo o dia, no &lt;a href="http://www.ceu.org.br/novo/departamento_view.php?id=5"&gt;IICS&lt;/a&gt;, acontece o simpósio "&lt;a href="http://www.ceu.org.br/novo/evento_view.php?id=11"&gt;O enigma Bruno Tolentino&lt;/a&gt;", no qual se pretende discutir mais a obra que a vida do poeta. Há quem inclua &lt;a href="http://www.secrel.com.br/jpoesia/btolentino.html"&gt;Bruno Tolentino&lt;/a&gt; entre os maiores poetas de língua portuguesa. Não subscrevo tal asserção; não que eu negue a qualidade de Bruno, mas é que sei tanto de poesia quanto de física quântica! (O que é física quântica mesmo?)&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Acontece lá, também, a minha última aula do curso &lt;a href="http://www.ceu.org.br/novo/evento_view.php?id=4"&gt;A arte do romance&lt;/a&gt;, com &lt;a href="http://antoniofernandoborges.apostos.com/"&gt;Antônio Fernando Borges&lt;/a&gt; — uma verdadeira iniciação no mundo da literatura. Aliás, uma verdadeira iniciação na vida intelectual.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: cen
