terça-feira, 24 de junho de 2008

Cacildis!

Didi e Dedé: quando a morte chega atrasada

Uma sensação de culpa me atingiu: como pude esquecer de comentar o assunto mais importante da semana? A casa que jorra sangue? A oficialização da candidatura do Chuchu? O método “Casas Bahia” de Roberto Teixeira (o 1º Compadre da República) para admitir suas mentiras — sempre à prestação? Tudo isso é nota de rodapé em comparação ao que trago à baila: Didi e Dedé estão juntos novamente! Não é o máximo?

Até hoje me pergunto: será que aquela coisa era mesmo engraçada? É certo que o gosto para o humor (assim como para os livros, filmes, comidas ou mulheres) varia com o passar das gerações (alguém assiste ao Zorra Total?). A geração “Pânico” gostaria daquilo? Sei lá. A verdade é que eu e uma legião adorávamos a trupe. E a coisa mais cruel feita até hoje na televisão brasileira foi colocá-los no mesmo horário do Chaves. Duelo de gigantes. Era a infância sendo apresentada à dureza das escolhas. E, na impossibilidade de assistir aos dois (e pensar que anos depois os homens inventariam os controles-remotos), eu escolhia os Trapalhões. E ria.

Mas voltemos ao busílis. Tenho certeza de que o ingresso de Dedé Santana na tal “Turma do Didi” não tornará o programa menos idiota do que é. Ao contrário até: Dedé era, de longe, o mais sem graça dos quatro. A importância do fato é outra. Os fãs que me perdoem, mas a reaproximação tem apenas um significado: um dos dois, em breve, fará companhia ao Beto Carreiro, irá para o “cacildis”. E pior que morrer é morrer atrasado. Morressem quinze anos atrás, ambos estariam no Olimpo reservado aos gênios do humor. Hoje, estão condenados à companhia do Jacaré e do Marcelo Augusto. Deus os livre! Mussum e Zacarias devem estar morrendo (?) de rir dessa história.

2 comentários:

Marie Tourvel disse...

O Mussum era a cara do Bananão. Queria ele pra presidente da Botocúndia. Um beijo

cadeorevisor disse...

Dias atrás, um colega de trabalho assistia a alguns vídeos antigos dos Trapalhões. Eu não me arrisco. Prefiro guardar a velha impressão. Se bem que o Chaves ainda consegue me fazer rir.

Abraço,

Pablo
http://cadeorevisor.wordpress.com